Boletim 256 - Joquebede, mãe que lutou até o fim

 Neste domingo, comemoramos o Dia das Mães. Certamente esta é uma data comercial. Mas que importa, uma vez que paramos para manifestar a gratidão a esta pessoa maravilhosa que nos gerou? O estadista americano, Abraão Lincoln, décimo sexto presidente dos Estados Unidos,  afirmou que as mãos que embalam o berço governam o mundo. Mesmo tendo perdido sua mãe muito cedo, Lincoln disse que tudo o que era e tudo o que viria a ser devia à sua mãe. John Maxwell, o maior expoente sobre liderança cristã, na atualidade, afirmou que liderança é, sobretudo, influência. Ser mãe é ser líder, pois ninguém influencia os filhos mais do que as mães. A mãe carrega os filhos no coração, no ventre, nos braços, no bolso, nos sonhos.   

Uma das missões mais nobres da face da terra, sem dúvida é a de ser mãe. Por isso, que a personagem de nossa mensagem é Joquebede, a mãe de Moisés. Seu nome significa “Jeová é glória” ou “Jeová é grande”. Joquebede casou-se com seu sobrinho Anrão (Êxodo 6.20) num tempo em que Deus não havia ainda se manifestado acerca desse tipo de união. Quando veio a Lei, esse tipo de união foi proibida por Deus (Levítico  18.1-18). Ela viveu em um tempo muito difícil para todas as mães de Israel. Temendo o crescimento contínuo do povo de Deus, faraó ordenou que todos os meninos nascidos em Israel morressem sendo lançados no rio Nilo (Êxodo 1.22).   

A Bíblia só menciona duas vezes o nome de Joquebede, mas ele ficou para sempre gravado na história como sendo o nome duma das mães mais importantes que até agora existiram. Provavelmente foi a única ocasião na história em que três filhos da mesma mãe, Joquebede, tiveram tanta influência ao mesmo tempo. Por causa da fé de Joquebede, os problemas não conseguiram paralisá-la ou isolá-la. Pelo contrário, as provas por que passou empedraram o caminho para maiores oportunidades. As suas dificuldades transformaram-se em amigos em vez de inimigos.   

Joquebede fez da salvação do seu filho mais novo um assunto de família. Por meio desta sua atitude, os problemas e preocupações tornaram-se uma bênção para todos os familiares. O marido estava unido com ela na sua fé. Todavia, foi ela, a mãe, que pôs particularmente o seu selo sobre os outros membros da casa durante esse período difícil, e os uniu como instrumentos de Deus.   Ela revelou-se engenhosa na maneira de esconder a criança e concebeu o plano de lhe poupar a vida. Aprendeu a educar o pequeno Arão, de modo a que ele não traísse o irmãozinho. Conseguiu entender-se bem com Miriã, a sua única filha, a despeito de tudo o que tinha que fazer para cuidar do bebê. O plano que Joquebede arquitetou era simples e acessível. Baseado em fatos que ela tinha cuidadosamente examinado, esse plano era acima de tudo inspirado pela fé. O próprio Deus lhe tinha dado as ideias, o que tornou o plano verdadeiramente genial e até engraçado na sua execução.   

A despeito dos ambientes hostis que muitas vezes enfrentava, ela pensava verticalmente em vez de horizontalmente, e num sentido espiritual em lugar de obedecer à sua própria natureza humana. Convicta de que o seu Deus era superior às maiores dificuldades, enfrentou corajosamente inúmeros problemas. Viu por experiência as surpresas que Deus lhe reservava, e como para Ele era tão simples transformar inimigos ameaçadores em amigos.   Num tempo em que a tristeza e a morte habitavam no meio do povo de Deus, essa mulher foi instrumento de Deus para mudar a sorte de toda uma nação.

Talvez o desejo de Deus não seja que mudemos a sorte da nossa nação como fez Moisés, mas certamente o Seu desejo é que andando em Sua presença como fez Joquebede, e se assim fizermos, certamente Ele nos abençoará e poderá nos usar para mudar a sorte de muitas pessoas que ainda não O conhecem, muitas famílias que precisam de Sua bênção, a começar em nossa própria casa, em nossa própria família.    Através da vida exemplar da mãe Joquebede, queremos homenagear todas as mães da IPPI como mestras do bem, falando do seu papel e valor como educadoras, rainhas do lar, guarda dos filhos. Nosso foco, entretanto, é ressaltar o papel da mãe cristã, que é exemplo para os filhos, que ora por eles e os educa com firmeza e doçura, transmitindo-lhes as sagradas letras.   

Por conseguinte, podemos asseverar que foi o ensino aprendido com sua mãe que levou Moisés a rejeitar as glórias do Egito por causa do opróbrio de Cristo. Precisamos de mães que invistam tempo na vida espiritual de seus filhos; mães que busquem a salvação de seus filhos mais do que seu sucesso...

Pr. Carlos Roberto (Bob)

Data: 
domingo, Maio 13, 2018