Informativos / Boletins

  • Boletim 281 - POR QUE ESTUDAR O LIVRO DE DANIEL?
    11/11/2018

                   Como podemos permanecer fiéis ano nosso Deus em um mundo que o rejeita? Será que vale a pena permanecer firmes e obedientes quando o reino de Deus tantas vezes parece longe?

                   Como podemos viver de forma corajosa e confiante em meio a nações que não buscam viver sob o domínio de Deus?

                   Será que é possível ser uma bênção para a nossa nação e demonstrar o poder e a bondade do nosso Deus em uma época como a nossa?

                   Essas são perguntas urgentes para quem vive em um contexto no qual ser cristão não é mais a regra (se é que algum dia chegou a ser) e significa, cada vez mais, ser incompreendido, caluniado e até mesmo maltratado. E, como esse é o contexto em que Daniel se encontrava, o livro que leva o seu nome certamente nos trará conforto, desafios e emoção.

                   Nos capítulos 1 – 6, veremos Daniel e seus três amigos buscando permanecer fiéis a Deus enquanto tentam se sentir em casa na Babilônia – isto é, no mundo. Nos capítulos 7 – 12, veremos Daniel descobrindo, por meio de uma série de visões, como Deus tirará seu povo da Babilônia  e o levará para casa. Também veremos Daniel aprendendo que o fim do Exílio não é a realização da promessa de um Rei e de um reino para o seu povo.

                   Para Daniel, esse momento prometido permanecia no futuro, e o Rei prometido continuava a ser uma figura entre as sombras distantes. Hoje, podemos olhar para trás, para a vida, morte e ressurreição de Jesus, e também para frente, para a volta de Jesus – são esses os gloriosos momentos em que todas essas promessas foram e serão cumpridas. De muitas maneiras, podemos até mesmo enxergar isso tudo com mais clareza do que foi Daniel, o fiel profeta de Deus – contudo, com as quatro mensagens que começamos domingo passado mostrarão, a  vida e as visões de Daniel têm muito a nos ensinar. Estas mensagens mostrarão o que podemos esperar desta vida e como podemos e devemos permanecer fiéis e corajosos no mundo em que vivemos.

                   Portanto, Daniel nos revela como podemos permanecer fiéis a Deus em um ambiente hostil. Mostra-nos como viver para Deus, quando tudo está contra nós. De suas páginas, aprendemos como entoar o hino do Senhor em uma terra estranha. Daniel e seus três companheiros conseguiram; nós também podemos. É possível uma pessoa viver para Deus quando as circunstâncias lhe são totalmente contrárias.

                   E tempo algum Daniel esteve livre da tentação de buscar a prosperidade material e pessoal à custa de afastar-se de Deus. Esteve rodeado pelo mal, na juventude, na vida adulta e na velhice. Quase não há tentação conhecida que ele não tenha enfrentado. Entretanto, as Escrituras não registram uma única mancha em seu caráter! Propôs em seu coração que agradaria a Deus e nunca se apartou deste propósito. É possível, sim, vivemos para Deus em um mundo hostil. A verdadeira santidade pode desenvolver-se e florescer diante de condições não ideais. O livro de Daniel nos denuncia complemente. Prova que a verdadeira espiritualidade nunca dependeu de circunstâncias fáceis.

                   Daniel teve maravilhosas experiências com o Senhor, mas não as procurou. Ele buscava a Deus pela excelência de Deus, e não pelo que Deus poderia fazer por ele. O profeta  gostava de estar com o Senhor, discernindo sua vontade, através da Palavra, e de ter comunhão com ele em oração. Enfatizamos novamente: seu segredo era simples demais para não ser percebido – lia a Bíblia e orava.

                   Este foi também o segredo dos primeiros mártires cristãos, dos perseguidos durante a reforma, dos zelosos evangelistas e de seus sucessores. Este foi o segredo dos grandes missionários pioneiros que viveram no século passado. Estavam convictos de que “o povo que conhece o seu Deus se tornará forte e ativo” (Daniel 11.32b). Como Daniel, viviam em dois mundos e, frequentemente, contemplavam aquele mundo que interfere nos afazeres deste. Tornaram-se amigos de Deus e muito amados (Daniel 10.19) nos céus. Este era seu segredo.

                   Sabendo isto. Estudemos o livro de Daniel e aprendemos como permanecer firmes e com muita esperança mesmo em tempos de incerteza. 

     

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 278 - UMA REFORMA CONSTANTE
    21/10/2018

    No dia 31 de outubro de 2017 foi comemorado os 500 anos da Reforma Protestante, um marco para esta data tão especial. Data especial que marca muitas mudanças na dinâmica da igreja que nós, como igreja de tradição reformada, precisamos revisitar e refletir sempre que possível para analisar nossa fé cristã.
    A reforma foi importante por diversos motivos, entre eles na busca de trazer novamente a referência da Bíblia como parte fundamental da fé cristã. Ela é a revelação do próprio Deus a nós de como nos relacionarmos com Ele. Ela é a nossa única regra de fé e prática.
    Outra questão importante é o lema “igreja reformada sempre se reformando”. Talvez isso possa soar como uma espécie de possibilidade de fazer o que quiser com a igreja. Mas como diz o Dr. R. Scott Clark: “nunca se pretendeu que ele fosse uma licença para corromper a fé reformada. Devemos compreendê-lo e usá-lo como um lembrete da nossa tendência de nos desviar da teologia, piedade e prática ensinadas nas Escrituras e confessadas pela igreja”.
    Assim, unido a ênfase nas Escrituras como referência para fé cristã, o princípio de “sempre se reformar” nos faz voltar nossos olhos para a Bíblia para refletirmos se a nossa fé tem sido baseada no ensinamento bíblico ou em compreensões pessoais nossas.
    Será que eu e você temos buscado uma reforma pessoal constante em direção a um relacionamento pessoal com o Pai e uma postura de vida que cada vez mais seja baseada nos valores da Palavra? Será que estamos constantemente refletindo nas Escrituras para analisar nossa fé com base no conhecimento da Bíblia? Que Deus nos ajude e nos torne cada vez mais uma “Igreja reformada sempre se reformando”.
    Lic. Valter Matheus de Carvalho Silva
     

  • Boletim 279 - A NOSSA NOVA SÉRIE DE NOVEMBRO - Tema: ESPERANÇA EM TEMPOS DE INCERTEZA
    28/10/2018

    Vivemos tempos de setorizações, divisões, guetos, disputas… muitas disputas. Muito dinheiro nas mãos de poucos e grandes necessidades entre muitos. A misericórdia torna-se cada vez mais escassa. A compaixão ainda muito mais difícil de ser encontrada.

    A esperança tem andado sumida das “praças” das cidades. De onde se esperava socorro vem o desprezo. De onde se esperava proteção vem à opressão. De onde se esperava solução vem muita decepção. De onde se esperava motivação vem o desânimo. De onde se esperava honestidade vem à corrupção. No lugar da segurança encontra-se muita instabilidade. Em vez de boas notícias, surgem cada vez mais flashes das tragédias.

    A esperança revela o grau da confiança que se tem em Deus, como também as expectativas dEle, pois não basta se dizer que tem esperança, tem de haver atitudes que provam que realmente há uma viva esperança. Aquele que tem uma viva esperança não permite que suas convicções cristãs sejam abaladas pelas circunstâncias da vida presente. Portanto, não deixe sua esperança morrer.

    Todos nós passamos por momentos ruins em nossas vidas, quando tudo parece perdido e não vemos a menor possibilidade de os problemas serem resolvidos.

    Nestes momentos, é muito comum muitas pessoas desistirem por não terem mais a esperança de tempos melhores.

    Entendemos que o segredo de uma vida cristã cheia de esperança em tempos de incerteza promove uma vida inconformada com o conformismo dos homens, para se conformar aos inconformismos de Deus. E também não podemos nos envaidecer com o sucesso nem nos desesperarmos com os fracassos, pois quando pensamos que chegamos ao fim da linha, Deus nos abre uma nova porta de esperança.

    Dessa forma, saibamos que só a esperança em Deus pode trazer-nos de um triunfalismo e pessimismo, para um otimismo indestrutível, da parte daquele que é a nossa verdadeira esperança, Deus, para superarmos os tempos de incerteza de todas as épocas.

    Como resistir e superar com esperança em tempos de incerteza?

    Quais as atitudes que devemos tomar?

    Portanto, vendo a história e a nossa época, meditaremos na história bíblica do livro de Daniel, pois, compreendemos que neste encontraremos várias respostas às mais variadas perguntas com e relação a este tema tão presente em nosso cotidiano.  Sendo que, o profeta enfrentou e passou por tempos de muita incerteza, por isso que sua história ainda permanece atual e capaz de nos tranquilizar, desafiar e emocionar. Por isso, convidamos a todos os queridos irmãos da Igreja Presbiteriana do Parque, bem como, os seus parentes, amigos, vizinhos, para juntos participarmos dessa nova série.  

    Confira aqui as mensagens que teremos em NOVEMBRO:

    04/11 – Esperança diante da morte – Daniel 12

    11/11 – Esperança sem passividade – Daniel 1

    18/11 – Esperança alimentada pela suficiência divina – Daniel 3

    25/11 – Esperança firmada no amor de Deus– Daniel 10

    Enquanto, algumas pessoas dizem: “A esperança é a última que morre”; “Enquanto a vida a esperança”.  Biblicamente respondemos que a nossa esperança é Jesus Cristo. Por isso nunca morrerá e que sim enquanto a esperança a vida. Olha só o que o apóstolo Paulo fala sobre isto: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança,” I Timóteo 1.1

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 280 - UM GOVERNO SEM IMPEACHMENT
    04/11/2018

     

    Mateus 6.13b “... pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!”

    E assim chegamos ao final da Oração do Senhor. Esse “refrão” “...Porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.” (Mateus 6.13) tão familiar que usualmente acompanha as recitações públicas do Pai Nosso nos dias de hoje.

    O objetivo e o efeito desta Doxologia é levar-nos novamente ao início, refinando nossa oração e envolvendo-a com a lembrança de que tudo provém de Deus e tudo retorna a ele. A ele pertence o Reino, o poder e a glória para sempre.

    Diante de todas estas verdades, quais as lições que podemos aplicar em nossa vida, sendo que temos uma rotina de instabilidade, insegurança, incerteza...

    Todavia, no aqui e agora, as eleições passaram e, com a oração do Pai Nosso aprendemos: que Deus está dando-nos uma oportunidade de oramos mais pela nossa pátria e governantes e também de semearmos mais palavra de Deus. Recursos infalíveis que Ele colocou em nossas mãos. Valorizemos esta oportunidade, pois pode ser a última, que Ele está dando-nos para termos o Brasil que Deus quer!

    Jesus termina a oração que está ensinando aos discípulos pedindo a proteção de Deus contra todos os males desta vida. Mas não para por aí, Ele também responde o porquê Deus pode nos proteger. “Porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.” (Mateus 6.13)

    PORQUE ELE TEM UM GOVERNO QUE JAMAIS SOFRERÁ UM IMPEACHMENT, pois no seu reino na há espaço para a corrupção, injustiça, pecado... Ele é perfeito e santo em todas as suas ações. Este Reino tem um Rei que é soberano, que quando ele age ninguém pode impedir. 

    PORQUE ELE APRESENTA UM REI QUE GOVERNA SOBRE TUDO E TODOS – “pois teu é o reino” (v.13): o reino é o domínio de Deus que já lhe pertencem e precisa chegar até nós (Mateus 10.6). Por isso a oração começa e termina declarando que o reino é de Deus. Chamar o reino de Deus significa aceitar o domínio do Senhor como maioral em nossas vidas (Romanos 10.9,10). Isso é uma atitude de submissão. De joelhos em oração somos submissos ao Rei Jesus!

    PORQUE ELE TEM PODER SOBRE TODAS AS COISAS - PORQUE ELE E É GLORIFICADO EM TUDO. Poder e Glória à “pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre amém” (v.13): embora a humanidade sempre busque estas coisas, seu poder e glória são passageiros, mas para Deus é eterno. Precisamos reconhecer o poder e a glória de Deus em nossas vidas por meio de frutos (João 15.8). Quando estamos fracos, impotentes e percebemos que não temos mérito algum, então entendemos que toda força, poder e glória vem do Senhor (II Coríntios 12.7-10). Quando o Espírito Santo está em nossas vidas recebemos o poder de Deus (Atos 1.8). Em oração rendemos glória e recebemos o poder de Deus!

    Portanto, que as lições do governo, poder e glória de Deus, tranquilizem o seu coração diante do mal, das provações, das tentações, da dor e do sofrimento e que você saiba que sempre pode contar com Ele.

    Desta forma, convido a todos os queridos a REFLETIREM E PRATICAREM:

    “... TEU É O REINO, PODER E GLÓRIA” v.13 - "pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!"

    - Não posso dizer Teu é o reino, se não concedo ao rei a obediência disciplinada de súdito fiel.

    - Não posso dizer Teu é o poder, se temo o que as pessoas me possam fazer.

    - Não posso dizer Tua é a glória, se estou procurando a minha própria glória.

    - Não posso dizer para sempre, se meu horizonte está limitado pelas coisas do tempo.

    - Não posso dizer Amém, se também não acrescento “Custe o que custar”.

    A oração do “Pai Nosso” mostra que orar é mais do que pedir algo — É estar em constante comunhão com Deus. A oração não faz Deus baixar até nós, mas eleva-nos a Ele! Assim, o momento urge, vivamos a oração do Pai Nosso, para tenhamos um Brasil melhor, a partir de nós!

     

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 277 - O “PAI NOSSO” É NOSSA PRIMEIRA ESCOLA DE ORAÇÃO
    14/10/2018

    Jesus ensina aos discípulos os princípios da oração (Lucas 11. 1-4) e, depois, tê-los transformados em uma oração para uso público (Mateus 6. 9-13). No primeiro caso, Jesus respondeu à solicitação dos discípulos impressionados pela maneira usada por João Batista para ensinar os discípulos dele a orar.  No segundo, ele atacou as orações hipócritas dos fariseus, mais interessados em impressionar os conterrâneos judeus que na comunicação com Deus.

    Após Jesus ensinar aos seus discípulos como eles deveriam orar, em contraposição à oração dos fariseus, que hipócrita, e à dos pagãos (gentios – não judeus), mecânica, a oração, a oração dos cristãos deve ser real; sincera em oposição à hipocrisia, refletida em oposição à mecânica. Jesus quer que nossas mentes e corações se envolvam no que estamos dizendo. Então, a oração é vista como deve ser, não como uma repetição de palavras sem significado, nem como um meio de autoglorificação, mas como uma verdadeira comunhão com o nosso Pai Celeste.  Com as palavras de Jesus, em Mateus 6. 8, ele afirma que Deus Pai não é ignorante para que precisemos informá-lo, nem hesitante para que precisemos persuadi-lo.

    Agora Ele lhes dá um modelo de oração. Essa oração conhecida como “Pai Nosso”, foi dada aos discípulos, não para ser memorizada ou recitada determinadas vezes. Pelo contrário, Jesus lhes deu essa oração para evitar que eles usassem de vãs repetições como os pagãos o faziam. Jesus não disse para eles orarem usando aquelas palavras, mas como uma oração modelo. Em outras palavras o Senhor estava dizendo assim: “orem dessa forma” e não “orem com essas palavras”.

    A chamada “oração do Pai-Nosso” foi dada por Jesus como modelo da genuína oração cristã. De acordo com Mateus, ele a deu como modelo a ser copiado (“Portanto, vós orareis assim”); de acordo com Lucas, uma forma para ser usada (11.2, “Quando orardes, dizei...). Assim, podemos usá-la como é e também  como modelo para as nossas próprias orações.

    Todavia, quando olhamos o contexto em que esta oração foi ensinada, vemos governo (no caso o império romano) cheio de corrupção, violência,  adultério, estupro, perversidade, injustiça, idolatria, maldade... E também na parte espiritual vemos o príncipe deste mundo (Satanás) atuando gerando uma possessão  maligna na vida das pessoas  e uma opressão maligna na vida dos discípulos.

    Diante, de todo cenário desastroso, vemos na oração do Pai Nosso, uma suplica pedindo uma intervenção divina, ou seja, a manifestação poderosa e misericordiosa da parte de Deus.

    O QUE APRENDEMOS SOBRE A ORAÇÃO:

    1. A Teologia da oração: Ao orar deves crer que ocorrerá uma transformação em você, não em Deus.

    2. Atitudes erradas na oração: Ao orar não deves tentar convencer a Deus de fazer a tua vontade.

    3. O propósito da oração: Ao orar deves esperar que a vontade de Deus converta em tua vontade, não a tua vontade na vontade de Deus.

    Assim também, nós igualitariamente vivemos num contexto moldurado por uma situação caótica, confusa, desordenada, desarrumada, desgovernada... Dessa forma, suplicamos uma intervenção já de Deus para transformar, melhorar o nosso contexto sempre esperando e confiando na intervenção divina.

    Assim vemos nessa súplica com fundamentos importantes, para alicerçar a nossa esperança quanto a manifestação divina concedendo-nos uma transformação de nossas vidas e também do contexto em que vivemos.   Uma transformação mediante a Sua soberania.

    O “Pai Nosso” é nossa primeira escola de oração. Nesta súplica Jesus nos ensina que a oração não é uma ferramenta técnica, usada para excitar nossa curiosidade. Pelo contrário, ela nos envolve num exercício de fé e compreensão da realidade que está além da ciência. Ela não é um meio de manipular a criação, mas uma forma de compreender e penetrar na realidade dela.

    Em um período de polarizações, onde as opiniões pessoais se tonaram a regra, baseada na premissa de pensar “O Brasil que EU quero”. Entendemos que precisamos levantar nossos olhos para o alto, e refletir sobre quais os valores que o Criador tem para o nosso povo.  E também, a forma com a qual Ele quer nos usar como agentes de transformação.  Por isso, começamos em outubro uma nova série com o tema: “O Brasil que Deus quer”.

    Rev. Carlos Roberto

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