Informativos / Boletins

  • Boletim 274 - UMA ESPIRITUALIDADE MENOS MÍSTICA MAIS PRÁTICA
    16/09/2018

    Jesus deixou a Judéia em direção a Galiléia. Ele tinha de passar por Samaria. Ele chegou a  Sicar, localizada nessa província e, sentou-se, cansado e sedento, junto à fonte ou poço de Jacó. Ali, envolveu-se numa conversa com uma mulher samaritana de vida imoral. O Senhor pediu-lhe que lhe desse de beber; falou com ela acerca da água viva que ele mesmo era capaz de suprir; contou-lhe que esta água viva, não somente tiraria a sede, mais impediria que ela tivesse sede novamente; revelou-lhe os segredos  da vida imoral que ela levava; mostrou-lhe o caráter da verdadeira adoração, e, finalmente , lhe disse ser ele o Messias.

    O coração da mulher rebelou-se contra a revelação de sua vida pecaminosa, e tentou mudar o assunto. A primeira impressão é que a mulher está no controle da situação, dando a ideia de que o Senhor estava se deixando desviar  de seu objetivo. No entanto, mesmo sem entender, essa mulher estava sendo conduzida na direção estabelecida pelo próprio Senhor.

    Será que essa mulher,  ao tentar evadir-se do assunto real, não é, em sua natureza, um símbolo do pecador? O exemplo de Cristo, ao dirigir-se a ela, é um exemplo que devemos seguir, ao pregarmos aos perdidos?

    Esta seção mostra uma série progressiva de surpresas. Pouco a pouco, Jesus revela quem ele é, e, em concordância com esta autorevelação, progressiva, a confissão da mulher avança, tendo ela primeiramente visto nesse estranho um judeu, depois um profeta e, finalmente, o Cristo.

    Quando os discípulos, no momento providencial, voltaram de Sicar, depois de terem feito suas compras, foram tomados de surpresa ao ver o Mestre conversando com uma mulher.

    A mulher ao receber a revelação de Jesus, e depois da chegada dos discípulos, se apressa em voltar à vila para contar ao povo as grandes novas.

    Enquanto ela esta em Sicar, os discípulos de Jesus, ao redor do poço, aprenderam que a necessidade que o Senhor tinha de alimentar-se não se comparava com sua satisfação intensa em trazer aquela mulher das trevas para a luz, cumprindo assim a vontade do Deus Pai. Quando os samaritanos se aproximaram de Jesus, ele exortou seus discípulos a olharem aquela multidão como uma colheita espiritual.

    Os samaritanos, ao aceitarem Jesus pela fé, mostram um progresso na fé claramente observável nesta narrativa, com Jesus sendo considerado, primeiramente, apenas um judeu comum, depois com um profeta, então o Messias e, finalmente, sendo chamado o Salvador do mundo.

    A história da mulher samaritana é contada por meio das coisas que dão concretude à vida – tomar água, calor, cansaço, poço, compras, comida, diálogos, verdade, marido, templo, pessoas, relacionamentos. Nessa história bíblica complexa e dramática, observamos a tapeçaria da vida com toda a sua ingenuidade, ignorância, reconhecimento, coragem, fraquezas humanas, e a participação de Cristo que nos desafia  e acompanha em nossa jornada de uma espiritualidade prática sem  ser fertilizada pelo misticismo, magia e fetichismo.  Por conseguinte, uma espiritualidade que confronta o nosso pecado, gera uma verdadeira intimidade com Cristo, um discipulado em Cristo e até Cristo e nos coloca em missão. 

    E também, vemos que, no diálogo de Jesus com a mulher samaritana, ele dissipa qualquer embalagem mística que uma interpretação errada possa colocar no evangelho. Dessa forma, entendemos que, no misticismo as pessoas podem se familiarizar tanto com o templo (construção), anjos, orações, Bíblia, santa ceia, batismo... e tratá-los como amuletos. Acreditam que a presença desses e participando dessas celebrações forçam Deus a se manifestar.

    Deciframos esta fé mística em nosso meio, quando hoje muitos dos que buscam as igrejas não querem conhecer a Deus, mas um deus cujo poder possam usar para seus próprios fins. Portanto, demonstram um egoísmo que continua intacto e não conseguem ver que Deus não é o gênio da lâmpada que existe apenas para atender os desejos de seu amo. A diferença do cristianismo e todas as outras religiões consistem em se estabelecer quem serve quem. No paganismo, os ídolos existem para o serviço dos homens, no cristianismo os homens são os que passam a viver para a glória de Cristo.

    Há hoje uma espiritualidade de formas esotéricas, supostamente maiores ou independentes de Deus que podem transformar a vida das pessoas.  Runas, horóscopos, cristais, baralhos compõem o leque de opções que a magia oferece no mercado religioso.

    Quando os cristãos passam a acreditar na concepção mística que as palavras têm poder em si mesmas e que uma vez pronunciadas produzem realidades, há algo diabólico. O que é fé mística? A credulidade que: objeto como a Bíblia aberta no Salmo 91 afugenta demônios; lugares como montes, geram orações mais poderosas; pessoas galgam posições de maior favor de Deus.

    Que a oração de Inácio de Loyola ecoe em nossos corações:

    “Ensina-nos, bom Senhor, a servir-te como tu mereces, a dar sem contar o custo, a lutar e não ver as feridas, a trabalhar sem buscar descanso, a esforçar-nos e não querer prêmio, a não ser o de sabermos que fizemos a tua vontade.”

                  

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 273 - ESPIRITUALIDADE CRISTÃ NA PRÁTICA
    09/09/2019

    No decurso da história da igreja cristã é possível observar que, em diversos momentos, houve distorções, equívocos e limitações na compreensão e prática da espiritualidade. Uns transformaram a devoção cristã numa experiência meramente contemplativa, enquanto outros fizeram dela uma prática especulativa, com obsessão por questões teológicas e doutrinárias.

    Por conseguinte, vemos também que espiritualidade tem sido um tema muito em evidências nos últimos tempos. A espiritualidade não é mais uma abordagem de interesse apenas de pessoas religiosas. Aliás, o entendimento e a prática da “espiritualidade” podem significar tudo ou qualquer coisa. Um dos últimos livros que li, de Afonso Murad, aborda as relações entre gestão e a espiritualidade. Várias empresas estão investindo tempo e recursos para que seus trabalhadores desfrutem de algum momento de espiritualidade. Não se descarta a possibilidade de que o propósito último das empresas seja o melhor desempenho dos trabalhadores, com vistas à produção ao lucro, e não ao desenvolvimento da espiritualidade das pessoas. Como a espiritualidade gera bem-estar, obviamente favorece melhores relacionamentos nas empresas, maior capacidade de produção e, consequentemente, o lucro.

    O ser humano é essencialmente espiritual e expressa a sua espiritualidade de muitas maneiras, principalmente através de formas religiosas. Mas há também formas não religiosas de espiritualidade. Os ateus confessos, por exemplo, podem manifestar  sentimentos e compromissos espirituais  quando envolvidos por uma causa  em favor da vida. Conheço ateus que acreditam em “energias” da natureza ou em forças humanas subjetivas que, segundo a sua crença, poderiam interferir nos rumos da vida – e isto também é espiritualidade.

    Observamos como um ateu pode possuir uma prática de justiça com critérios evangélicos sem uma prática devocional ou confessional, um religioso devoto pode conviver com uma espiritualidade alienada das práticas de misericórdia e justiça. Neste caso, contudo, esta já não será uma espiritualidade reconhecida pelos critérios do evangelho de Jesus Cristo. A espiritualidade no evangelho é fruto da fé que acolhe o encontro misterioso com Deus, refluindo em missão ao mundo através da mesma fé, que, sendo ética, está marcada por sinais de amor, justiça e paz.

    Cumprindo a minha vocação pastoral, um dia desses atendi a um convite para orar por uma senhora enferma. Ao chegar à casa, fui recebido por uma moça falando comigo com expressões firmes e contundentes. De imediato ela foi dizendo que não acreditava em nada; aceitava a oração, respeitando o desejo das outras pessoas da família. Chegando ao quarto onde a senhora estava, vi ao redor muitas pedras em forma de pirâmide. Sem emitir qualquer juízo, fiquei surpreso com as palavras da menina que há pouco  se confessara descrente de tudo: “Eu coloquei essas pedras porque elas emitem energias positivas e poderão ajudar a curar a minha mãe”.  Imagina se ela acreditasse em alguma coisa! Podemos ver, então, que há várias formas de espiritualidade e de crença.

    Pois bem, conforme as práticas de espiritualidade na vitrine religiosa e secular brasileira, notamos tais enfoques: uma espiritualidade mística;  ateia; idolatra; sensitiva; fertilizada pela magia e pelo fetichismo... Traremos à nossa igreja uma série de mensagens com o tema UMA ESPIRITUALIDADE: UM CAMINHO DE TRANSFORMAÇÃO, com pregações nos cultos, pastorais nos boletins, estudos nos Grupos do Parque e palestras no acampamento. Propondo através deste tema, uma espiritualidade pratica que possa gerar mais vida do que lucro material, mais virtudes do que sucesso, mais amor às pessoas do que apego às  coisas, mais solidariedade do que competição, mais integridade e virtudes do que religiosidade e hipocrisia, mais sensibilidade humana, mais renúncia de si mesmo e coragem para lutar pela garantia de direitos para todas as pessoas.

    Entendo que a espiritualidade atual em nosso meio, carece de alicerces bíblicos. Porquanto, vemos  uma espiritualidade evangélica que se limita a seguir um manual trivial sobre “o eficaz”, “o extraordinário” ou o “sem estresse”. Essa espiritualidade fica desconectada dos temas da vida real. Logo, carece de força transformadora que vem do Espírito Santo e que demonstra a autenticidade da experiência religiosa.  Assim, vemos que os evangélicos conhecem pouco sobre espiritualidade. A crescente “religiosidade” das igrejas brasileiras é ainda carente de bases teologias e conteúdo bíblico.

    Por isso, como espiritualidade, propomos uma expressão que seja de certa forma, um regresso ao que fora proposto por Jesus e pelos seus discípulos. As palavras de Jürgen Moltmann ( teólogo reformado alemão) resumem bem o que queremos dizer:  “A conversão a Deus contém a exigência da conversão ao outro. Do encontro da fé com a realidade de opressão, nasce a espiritualidade, que pode ser expressa no amor à causa dos desfavorecidos, oprimidos, segregados, estigmatizados.”

    “Espiritualidade é colocar em prática o discernimento da vontade de Deus para a vida comunitária em todas as suas dimensões. A espiritualidade é um dom e uma tarefa.” C. René Padilha ( teólogo e missionário equatoriano).

    Então, oremos:  Pai, conceda-nos uma espiritualidade marcada e inspirada na vida do Jesus Cristo. Crucifica o nosso testemunho, para que tenhamos uma vida alicerçada na graça, no amor, na humildade, na fé e na justiça!

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 272 - ESPIRITUALIDADE - Um Caminho de Transformação
    02/09/2018

    Vivemos num tempo em que a maioria das pessoas anseia por mudança. E como servos de Cristo e, membros da IPPI, queremos já mudanças significativas em nossas vidas (no meu relacionamento com Deus, família, igreja, profissão, sociedade...) que agradem o nosso Deus, através de uma formação espiritual produzida pelo Espírito Santo em e através de nós. Desta forma, a partir do próximo domingo (dia 09 de setembro) pregaremos sobre ESPIRITUALIDADE, como um caminho de transformação.

    Veremos que atingir uma espiritualidade saudável, madura não é fácil. É necessário um treinamento rígido, que passamos a receber quando tornamo-nos obedientes a Deus. Esse preparo requer sacrifício: é preciso que desprezemos o pecado, tenhamos paixão pela santidade e equilibremos o nosso trabalho com uma vida madura.

    A espiritualidade no Caminho da transformação. De uma forma persistente insistimos no fato de que nosso coração deve estar sempre voltado para a luz de Cristo, para o Amante da nossa alma, para o Caminho e a Verdade e a Vida. 
    Pois bem, decisivamente afirmemos que a verdadeira força é aquela que brota de uma vida interior. Paulo disse aos efésios: “Por essa razão, dobro meus joelhos perante o Pai, de quem toda a família nos céus e na terra recebe o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais interiormente fortalecidos com o poder pelo seu Espírito” (Efésios 3. 14,16). A oração intercessora de Paulo deveria ser também a nossa.

    A poderosa presença do Espírito Santo deveria produzir transformações dramáticas em nosso homem interior. A espiritualidade no caminho da transformação não é uma questão de mudança exterior; ela surge de uma transformação que ocorre em nossa vida interior. Porém, para compreendermos isso, precisamos entender a essência do processo de aprendizagem. A palavra educar vem do latim educare ou e-ducare que significa “extrair de dentro”. A educação espiritual não consiste em acumular conhecimento ou informações no coração, mas em deixar Deus nos transformar de dentro para fora. Que tesouro precioso nós, cristãos, recebemos! O Espírito Santo habita em nós para que nosso homem interior possa ser transformado.

    Novamente as epístolas de Paulo falam bastante sobre o homem interior. Suas palavras aos Gálatas ainda tocam profundamente nosso coração: “Meus filhos, por quem sofro de novo dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gálatas 4.19). Percebamos a ênfase que Paulo dá ao modo como Deus trabalha na vida de cada um de nós? Ele diz que Cristo precisa ser “formado em vós”. O Senhor quer trabalhar no nosso homem interior. Ele não quer ficar do lado de fora para melhorar nossa aparência externa. Jesus transforma o caráter, o interior. Se nos concentrarmos na aparência exterior, não teremos uma transformação genuína.

    Sendo que, uma das mais inquietantes tendências da atualidade é a substituição do caráter pelo carisma. Pois, notamos que o desempenho muitas vezes mascara a devoção, o uso dos carismas sobrepuja ao caráter. Pois, têm cristãos que na sua imaturidade espiritual, absorvem os valores do mundo e passam a acreditar que continuarão a manipular pessoas, se ninguém souber sobre a sua vida oculta imoral.

    Assim, quando a espiritualidade entra no caminho da transformação, não apenas faço as coisas que Jesus teria feito, mas, descubro que quero fazê-las. Elas me atraem. Encontro sentido nelas, pois, não ando por aí tentando acertar; apenas me torno o tipo certo de pessoa.

    Em resumo, todos os cristãos devem buscar ser medido pela santidade e fidelidade e não por seu desempenho religioso. Portanto, nem todos precisam ser heróis. O religioso questiona-se: “estou sendo aceito? Minha mensagem é popular?” Já aquele que está no caminho da transformação indaga: “Estou sendo verdadeiro?”

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • BOLETIM 271 - “POIS ESTA É A VONTADE DE DEUS, A VOSSA SANTIFICAÇÃO...” I Tessalonicenses 4.3
    26/08/2018

    Neste domingo ministraremos o tema: Uma Igreja Viva busca a santidade na prática. Pretendemos com este tema destacar que à igreja para ter mais autoridade na pregação do evangelho, tem que dar relevância a doutrina da santificação. E quando olhamos à Bíblia, aprendemos com a vida dos apóstolos, onde eles buscavam incessantemente uma vida de santidade, para ganharem a audição e visão das pessoas. Logo, observemos a ousadia dos apóstolos Pedro e João (Atos 3. 1-4), que falaram para um paralítico, “Olhe para nós”. Assim, também nós, tenhamos esta coragem ao falar para as pessoas olharem para as nossas vidas. Dessa forma, tiremos esta doutrina do arquivo morto, das prateleiras de nossas vidas e vivamos de fato em santidade de vida, para que as pessoas possam ver Cristo em nós e assim recebê-lo como Senhor e Salvador de suas vidas.

    Entendemos que é através da santificação que somos lapidados para que a glória do Senhor se veja em nós. É um processo de crescimento contínuo, constante pelo qual o Espírito Santo vai afirmando as nossas emoções, temperamentos, comportamentos, caráter, vida, até que sejamos “tomados de toda a plenitude de Deus”.

    Sabemos biblicamente que a perfeição somente se dará no novo céu e nova terra, quando entrarmos à cidade santa tendo o corpo totalmente transformado. Enquanto tivermos aqui no mundo, vamos enfrentar uma forte luta contra o pecado.

    Assim, vejo que somos santificados em Cristo - Ele nos purificou na cruz de todo o pecado e nos dá o direito à santificação final no céu. Vejo também na Bíblia, base para crer que no caminhar diário, não para comprar benefícios de Deus ou anular o sacrifício na cruz de Cristo, mas na busca de uma adoração mais perfeita, de uma gratidão mais sincera e testemunhar o Evangelho, participamos deste processo , lutando contra o mal para sermos santos. A responsabilidade é nossa.

    Acrescento estas explicações iniciais, pois vejo como verdade o que disse Lutero: “Somos como pêndulo do relógio – ou num extremo ou no outro”. Neste assunto também se tem assumido posições extremas.

    Alguns creem na santificação completa aqui, anulando o sacrifício de Jesus e a obra do Espírito Santo na vida, colocando o esforço humano como o básico neste processo.

    Outros negam a participação humana, assumindo a ideia de que a “graça de Deus” não exige responsabilidade. Um liberalismo acomodado.

    Na Bíblia, o cristão é convidado a não se entregar ao pecado, a fugir do pecado. J. Dwigth Pentecost no seu livro: A SÃ DOUTRINA (Editora Mundo Cristão) divide este tema assim:

    SANTIFICAÇÃO POSICIONAL: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, MAS FOSTES SANTIFICADOS, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” I Coríntios 6. 9-11. Quando aceitamos Jesus nos tornamos santos.

    SANTIFICAÇÃO FINAL: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” I João 3.2. Quando Jesus voltar, seremos totalmente santos.

    SANTIFICAÇÃO EXPERIMENTAL: “nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.” Romanos 6.13. Participamos do processo de santificação.

    Então, somos convidados, desafiados a não nos entregarmos ao pecado. No entanto, a reagirmos, a não aceitarmos como natural, a não acomodarmos. Mas, clamarmos ao Senhor, graça e poder para vivermos uma vida que, a cada dia se aproprie mais desta benção: a santificação.

    Encerro no desejo ardente de que, por obra do Espírito Santo, todos nós sejamos despertados para a Santificação de nossas vidas. E também, com a promessa de Deus ao povo de Israel: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” ( Josué 3.5).

    Que Deus te abençoe muito neste propósito!

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 270 - DEUS ACOLHE E NOS CHAMA A ACOLHER A TODOS
    19/08/2018

    Texto base: Atos 10

    Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. (Atos 10.34-35)

    O pluralismo de ideias é uma marca da nossa geração. Somos constantemente chamados pela mídia a reconhecer e respeitar as diversas formas de pensamento existentes. Mas, muitas vezes isso traz dificuldades, pois nossa maneira de olhar à luz da Palavra, em algumas situações, entra em conflito com os princípios da sociedade. E, diante disso, somos muitas vezes julgados como intolerantes, um grupo que não aceita as pessoas do jeito que são.

    O texto acima é um momento de lidar com problemas de diferença de visões. Por muitos anos o povo havia sido instruído a não se envolver com pessoas de outros povos, uma vez que seriam levados a adorar outros deuses. Mesmo com essa ordem, o povo, por vezes, desobedecia, e acabava caindo na idolatria. Para mudar isso, o povo começou a criar leis humanas, tornando-se mais rígido do que de fato a Lei exigia, fechando-se quase que totalmente às pessoas que quisessem se tornar judias.

    Quando a igreja começou, foi iniciada uma nova mentalidade. Os judeus, convertidos ao cristianismo, tinham dificuldade de se relacionar com os gentios, ou seja, não judeus. Diante disso, Pedro recebe uma visão e é levado até a casa de um gentio chamado Cornélio para pregar o evangelho. Com a pregação, o Espírito é derramado sobre os gentios. Ou seja, Deus não rejeita os gentios. Ele acolhe a todos.

    Na visão, Pedro é chamado a agir da mesma forma. Uma vez que sejam aceitos por Deus, Pedro não deve considerá-los “comuns”, ou seja, impuros. Pedro, como líder da igreja, é chamado a abrir as portas para todos.

    Igreja não é lugar de gente perfeita, já que ninguém é perfeito. Igreja é lugar de pecadores que, transformados por Cristo, buscam se parecer com Ele. É lugar de imperfeitos que buscam o Perfeito, que vai nos formando com o caráter dEle dia após dia. Somos imperfeitos em busca da perfeição. No nosso meio sempre cabe mais imperfeitos.

    Assim, o chamado de Pedro é o nosso chamado. Deus nos acolheu sem merecermos. E ele acolheu a TODOS. Acolhidos sem merecer, não podemos nos dar ao luxo de excluir ninguém. Atos é o livro que mostra uma Igreja Viva. E, diferente do que nossa sociedade pensa, podemos ver que a Igreja Viva aqui é uma comunidade que acolhe a todos com amor. A Igreja é o lugar instituído por Deus para o acolhimento do mundo.

     

    Lic. Valter Matheus de Carvalho Silva

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