Informativos / Boletins

  • BOLETIM 305 - ENTENDENDO POR QUE FICAMOS IRADOS
    28/04/2019

    Queridos que situações te fazem perder a calma no dia a dia? Hoje nesta pastoral falaremos sobre a ira. O que é Raiva: é privação de raciocínio lógico, falta de calma. O que é Ira: sentimento agonizante da qual o indivíduo passa a ser dominado pela raiva. Diferença entre raiva e ira. Uma pessoa pode ficar com raiva porque se machucou ao chutar uma pedra, porque não conseguiu algo que queria, porque alguém a ofendeu etc. A ira é a evolução natural da raiva. A grande diferença entre um e outro é que a ira fomenta uma reação imediata e por vezes desmedida. O clássico “bateu, levou”.

    A ira pode se manifestar em silêncio, porque temos resolvido não lutar. Pode se mostrar em críticas severas e correção implacável. Pode atingir pessoas que não têm nada a ver com a origem da ira. A pessoa irada sempre justifica seus erros. Afinal de contas, Jesus ficou irado (Mc. 3.5), e Paulo disse: "Irai-vos e não pequeis" (Ef 4.26). No entanto, a boa ira entre pessoas caídas é rara. Leia o que Tiago e Paulo disseram: Tg 1.19-20; I Timóteo 2.8; Efésios 4.31. Uma das maiores lutas é manter "longe de nós a ira", e não apenas para controlar suas expressões. A ira não surge do nada. Todos nós temos necessidades psicológicas básicas que precisam ser atendidas de maneira adequada para podermos desfrutar de um equilíbrio emocional.

    Quando essas necessidades não são atendidas, experimentamos emoções desconfortantes, incluindo a ira. A dificuldade persistente em lidar com a ira implica necessidades psicológicas mal resolvidas. A raiva/ira podem ser vencidas quando Deus age pela ação transformadora Espírito Santo, e ao orar com frequência, pedindo a intervenção divina. Entendendo o porquê da raiva/ira: o pecado é sempre estúpido, e quando você peca, você parece estúpido. Quando experimentamos algo de que não gostamos, algo inaceitável, ficamos com raiva. Somos todos amantes. O problema é que amamos muito as coisas erradas: Quando nossos amores são ameaçados, reagimos - ficamos com raiva. Você sabe como isso acontece? Fomos criados para amar a Deus em 1º lugar, mas como pecadores, valorizamos mais a nós mesmos e às coisas que nos servem.

    Pense no que realmente te faz ficar com raiva: Não é a injustiça ou o tráfico de seres humanos. É o engarrafamento, a fila do banco ou supermercado, é quando nossas opiniões não são acatadas, é quando nos sentimos subestimados. A maior parte da nossa raiva pecaminosa acontece quando estamos tão cegos por ser o centro de tudo que achamos a realidade inaceitável se ela não está me servindo e me dando o que eu quero. Simplificando, se nos sentimos muito irritados, é porque nos amamos demais, somos crianças egocêntricas, tudo tem que girar em torno de nós.

    O fim da raiva: só pode vir pela paz nas nossas almas e pelo domínio próprio gerado pelo Espírito Santo. Quando a raiva começar a aumentar, o estresse começar subir, pare e pergunte: O que eu estou amando tanto agora que está me fazendo responder dessa maneira? O que é que eu valorizo, que eu realmente me importo que está me deixando irado? O fim da raiva só pode vir quando experimentamos a transformação daquilo que é o nosso maior amor e devoção. Amar o que Deus ama desejar a sua glória e perseguir sua vontade tão implacavelmente que mesmo no meio do caos, quando as pessoas estão insultando você , podemos, como ele, amar os outros mais do que nos amamos pela alegria maior que nos é dada. "Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (1 Pedro 2.23). Que matemos nossa ira e lutemos por alegria e amor a cada dia.

     

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • BOLETIM 304 - UMA REVOLUÇÃO SEM ESPADA
    21/04/2019

    Marcos 14. 43-52; Mateus 26.47-56; Lucas 22. 35-38; 47-53

                   

                    Vemos que Jesus Cristo o Rei dos reis, fez uma revolução na vida da humanidade sem espada, através da sua morte na cruz que era um símbolo de maldição, que se tornou para os creem NELE símbolo de salvação (preparada por Deus antes da fundação do mundo – Apocalipse 13.8).

                    No entanto, observamos tanto na história nacional e geral, passada, presente e futura – revoluções marcadas com: guerras; mortes; violência; ódio; rancor; raiva; maldade. Todavia, quando falamos da revolução que Cristo trouxe através da sua morte de cruz, acentuamos que foi uma revolução atípica, invertida, esdrúxula. Assim, a revolução do Reino de Deus é incrível e, tem uma inversão de valores com as revoluções dos reinos do mundo.

                    Enquanto, que as marcas de uma revolução dos reinos do mundo são: violência, morte, maldade, ódio, rancor... A revolução proposta pelo reino de Deus tem a cruz como o grande emblema de vitória decisiva à humanidade caracterizada pelo: amor, perdão, compaixão, bondade... Portanto, Jesus nunca alimentou na vida de seus seguidores o uso da espada tanto literal como figuradamente. Nunca saiu de sua boca algo que estimulasse a espada.

                    Bem que os discípulos quiseram conduzir uma ação de revolta, no momento da prisão de Cristo, com uma intenção explicita do uso de espada, quando perguntaram “... Senhor, feriremos à espada?” e, sem esperar a resposta de Jesus ,  Pedro puxou a sua espada e  cortou a orelha direita do servo do sumo sacerdote Malco (conforme João 18. 10).

                    Todavia, Jesus nunca alimentou, estimulou uma revolta de espada, como: morte; violência; ódio; rancor; raiva... Mesmo quando ele se refere em Lucas 22.36-38 “... e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma... Então, os discípulos disseram: Senhor, eis aqui duas espadas! Respondeu-lhes: Basta!”. “Basta” – Suficiente – Isto é o bastante. Não surpreende que sua resposta seja incisiva e decisiva.  Um importante elemento no sofrimento de Cristo era certamente este, que inclusive seus discípulos mais íntimos falharam em entendê-lo. Que agudo contraste entre os discípulos egocêntricos e o Salvador que se auto sacrífica!   

                    Então, com esta declaração Cristo quis dizer: chega, basta, já foi o suficiente, vocês não entenderam nada, não estou falando literalmente, mas sim, figurada e ironicamente (absoluta ironia). Assim, entendemos, com o sentido figurado, quis ensinar que a partir daquele momento eles enfrentariam situações agravantes. E ironicamente Ele quis ensiná-los, que quando pensavam em espada estavam se comparando como os malfeitores olham só como Ele comenta a interpretação errônea dos discípulos em Lucas 22. 37 “Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido.” (Leia Isaías 53. 12). Nesta porção bíblica Jesus  declarou que os discípulos não entenderam nada, mas declarou que com este pensamento de revolução com a espada, eles não estavam sendo discípulos, mas malfeitores e concomitantemente se cumpriu as Escrituras.

                    PELO EXEMPLO DE CRISTO – Nada de espada, não somos seres  predatórios, mas da cura através do amor, Jesus não estimulava o ódio , a violência, segregação, exclusão, ira, embate de ciúmes, da troca de maldades, rancor, confronto... Mas, Ele instigava a misericórdia, cura, agregamento, busca de reconciliação, inclusão, amor, paz uns com outros. Façamos o mesmo!

     

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • BOLETIM 303 - NÃO JULGUEM OS OUTROS
    14/04/2019

    Jesus disse: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados...” Mateus 7.1-5. Julgar é fazer uma avaliação negativa dos outros sem manifestar solidariedade alguma para com eles. Ao julgarmos os outros, nós os criticamos não como um amigo cuidadoso que queira ajudá-los; quase sempre, depois de avaliar criticamente seu comportamento ou caráter, damos o fora. Eu não sou contra a crítica, mas, sem dúvida, não gosto de julgamento. Corrigir alguém pode ser um ato saudável e até edificante. Julgar os outros nunca o é

    Há dois motivos principais pelos quais julgamos os outros; para corrigir as pessoas ou nos fazer sentir melhores a respeito de nós mesmos. Embora possamos declarar ter ótimas intenções, ao julgar os outros demonstramos, na verdade, que nos importamos mais conosco do que com a pessoa que julgamos.

    Embora julgar possa eventualmente funcionar em alguns casos, falha com mais frequência, por vários motivos. Dentre eles, gostaríamos destacar um muito relevante, que é: Julgar é uma atitude que não provém de um coração amoroso. A pessoa que julga não demonstra amor em relação ao outro. Madre Teresa de Calcutá disse uma frase que se tornou famosa: “Se você julgar as pessoas, não terá tempo para amá-las”.  Isso porque as pessoas em geral não suportam ser julgadas. Elas já sabem, instintivamente, que não estão sendo amadas. Se bombardeamos os outros com nossas palavras acusatórias e, então, cairmos fora deixando-os completamente abandonados, entregues a si mesmos, sentem que não são amados.

    O sábio Fílon de Alexandria é citado como tendo dito: “Seja gentil, pois cada pessoa que você encontra está enfrentando uma grande batalha”. Acredito que isso é verdade e tenho, por esse motivo, menor probabilidade de condenar e maior de sentir compaixão.

    Destacamos que o motivo pelo qual temos a tendência de julgar os outros é que isso nos faz sentir melhores em relação a nós mesmos. Quando não nos sentimos bem conosco, uma forma de nos sentirmos é arrasar outra pessoa. Ao julgarmos os outros, sentimo-nos superiores a eles. Isso explica por que a fofoca nos faz sentir tão bem. A intriga nos permite escapar para um mundo em que nos achamos superiores àqueles que são objeto dos nossos comentários. Suas faltas são postas a nu, e, à medida que enfatizamos suas fraquezas e seus fracassos, somos poupados de admitir a nossas próprias falhas. De fato, ao enxergarmos os erros dos outros, podemos abafar ou esquecer os nossos.

    Julgar os outros, porém, parece nos elevar moralmente e diminuir aqueles que condenamos. Não nos vemos como companheiros de luta, mas como santos canonizáveis. Jesus deixa bem claro: se você julgar alguém, prepare-se para ser julgado de volta.  As últimas palavras de Jesus sobre julgar os outros: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas (Mateus 7.12).  Aqui está o grande desfecho em sua discussão sobre o julgamento: sua palavra final é justamente a de que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. É esse, sem dúvida, seu ataque mais direto contra o julgar os outros, porque nos lembra e adverte do quanto não gostamos de ser julgados. John Wesley disse certa vez: Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você; e você  nunca mais julgará seu próximo. [...] Você nunca mencionará nem mesmo uma falha real de uma pessoa ausente”. Nós os ajudaríamos, oraríamos por eles, pediríamos para ajudá-los e ficaríamos a seu lado; mas nunca os julgaríamos.

    Então a principal ideia é que julgar os outros é um modo comum de procurar corrigi-los, mas que, no fundo, não funciona. O método de Jesus é orar pelas pessoas e permanecer solidariamente ao lado daqueles em quem desejamos sejam operadas mudanças. Se realmente queremos ver as pessoas mudarem, temos de estar dispostos a ficar a seu lado e participar de sua vida, fazer sacrifícios e doar nosso tempo e energia. Sou grato por ter o privilégio da oração e de todos os recursos bíblicos.  Assim, o que Cristo deseja de você e de mim, é que ajudemos as pessoas a construírem suas vidas sobre os mandamentos de Jesus, embora possa ser às vezes desafiador, mas é construir sobre uma base sólida.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • BOLETIM 302 - O CUSTO DO DISCIPULADO
    07/04/2019

    Lucas 14.25-35

    O que é custo? Quando falamos sobre “custo”, pressupomos que se trata de uma reflexão de uma decisão que precisamos tomar na vida. Nós precisamos refletir sobre nossas decisões espirituais, pois elas terão consequências futuras. Assim, o custo não diz respeito só a coisas materiais, mas também com relação com Deus.

    O que é discipulado? Podemos falar de dois sentidos: (1) o ato de seguir Jesus e (2) o ato de ajudar outros a seguirem Jesus. Porém, pessoas que não seguem Jesus não podem ajudar outros a seguirem a Jesus. Há custo tanto para seguir a Jesus quanto para ajudar outros a seguirem a Jesus. Nesta mensagem, vamos trabalhar o primeiro sentido através do texto de Lucas 14.25-35.

    Jesus dá esse discurso a “grandes multidões que o acompanhavam” (v. 25). O relato de Lucas muda o foco do confronto de Cristo com os líderes religioso para as multidões que queriam viver um cristianismo anônimo, genérico, sem preço a pagar. Era uma multidão, uma massa de pessoas sem nome e identidade – os “isentões”. Eles seguiam a Jesus “sem compromisso”. A multidão é algo atrativo para o descompromissado, pois não é necessário prestar contas. Ele pode interagir sem se engajar, como pessoas que só querem ir ao culto, sem serem notadas.

    Amado, saiba que Jesus não quer o seu conforto. O seu conforto é suicídio, é sua tentativa de seguir a Cristo nos seus termos e não nos dele. A essa multidão, Jesus fala sobre o que significava segui-lo de verdade e não somente acompanhar a multidão sem se posicionar. Todas as indicações que Jesus dá neste discurso de “quem não pode ser meu discípulo” vem com condições. Jesus coloca três condições que essa multidão precisa ouvir: Continua após anúncio:

    Os termos do discipulado:

    Discipulado não é Jesus se encaixar na sua vida e nos seus planos, mas você se encaixar na vida, nos planos e nas exigências de Jesus.

    A primeira demanda – a demanda do amor: Jesus diz que quem não o ama mais que sua família não pode ser seu discípulo. O discipulado exige que amemos Jesus mais que um entre outros homens, mas como Deus. O discipulado significa dizer que Jesus tem a primazia.

    A segunda demanda – a demanda do sofrimento: Jesus exige certo tipo de sofrimento: tomar sua cruz e seguir. Esses sofrimentos vêm por causa do nosso amor primordial por Cristo, pela reação do mundo contra isso.

    A terceira demanda – a demanda do desapego: Jesus exige desapego, tendo Jesus como o tesouro de maior valor que temos. Seguir a Jesus é submeter-se ao seu senhorio, aceitando o sofrimento que recebemos por causa do evangelho como dádiva, entendendo que Cristo é o único vínculo que precisamos para sermos quem nós realmente somos.

    “Há custo tanto para seguir a Jesus quanto para ajudar outros a seguirem a Jesus”. Você concorda com esta afirmação? Por quê?

     

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • BOLETIM 301 - QUANDO COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS
    31/03/2019

    No ano de 1981, Harold Kushner, um jovem rabino norte americano, movido pela trágica notícia de que seu filho Aaron de apenas 3 anos de idade, morreria de uma doença rara, escreveu o polêmico livro "Quando coisas ruins acontecem a pessoas boas".

    O livro causou um "frisson" nos círculos teológicos de todo o mundo, pois sua argumentação principal é a figura de um Deus que não tem o controle do futuro e que sofre quando coisas ruins acontecem a pessoas boas. 

    O Deus de Harold Kushner é um Deus bom, gracioso, mas limitado. Ele pode fazer previsões do futuro, mas não pode controlá-lo. Quando pensamos na figura divina como essa formulada por Harold Kushner, nos sentimos amados, porém não nos sentimos seguros e protegidos. Um Deus que não sabe o porquê das coisas, não serve para nada. Deus não é um ser limitado que não consegue discernir a razão de coisas ruins acontecerem a pessoas boas. Deus sabe e está no controle de situações trágicas.

    A Bíblia relata que no tempo em que Jesus viveu entre nós, coisas ruins aconteceram a pessoas boas. No evangelho de Lucas 13. 4,5 Jesus menciona uma tragédia que havia acontecido em seus dias. Uma torre (A torre de Siloé) caíra sobre dezoito pessoas boas e religiosas, levando-as a morte. Jesus termina o seu discurso dizendo que essas dezoito pessoas eram inocentes; comunicando assim,  que coisas ruins acontecem a pessoas boas, mesmo Deus estando no controle do universo. A única solução para todos nós em meio ao sofrimento é abrir o coração e deixar Deus ser Deus. É tolice e engano, formular um Deus que se adeque as nossas racionalizações e emoções. Deus está no controle, como um capitão que direciona um navio sob grande tormenta. Pode parecer que ele está dormindo, não importando que morramos, quando na verdade ele está ouvindo tudo, no controle da situação. Deixe Deus ser Deus.

    Todas as pessoas, tantos crentes como descrentes, passam por ansiedade, frustração, tristeza e desapontamento. Alguns sofrem dores físicas intensas e tragédias catastróficas. Porém aquilo que deve distinguir o sofrimento dos crentes do sofrimento dos descrentes é a confiança de que nosso sofrimento está sob o controle de um Deus todo-poderoso e totalmente amoroso; nosso sofrimento tem significado e propósito no plano eterno de Deus, e Ele traz ou permite que aconteça em nossa vida apenas aquilo que é para a Sua glória e para o nosso bem.

    De acordo com Jesus, em sua afirmação bastante conhecida sobre os pardais: “... Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais” (Mateus 10. 29,31). Assim, Jesus quis afirmar que Deus exerce Sua soberania a todo o momento, até mesmo sobre a vida e a morte de um pardal quase sem valor. O que Jesus queria comunicar era: Se Deus exerce Sua soberania com relação aos pardais, Ele certamente exercerá com relação aos Seus filhos. Embora seja certo que o amor de Deus não nos protege da dor e do sofrimento, também é verdade que todas as ocasiões de dor e sofrimento estão debaixo do controle absoluto de Deus. Se Deus controla as circunstâncias do pardal, quanto mais Ele controla as situações que nos afetam? Deus não sai de cena nos deixando à mercê de eventos aleatórios descontrolados ou do acaso.

    Como escreveu Paulo: “Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1 Timóteo 6.15).

    Nenhuma folha cai sem o conhecimento de Deus. Nenhum golfinho dá à luz sem sua permissão. Nenhuma onda atinge a praia sem o cálculo divino. Deus nunca foi pego de surpresa. Nem uma vez sequer.

    Pretende negar a soberania de Deus? Então busque tesouras a fim de criar uma Bíblia nada Sagrada, mas mutilada, em vista da quantidade de cortes que seriam necessários. O mais surpreendente é que algumas pessoas preferem extrair essas passagens. Incapazes de conciliar o sofrimento humano e a soberania absoluta, elas diluem a Palavra de Deus. Foi o que fez o rabino Kushner.

    O rabino fala em nome de muitos. Deus é poderoso. Ou Deus é bom. Mas Deus não é ambos. Do contrário, como explicar defeitos congênitos, catástrofes naturais, doenças, terrorismo, genocídio? Se Deus se importa, ele não é poderoso; se ele é poderoso, não se importa. Deus não pode ser um e outro.

    Mas, de acordo com a Bíblia, é exatamente o que ele é. Além disso, segundo a Bíblia, o problema não é a força nem a bondade de Deus. O problema são os objetivos da raça humana. Nós buscamos a prioridade errada. Desejamos saúde, riqueza, boas noites de sono e aposentadoria decente. Nossa prioridade somos nós.

    A prioridade de Deus, no entanto, é Deus.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

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