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  • Boletim 286 - COMEMORAMOS OU NÃO O NATAL?
    23/12/2018

    Muito se tem falado contra o Natal. Os principais argumentos são (1) origens pagãs ou católicas, (2) a influência mercadológica nos dias de hoje e (3) uma suposta violação do princípio regulador do culto. Apesar de haverem pontos válidos, no VE não cremos que haja qualquer impedimento bíblico para os cristãos comemorarem o nascimento de Cristo – atenção, comemorar o nascimento de Cristo – em uma data qualquer (ou no dia 25 de Dezembro). Iremos abaixo apresentar resumidamente alguns argumentos e referências sobre o assunto.

    As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.

    Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus” (Romanos 14: 5-6).

    De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo.

    Cremos, contudo, que temos a oportunidade de resgatar esta festividade, usando-a para os seguintes fins:

    Primeiro, a temporada de Natal nos lembra das grandes verdades da Encarnação. Recordar as verdades importantes sobre Cristo e o evangelho é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Coríntios 11:25; 2 Pedro 1:12-15; 2 Tessalonicenses 2:5). A verdade necessita de repetição, pois nós facilmente a esquecemos. Assim, devemos celebrar o Natal para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilhar ante o mistério da Encarnação.

    O Natal também pode ser um tempo para adoração reverente. Os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias. Eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido um Salvador, Cristo o Senhor (Lucas 2:11). O bebê deitado na manjedoura naquele dia é nosso Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mateus 1:21; Apocalipse 17:14).

    Finalmente, as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Devemos aproveitar desta abertura para testemunhar a eles da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo. O Natal é principalmente sobre o Messias prometido, que veio para salvar Seu povo dos seus pecados (Mateus 1.21). A festividade nos fornece uma maravilhosa oportunidade para compartilhar esta verdade.

    Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que estas coisas nos atrapalhem de apreciar o real significado do Natal. Aproveitemo-nos desta oportunidade para lembrar dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 284 - Choro transformado em alegria
    02/12/2018

    “Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque eles já não existem.” Mateus 2.18

    Mateus 2.18 é uma citação de Jeremias 31.15. E o foco da mensagem de Jeremias é o consolo e a promessa de esperança. O futuro não é nem negro, muito menos incerto. A referência ao choro de Raquel é a nota triste na narrativa do nascimento do Salvador. O reino parasita de Satanás (linguagem de Van Groningen) se levanta contra o Messias, mas Deus cuida dele e o protege e sempre age um passo à frente de Satanás. O Bebê nascido em Belém não foi retirado dali em cima da hora, tentado se esconder dos soldados como dramaticamente aparece nos filmes. Quando os soldados chegaram lá com suas lanças e espadas, ele não estava mais lá, pois já estava a caminho do Egito (Mateus 2.14). A precaução de Herodes em mandar matar todas as crianças de dois anos para baixo na cidade de Belém e arredores, de nada valeu contra a divina providência de Deus. “A referência à tristeza materna é seguida por um apelo à esperança. As mães não devem mais chorar! Devem considerar o que Deus está fazendo. Ele está preservando o seu povo; o povo retornará do cativeiro depois de experimentar a disciplina.” O ponto principal da passagem é que há esperança para o futuro. O Senhor não se esquecerá de seu pacto e de suas promessas. O sofrimento e a tristeza são necessários. O pranto de Raquel, na alusão de Mateus 2.18, é uma conexão entre o passado e o presente na história do povo de Deus, em que, para Deus levar adiante o propósito pactual surtiam circunstancias que traziam angústia e lágrimas assim como aqueles que violaram o pacto, e foram castigados, trouxeram angústia e lágrimas aos seus familiares.

    Raquel chora, porque não conhece o que Deus está fazendo, assim como muitas mães e pais choram hoje em dia por não conhecer a Palavra de Deus. E não conhecem porque não leem! Seu sofrimento é aumentado muitas vezes mais pela ignorância do consolo que a verdade de Deus nos trás. Ainda que todos os filmes de Hollywood dizem e insistentemente repetem que nós mesmos fazemos a nossa própria história. Isso não passa de balela, presunção e autoengano. A verdade límpida das Escrituras é que todos nós vivemos nossas vidas, nossas histórias na presença de Deus e a ele iremos prestar contas de tudo. As comemorações modernas do Natal podem ofuscar nossos olhos, enganar nossos corações e podem até nos enganar e nós gostarmos disso tudo. Mas não se iluda, o propósito final é fazer você se esquecer de Deus, e depois de estar saturado de todo esse brilho e discursos vazios, ensinar para seus filhos e netos que é isso mesmo, e se esquecer de testemunhar para eles a verdade da história: O Natal existe por causa de Jesus Cristo, de sua cruz e de sua salvação. Não se iluda. Pois pode ser que você venha a chorar feito Raquel. Não porque os Herodes do mundo vieram bater na sua porta, mas porque seus filhos se tornaram desobedientes a Deus com a sua ajuda! Exatamente como aconteceu com Israel e Judá. Entretanto, e isso é mais importante. Se você vive pela fé e procura construir sua casa em torno da vida cristã piedosa, todas as notas tristes de sua história receberão o consolo da eternidade, pois Deus é o salvador, o resgatador, aquele que muda a história das pessoas derramando sobre elas essa graça irresistível de seu amor perdoador.

    Olhe com fé para o futuro e ensine para os seus filhos e netos a olharem também. Tire os olhos do brilho passageiro dos enfeites, das festas, dos presentes e coloque-o no Filho de Deus, que já veio uma vez (cumprindo as Escrituras) e voltará novamente com poder e glória (cumprindo as Escrituras). Todas as grandes comemorações da história são ponteadas por notas tristes. As vitórias nas guerras; as conquistas da vida; os prêmios recebidos. Por detrás deles há muita perda, suor, lágrimas, dor e cansaço. Porém, a alegria da vitória, da conquista, ou até mesmo o ter chegado lá é o foco principal. O Natal é um momento de alegria, pois Cristo nasceu. Mas, como acontece algumas vezes em algumas comemorações, existem notas tristes e acontecimentos chocantes.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 282 - ESPERANÇA DO VERBO ESPERANÇAR
    18/11/2018

    Vemos em Daniel capítulo 1, o profeta e seus amigos com muita coragem ao vivenciar uma esperança sem passividade. Eles com muita determinação, inseridos em uma sociedade hostil, demonstraram uma coragem de bater de frente com as ações pagãs, que desejavam claramente entorpecer e os deixar inertes para quaisquer reações. Dessa forma, eles  em todas a oportunidades  esperaram do verbo esperançar em vez de esperar.

    Pois bem, um dos maiores educadores que o Brasil já teve foi o grande Paulo Freire e uma de suas indagações mais recorrentes era sobre o verbo “esperançar”. “Não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine… Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer? Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de esperanças”

    Sobre as declarações de Paulo Freire convido os queridos a observarem (achei pertinente estas declarações dele, pois creio que enriquecerá a compreensão e aplicação de nosso estudo) também o que palavras do filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella:

     “Nós estamos inseridos em uma sociedade medíocre e cheia de pessoas fazendo “mais do mesmo”. Nós deixamos tudo para “os outros”, nos isentando da responsabilidade pelo todo. Quero aproveitar para me incluir nesta discussão. Eu procuro ser honesto e reconhecer as minhas falhas e faltas. Eu também em muitas ocasiões espero do verbo esperar em vez de esperançar. Tenho que admitir que atualmente está complicado eu ter esperança, mas estou procurando desenvolvê-la, mesmo em meio a tantas falcatruas. O que os políticos mais querem é que a população se torne apática e ache que “as coisas não têm mais jeito”. O que os políticos amam são as pessoas Pôncio Pilatos. Você sabe quem são elas? São aquelas pessoas que lavam as mãos diante de uma situação que precisa-se de uma atitude concreta e decisiva. O Pôncio Pilatos, na crucificação de Jesus lavou as suas mãos de forma alegórica para tentar livrar a sua consciência que pesava toneladas por condenar o homem mais dócil e santo que pisou no planeta terra. Portanto! Essa é a mensagem principal, o verbo esperançar deve estar presente na vida de absolutamente todos os seres humanos, pois fazemos parte de uma sociedade onde todos têm a mesma responsabilidade, eu, você, os governantes, os líderes religiosos, todos, sem exceção.”

    Portanto, apresentamos no sermão de domingo passado vários desafios vivenciados por Daniel e seus amigos e, cremos que os quais nos ajudarão também a esperarmos do verbo esperançar em vez de esperar. Para que não sejamos passivos, omissos, mais comprometidos com a nossa MENSAGEM e  VIDA ( conferira todos os desafios – no estudo 02 esperança sem passividade – em nosso site ippi.org.br – link material de apoio grupos pequenos) !

    Apresento o sexto desafio nesta pastoral – DESAFIO  DE COMEÇARMOS BEM E TERMINARMOS BEM. Ele foi maior do que a própria Babilônia. A Babilônia caiu, mas Daniel continuou de pé. A Babilônia perdeu o seu poder, mas Daniel continuou sendo uma bênção para outro império. O v. 21 mostra o triunfo de Daniel. Ele continuou fiel até o primeiro ano de Ciro. Ele atravessou 70 anos de cativeiro com uma vida limpa diante de Deus. Ele começou bem e terminou bem.  Hoje muitos começam bem e terminam mal. São crentes consagrados até enfrentarem a primeira prova, mas depois negociam seus valores, vendem suas consciências e se perdem na confusão de suas paixões e deixam sua devoção a Jesus, deixam a igreja e se contaminam com o mundo. 

    PARA REFLETIR E PRATICAR: 1- Daniel foi um jovem fiel e incontaminado apesar da sua aparência, das suas oportunidades, dos seus dotes, dos seus riscos e da sua glória. 2- Você é um jovem, adulto, idoso fiel a Deus na adversidade e na prosperidade?  3- Você tem se guardado incontaminado do mundo? Você é influenciador? Você faz diferença no meio em que você vive? As pessoas são atraídas a conhecer a Deus através do seu testemunho?

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 283 - SER OPORTUNISTA OU SER AQUELE QUE APROVEITA A OPORTUNIDADE - 2 Reis 5 - A história de Naamã
    25/11/2018

    Eu posso entrar no meu relacionamento com Deus, como um oportunista, mas Deus através de seu mover gracioso cria oportunidades para mudar a minha mentalidade. Assim, o servo de Deus passa a compreender que tem que aproveitar, deter, abraçar, as oportunidades divinas, pois elas proporcionam mudanças em nós e através de nós!

    A oportunidade é uma janela de possibilidades. O oportunismo é o uso indevido destas possibilidades e conquistas que se deram no caminho. Vivemos num mundo carregado de oportunidades, que são dispensadas a todos e desenvolvidas com a aceitação, trabalho e dedicação. Os oportunistas são aqueles que se aproveitam da nata e do mel, quando a mesa já foi posta.

    O oportunista geralmente é dissimulado e bajulador, covarde e fofoqueiro. Já quem detém a oportunidade é realizador e inovador. Pode-se contestar os atos, mas jamais as intenções. As oportunidades estão ligadas às realizações por si, já a dos oportunistas às traições, principalmente as que ferem o principio da lealdade na amizade.

    Naamã era o comandante chefe do exército do rei da Síria, que ocupava um lugar de destaque no serviço do rei, e sofria de lepra. 
           1. A lepra era uma doença muito horrível 
           a. Uma doença obstinada que progride lentamente, caracterizada por nódulos abaixo da pele, cicatrizes e manchas brancas brilhantes que parecem ser mais profundas do que a pele 
           b. Conforme a doença progride, pode causar a perda dos dedos das mãos e dos pés 
           2. Na casa de Naamã havia uma donzela israelita que servia a mulher de Naamã.
           3. A jovem israelita disse à patroa que havia um profeta em Samaria que poderia curar Naamã da lepra
           4. Naamã comunicou  isso ao rei da Síria, e o rei envia Naamã ao rei de Israel com uma carta. 
           5. Quando o rei de Israel recebeu a carta e leu que era para ele curar Naamã - rasgou as suas roupas em atitude de desespero e exclamou: "Sou eu Deus, para ser capaz de matar e tornar dar vida?" 

    Então, para ocorrer na minha vida esta mudança de oportunista para um servo que perceba e abrace as oportunidades divinas. Eu preciso:

           1. Aprender a não resistir  à ordem simples de Deus

           2. Vencer a rotulação pessimista - Não vamos deixar nossos defeitos nos definirem.

           3. Converter a minhas atitudes erradas em certas

    A atitude "eu pensei" (2 Reis 5:11)
    A atitude "eu esperava mais do que foi dado" (2 Reis 5:11)
    A atitude de "reclamar sobre o que é ordenado e preferir fazer outra coisa" (2 Reis 5:12)
    A atitude “de não perceber quão ridícula foi sua atitude" (2 Reis 5:13)

           4. Tenho que apresentar uma completa Mudança de Mente . 2 Reis 5. 17.18

    Primeiro,  ele fortalece sua visão acerca de Deus; em seguida, fortalece sua visão acerca de si mesmo. “Não vos conformeis  com este século...”  (Romanos 12.2). Deixe Deus renovar a sua mente... Precisamos pensar sobre o que temos feito, e sobre o que podemos fazer para melhorar as circunstâncias...

           5. Entender e temer que a nossa punição – é a ratificação da escolha que fazemos... Pois bem, o servo do profeta Eliseu, Geazi era religioso ambicioso, ganancioso e mentiroso. E uma grande oportunista. Cobiçou as coisas que Eliseu rejeitou e teve consequências.

    Portanto, vemos com esta história, que NAAMÃ: Estrangeiro, honrado, comandante, político, pagão, rico e leproso. Contudo, humildemente aceitou e procurou ajuda, cedeu às orientações do profeta de Deus, foi curado e, finalmente, converteu-se ao verdadeiro Deus, vindo a rejeitar todos os outros deuses.

    Então, vemos Deus através de seu mover gracioso cria oportunidades para mudar a nossa mentalidade. Assim, o servo de Deus passa a compreender que tem que aproveitar, deter, abraçar, as oportunidades divinas, pois elas proporcionam mudanças em nós e através de nós!

     

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 281 - POR QUE ESTUDAR O LIVRO DE DANIEL?
    11/11/2018

                   Como podemos permanecer fiéis ano nosso Deus em um mundo que o rejeita? Será que vale a pena permanecer firmes e obedientes quando o reino de Deus tantas vezes parece longe?

                   Como podemos viver de forma corajosa e confiante em meio a nações que não buscam viver sob o domínio de Deus?

                   Será que é possível ser uma bênção para a nossa nação e demonstrar o poder e a bondade do nosso Deus em uma época como a nossa?

                   Essas são perguntas urgentes para quem vive em um contexto no qual ser cristão não é mais a regra (se é que algum dia chegou a ser) e significa, cada vez mais, ser incompreendido, caluniado e até mesmo maltratado. E, como esse é o contexto em que Daniel se encontrava, o livro que leva o seu nome certamente nos trará conforto, desafios e emoção.

                   Nos capítulos 1 – 6, veremos Daniel e seus três amigos buscando permanecer fiéis a Deus enquanto tentam se sentir em casa na Babilônia – isto é, no mundo. Nos capítulos 7 – 12, veremos Daniel descobrindo, por meio de uma série de visões, como Deus tirará seu povo da Babilônia  e o levará para casa. Também veremos Daniel aprendendo que o fim do Exílio não é a realização da promessa de um Rei e de um reino para o seu povo.

                   Para Daniel, esse momento prometido permanecia no futuro, e o Rei prometido continuava a ser uma figura entre as sombras distantes. Hoje, podemos olhar para trás, para a vida, morte e ressurreição de Jesus, e também para frente, para a volta de Jesus – são esses os gloriosos momentos em que todas essas promessas foram e serão cumpridas. De muitas maneiras, podemos até mesmo enxergar isso tudo com mais clareza do que foi Daniel, o fiel profeta de Deus – contudo, com as quatro mensagens que começamos domingo passado mostrarão, a  vida e as visões de Daniel têm muito a nos ensinar. Estas mensagens mostrarão o que podemos esperar desta vida e como podemos e devemos permanecer fiéis e corajosos no mundo em que vivemos.

                   Portanto, Daniel nos revela como podemos permanecer fiéis a Deus em um ambiente hostil. Mostra-nos como viver para Deus, quando tudo está contra nós. De suas páginas, aprendemos como entoar o hino do Senhor em uma terra estranha. Daniel e seus três companheiros conseguiram; nós também podemos. É possível uma pessoa viver para Deus quando as circunstâncias lhe são totalmente contrárias.

                   E tempo algum Daniel esteve livre da tentação de buscar a prosperidade material e pessoal à custa de afastar-se de Deus. Esteve rodeado pelo mal, na juventude, na vida adulta e na velhice. Quase não há tentação conhecida que ele não tenha enfrentado. Entretanto, as Escrituras não registram uma única mancha em seu caráter! Propôs em seu coração que agradaria a Deus e nunca se apartou deste propósito. É possível, sim, vivemos para Deus em um mundo hostil. A verdadeira santidade pode desenvolver-se e florescer diante de condições não ideais. O livro de Daniel nos denuncia complemente. Prova que a verdadeira espiritualidade nunca dependeu de circunstâncias fáceis.

                   Daniel teve maravilhosas experiências com o Senhor, mas não as procurou. Ele buscava a Deus pela excelência de Deus, e não pelo que Deus poderia fazer por ele. O profeta  gostava de estar com o Senhor, discernindo sua vontade, através da Palavra, e de ter comunhão com ele em oração. Enfatizamos novamente: seu segredo era simples demais para não ser percebido – lia a Bíblia e orava.

                   Este foi também o segredo dos primeiros mártires cristãos, dos perseguidos durante a reforma, dos zelosos evangelistas e de seus sucessores. Este foi o segredo dos grandes missionários pioneiros que viveram no século passado. Estavam convictos de que “o povo que conhece o seu Deus se tornará forte e ativo” (Daniel 11.32b). Como Daniel, viviam em dois mundos e, frequentemente, contemplavam aquele mundo que interfere nos afazeres deste. Tornaram-se amigos de Deus e muito amados (Daniel 10.19) nos céus. Este era seu segredo.

                   Sabendo isto. Estudemos o livro de Daniel e aprendemos como permanecer firmes e com muita esperança mesmo em tempos de incerteza. 

     

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

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