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  • Boletim 261 - Os meus atos revelam o meu conhecimento de Deus
    17/06/2018

    “Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra.” Tito 1.16

    Infelizmente vemos uma geração de cristãos que não influenciam muito o seu meio, porque não vivem o que creem.  Estão por toda parte e pode ser eu e você, que afirmamos que cremos em Deus, mas vivemos como se ele não existisse. Como também, Paulo fala em sua carta a Tito que os que vivem assim, são: “detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra.” Frequentam igrejas, congressos, acampamentos, seminários... Há de todas as idades, raças e profissões – alguns até leem a Bíblia todos os dias. Nas igrejas, sempre se fala de cristãos e não cristãos, mas nunca ninguém comenta sobre quem está no meio-termo. A maioria dos homens e mulheres parece se encaixar nesse grupo intermediário dos que creem em Deus, mas vive como se ele não estivesse por perto, como se ele não tivesse importância.

    Portanto, nesta pastoral nos voltamos diretamente para esse público, expondo as próprias dúvidas e receios, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para centenas de discussões fundamentais sobre quem é Deus e como ele age. Esta foi escrita para todo aquele corajoso o bastante para admitir a própria hipocrisia. Liberte-se da hipocrisia e leve uma vida que de fato glorifique a Deus. Sempre gostei da disposição do cristão em ser sincero quando sua vida não condiz com as Escrituras. Muita gente mais do que depressa encontra desculpas para si e para outros que se autodenominam “cristãos”. Este texto nos desafia a refletir profundamente, com sinceridade e cheios de temor, em como nossa vida pode contradizer nossa mensagem. Identificamos os altos e baixos da nossa caminhada diária com Deus. No entanto, Seu amor genuíno sempre convencerá o nosso coração com tranquilidade e encorajará a nossa alma.

    Esta mensagem tem como propósito promover a transparência, obrigando-nos a olhar com toda a franqueza para o contraste entre como vivemos e o que afirmamos crer. Pois, a nossa vulnerabilidade aliada ao frescor da nossa criatividade (ambas dadas por Deus), nos levará a realinhar comportamento com crenças. Talvez, como tantos outros, você seja membro da igreja, mas, em segredo, ainda se envergonha do seu passado. Talvez tenha ouvido falar do amor de Deus, mas ainda não está convencido de que ele o ama por completo. Ou, embora seja persuadido da existência de Deus, sua vida de oração é um fiasco. E quando ora reconheça que descarrega em Deus os seus desejos como se Ele fosse um empregado espiritual a seu serviço.

    Como muitos outros cristãos bem-intencionados, talvez você saiba o que Deus quer que faça, mas ainda age como bem entende. Ou é genuíno desejo de confiar em Deus como seu provedor, mas acha difícil demais viver de acordo com ele. É provável que você acredite em céu e inferno, mas compartilhar sua fé com as pessoas ainda lhe é algo estranho ou mesmo assustador demais. Ou talvez você acredite em Deus, mas não sinta muita necessidade de igreja. Dessa forma, você e eu podemos estar assim: CRENDO EM DEUS, mas vivendo como se ele não existisse. Todavia, creia que juntos então, com a ajuda de Deus, apreenderemos a conhecê-LO e a andar com ELE em maior intimidade. Porque os atos que praticamos revelam minha falta de conhecimento íntimo de Deus. De acordo com I João 2. 3,4: “Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele”. Severo demais? Prefiro considerar direto e honesto. Dito com sinceridade por ALGUÉM que se importa de verdade e quer o melhor para nós.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)
     

  • Boletim 260 - Em busca do verdadeiro troféu
    10/06/2018

    A Copa do Mundo começará no dia 14 de junho, a 21ª Copa Mundial de Futebol e, graças aos meios de comunicação social, atrairá a atenção da humanidade, durante um mês, até o dia 15 de julho, com 32 seleções. Vemos a FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado), a Rússia país sede e as demais seleções empenhadas em fazer o melhor mundial.  E também, na preparação das 32 seleções, notamos que todos os selecionados de seus países tiveram uma pré-temporada, com todo o suporte e recurso tecnológico, fisiológico, psicológico, gastronômico... Desde modo, preocupados para que  cada jogador venha mostrar em cada jogo o seu melhor.

    Ante este evento de campeonato mundial de futebol, não pretendemos entrar no mérito da relevância ou não de sua realização.  Todavia, por meio dessa copa do mundo futebolística, nos reportaremos um pouco aos ensinamentos do apóstolo  Paulo, pois  ele usa em vários textos bíblicos  a figura do atletismo para descrever a sua vida cristã. Ele é um homem que tem olhos abertos para ver o mundo ao seu redor e daí tirar ricas lições espirituais. Para um atleta participar dos jogos olímpicos em Atenas precisava primeiro ser cidadão grego. Ele não competia para ganhar a cidadania. Assim, também, nós não corremos a carreira cristã para ganhar o céu, mas porque já somos cidadãos do céu (Filipenses 3.20).

    Deste modo, iniciaremos neste domingo (dia 10 de junho) uma série nova com 5 sermões  pertinentes, que desafiarão  cada um de nós a viver  resolutamente “ EM BUSCA DO VERDADEIRO TROFÉU”. Portanto, exemplificaremos toda a preparação e ação do atleta como ingredientes relevantes, para a nossa atuação como servos do Reino dos Céus. Entendemos que o aspecto lúdico da vida é certamente parte integrante de toda personalidade humana e se manifesta particularmente no gosto e preferência por algum esporte.

    O competente e popular exegeta Carlos Mesters, no seu livreto, “Uma entrevista com o apóstolo Paulo”, faz esta pergunta: “Você, Paulo, é admirador de algum esporte?” A resposta  vamos encontrá-la em algumas de suas cartas que contém algo que nos revela a preferência e o gosto esportivo de Paulo. Paulo nasceu em Tarso, uma cidade grande com uma população que atingia cerca de 300.000 habitantes. Tarso tinha seu estádio e realizava cada quatro anos, diversos esportes como corridas, lutas, lançamento de discos, tiro ao alvo, etc. Eram os jogos olímpicos gregos.

    Quando menino e jovem, sem dúvida ele devia gostar de assistir a esses esportes, pois deles falará pelo menos em cinco das treze cartas que escreveu, como um meio de transmitir ensinamentos do evangelho de Cristo a comunidades que deviam muito bem entendê-lo. Assim, recordando duas modalidades das Olimpíadas, a corrida e a luta (uma espécie de pugilato), Paulo escreveu à sua comunidade grega da cidade portuária de Corinto, no Mediterrâneo: “Vocês não sabem que aqueles que correm no estádio, correm todos, mas um só  ganha o prêmio? Corram, portanto, de maneira a consegui-lo. Os atletas se abstém de tudo para ganhar uma coroa perecível; nós, porém, para ganhar uma coroa imperecível. Quanto a mim, é assim que corro, mas não ao incerto. É assim que pratico a luta, mas não como quem fere apenas o ar.” (1 Coríntios 9. 24-26).

    Dirigindo-se ao seu discípulo Timóteo, de origem grega, ainda inspirando-se nos jogos olímpicos, Paulo assim lhe escreveu sobre o seguimento de Cristo: “Um atleta não recebe a coroa se não lutou conforme a regras.” (2 Timóteo  2. 5). Na carta aos Gálatas, fazendo uma comparação com as corridas no estádio, escreve: “Expus-lhes o evangelho a fim de eu não correr ou ter corrido em vão... Vocês corriam bem; quem lhes pôs obstáculos para não obedecerem à verdade? (Gálatas 2. 2; 5. 7). Escrevendo aos Filipenses dirá: ...”Avançando para o que está na frente, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto”. (Filipense 3, 14). E prisioneiro em Roma, já ancião, condenado à morte, despede-se de Timóteo fazendo uma síntese-testemunho de sua vida: “Combati o bom combate, terminei a minha corrida, guardei a fé.” (2 Timóteo  4.7).

    Fico aqui comigo pensando: se Paulo vivesse nesse nosso tempo, não estaria usando também o esporte das multidões para evangelizar, como o fez com as Olimpíadas? Sim, Deus nos colocou nos estádios da vida para partidas bem mais importantes que o atraente futebol. Partidas que devem promover o que é essencial no cristianismo: o amor, a bondade, a justiça, a liberdade, a misericórdia e a paz. Nas partidas da vida, é fundamental abolir toda forma de egoísmo, individualismo e vedetismo. O que importa é “jogar” em conjunto, com humildade, solidariamente.

    Nesse estilo de “jogo” podemos ser autênticos atletas do Senhor, cooperando na construção de uma sociedade que se volte e creia em Cristo. Uma sociedade não só preocupada de ser politizada, mais, sobretudo cristianizada. Uma vez que, só assim pensando e buscando as coisas de Deus, que construiremos uma sociedade melhorada. Apesar de nossas limitações e falhas, conforta-nos a certeza da presença e ação daquele que é o Senhor do tempo e da história e garantia de bom êxito; daquele que se dignou entrar nos estádios da nossa vida, nascendo, morrendo e ressuscitando por nós.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)
     
     

     

     
     

     

  • Boletim 259 - Governo de Deus X Governo dos homens
    03/06/2018

    Diante deste terrível e horrível cenário político não só nacional, mas também mundial. É preocupante ver a incompetência do nosso governo de lidar com as crises, bem como, é sabido, que não é só “privilégio” nosso, mas também de outros governos.  Portanto, vejamos e particularizemos esta turbulência que se encontro em nosso país e, concomitantemente apelemos a uma urgência à igreja do REI dos reis, confessar, esperar e anunciar o ensinamento bíblico da PROVIDÊNCIA DE DEUS na política. 

    Desta forma, sublinhemos em primeiro lugar, que a providência de Deus tem referência ao seu governo sobre a sua criação, ele exerce um tipo de autoridade política no mundo. Apesar de Jesus dizer a Pôncio Pilatos que seu reino não era deste mundo, isso não significava que seu reinado não estava sobre este mundo. Na sua ascensão, Cristo foi entronizado no céu como Reis dos reis e Senhor dos senhores. Cristo tem o cargo “político” mais alto do mundo. Todos os magistrados da terra estão sob seu domínio e devem responder a Cristo pela maneira com que exercem sua autoridade.

    Um dos temas principais da Escritura que sempre se repete é o reino de Deus. O reino é um domínio governado por um monarca. Deus é o Supremo Monarca do mundo. Ele não só governa o campo da natureza por meio de suas leis naturais, ele também governa o mundo das questões humanas.  Ele conduz o curso das estrelas e o movimento das aves em sua migração. Ele governa o curso da história da humanidade. Ele faz com que reinos e impérios se levantem e caiam. Nenhum rei jamais se sentou em um trono a não ser pela providência de Deus. Conforme está escrito em Daniel 2.21 “... é ele quem remove reis e estabelece reis...”

    A Bíblia deixa claro que o governo é uma instituição humana que é ordenada e instituída por Deus. Como o apóstolo Paulo declara em Romanos 13. 1-4. Nesta passagem, Paulo afirma que “as potestades que há” (ou os poderes que existem) são ordenadas por Deus; elas funcionam como ministros de Deus.

    Aprendemos com a Bíblia que o Estado e a Igreja são duas instituições diferentes que têm duas funções distintas. Não é dever da Igreja ser o Estado; nem é dever do Estado fazer a obra da Igreja. Contudo, as duas instituições são ordenadas por Deus e devem estar “sujeitas” a Deus.

    No entanto, vemos no caminhar da história que o interesse do Estado é ser autônomo, sem ter de responder ou se justificar para Deus. Resumindo, o governo tem-se declarado independente de Deus. A resistência comum dos governantes da terra ao reino de Deus sobre eles pode ser vista nas expressões do Salmo dois. O salmo reflete uma conspiração entre os reis deste mundo. Eles fazem uma assembleia onde declaram sua independência de Deus. Eles formam uma junta de guerra e colocam suas forças armadas em direção ao céu. A resposta de Deus é um riso santo. O arsenal de armas feitas pelos homens é visto como meras armas de chumbinho pelo Todo-Poderoso.

    O escárnio de Deus rapidamente se transforma em ira no momento em que adverte contra a rejeição de seu governo e do governo de seu ungido.  Eles são chamados para governar, não com arrogância de uma falsa autonomia, mas com temor e tremor.  O temor e tremor devem ser motivados por uma conscientização de que a autoridade que exercem é delegada. Ela é extrínseca, não intrínseca. Toda a autoridade no céu e na terra foi dada pelo Pai ao Filho. Toda a autoridade menor está sujeita a ele. 

    Nosso governo é secular na essência. Contudo, isto é só uma questão de posicionamento. Todo o governo humano é teocrático no sentido de que Deus é o supremo governador de todas as coisas. Nossos líderes políticos podem não se organizar de forma teocrática no plano humano, no entanto, em termos de providência, todos eles são, inevitavelmente, teocráticos. 

    Então, é tempo de urgência, acreditemos que o governo de Deus faz parte de sua obra de sustentação, ou sustento de sua criação. Mesmo vendo na história que existem ocasiões em que os governos da terra abusam de seu poder e da autoridade que lhes foi dado por Deus. Como também, a espada tem sido usada para derramar sangue inocente; ela tem sido usada para guerras de conquista e para a opressão tirânica. Quando isto acontece, o governo na terra deve temer a espada do Senhor. Pois, Deus julgará a nação e seu uso da espada (Leia Apocalipse 14-17-20). Cantemos os versos do hino “Quando á alma sequiosa chega à voz do Salvador”. Logo, cremos que apesar de tudo que temos enfrentado como desserviço a nós e principalmente ao reino de Deus, Ele é por nós e governa sobre todos!
     

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

     

  • Boletim 258 - Não reclame de Deus, mas sim para Deus
    27/05/2018

    Diante de tanta perversidade, maldade, injustiça, corrupção... Habacuque levanta a pergunta “até quando?”, uma expressão comum de angústia encontrada nos salmos (Salmo 6.3; 13. 1-2; 35.17; 74.10; 79.5; 80.4; 89.46; 90.13; 94.3). Ele estava reclamando a aparente inatividade de Deus enquanto a injustiça crescia em Judá (Salmo 83.1). Era o silêncio de Deus diante do mal que lhe incomodava (Salmo 35. 22-23). Há estudiosos que enxergam o profeta começando errado ao censurar Deus primeiro, não o povo.

    Entretanto, creio que há algo positivo a ser aprendido da primeira atitude de Habacuque. É verdade que o profeta tem dificuldade em entender porque o Senhor permite que o mal continue, mas não reclama de Deus, mas sim para Deus. Embora tenhamos sido ensinados que não devemos questionar Deus, devemos observar a pergunta “até quando?” não é pecaminosa em si mesma. Na verdade, ela pode expressar uma alta estima pela santidade de Deus e um desejo de que a sua justiça seja servida em pecadores rebeldes.

    Pois, esta indignação é lícita, pois resulta de opressões injustas. Mais do que isso, ela provém não só de um interesse próprio, mas de um zelo pela honra de Deus.  Sendo que, o pedido não é o de fazerem justiça com as próprias mãos, até mesmo a vingança pessoal era condenada desde o Pentateuco (Levítico 19.18), mas deixar a vingança com o Senhor (Deuteronômio 32.35; Provérbios 25. 21,22; Romanos 12.9, 20,21). Assim sendo, pecaminosidade não resolvida na igreja e no mundo deve estimular o mesmo clamor em nós. Devemos lamentar a violência, corrupção e as injustiças recorrentes em nosso país. E tal lamento deve ser acompanhado de um anseio por correção, por castigo.

    Na verdade, a ausência do anseio próprio de interpretações é sinal de indiferença para com o pecado e para com a justiça divina. “Até quando?” não deve ser entendida como desespero, mas como uma oração esperançosa que provém daqueles que confiam que Deus resolverá a situação, como Habacuque esperava. Portanto, a reclamação de Habacuque é justa. Se o zelo pela justiça divina cresce à medida que nos santificamos, então devemos manifestar o anseio de que o Senhor Jesus volte não só para nos levar consigo, mas também para manifestar a sua justiça.

    E quando olhamos para o nosso Brasil, o vemos como um lugar marcado por muitas dificuldades.  Tendo em vista a tantos males que vivenciamos e que não poupam ninguém.  Assim, ao olharmos para a nossa pátria e também o mundo (com seus acontecimentos atuais) do ponto de vista espiritual, eles não mudaram nada em sua essência. Por exemplo: A corrupção de morte que antes ceifara muitas vidas por desviar dinheiro da saúde pública, agora estes atos continuam descaradamente com alguns protagonistas e coadjuvantes políticos até mesmo presos.

    O modo de fazer guerras mudou, mas as guerras continuam acontecendo do pelos mesmos motivos. O divórcio continua pressionando as famílias, a cobiça pelo dinheiro e conforto continua endividando as famílias e as nações. As crises e escândalos políticos continuam expondo a vaidade e cobiças humanas por poder. A incredulidade se aproveita das diversas adversidades por que passamos de forma insidiosa e insinuante (cansaço e doença; privações e tristeza; instabilidades sociais e políticas).  Tudo isso leva ao desânimo. Por isso nós cristãos precisamos nos certificar da nossa posição em Cristo para não sucumbirmos diante dos obstáculos em si e daqueles que fomentam essas coisas só para nos ver naufragar. 

    Nada devemos esperar do mundo a não ser pecado, porque jaz no maligno (I João 5.19), mas, se a igreja fraqueja na incerteza como poderá confrontar o mundo? Uma igreja viva tem um impacto poderoso e extraordinário sobre o mundo! Portanto, oremos como Habacuque. Ele ora ao Senhor, coloca a sua expectativa em Deus para a resolução do problema. Não se acomoda diante dos males presentes. Ele quer que a resolução dos mesmos, embora saiba que ele mesmo não possa resolvê-los.

    Ele clama ao Senhor porque tem a justiça de Deus em alta conta, quer vê-la manifesta. Por isso, sua oração honra o Senhor ao invés de desafiá-lo. Dessa forma, queridos quando olhamos para os males do nosso país e do mundo, perguntemos também como Habacuque “Até quando?”, pois vimos nesta pastoral que não é pecado fazê-la.  Pois, o profeta de maneira singular escreveu mais do que um recado de Deus para os homens, mas relatou sua própria experiência cheia de perplexidades, dúvidas e questionamentos. Mas no fim, Deus ampliou a visão que Habacuque tinha das coisas. Ele percebeu que Deus está no controle de tudo, mesmo quando as coisas parecem fora de controle. 

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

  • Boletim 257 - Nosso chamado é para fazer mais
    20/05/2018

    Deus tem muitas ferramentas na sua caixa de ferramentas. O que você pensa quando se fala em crescimento pessoal? Encaminhar os problemas para os pastores? (encaminhar para os profissionais; pagar pra fazer). Afinal, para que pagamos o salário de um pastor?   

    Enxergamos Deus carregando uma caixa de ferramentas muito pequena. Achamos que ministério é coisa para profissionais pagos. Para quem está fora dessa classificação servir é fazer uma oração, preparar uma refeição ou ajudar com uma contribuição financeira. Nosso chamado é para fazer mais que apenas isso!   Aprendemos com a Bíblia que Deus transforma a vida das pessoas à medida que pessoas levam a sua Palavra a outros.   Deus se importa com você e lhe deu a oportunidade de ser um instrumento em suas mãos. Deus nunca se engana com um endereço.   

    Quando nos envolvemos com os outros, logo aprendemos que Deus também nos muda no processo. Servir aos outros é sair do nosso conforto. O que nos atrapalha a servir nem sempre é falta de compaixão pelas pessoas, mas a falta de coragem.   Deus chamou o seu povo inteiro para ser instrumento de transformação em suas mãos redentoras. Ele não chamou somente alguns.   

    Dessa forma, aprendemos com a Bíblia que Deus usa pessoas comuns para fazer coisas extraordinárias na vida de outras pessoas.    Vejam alguns exemplos: Moisés (um exilado assassino); Gideão (medroso escondido); Débora (dona de casa); Jael (mulher comum); Davi (pastor de ovelhas); Jeremias (jovem inexperiente); Amós (boiadeiro); Pedro (pescador); Paulo (perseguidor do evangelho).   Deus não nos chamou apenas para ser nosso redentor, mas também para sermos seus instrumentos de benção na vida uns dos outros. Cristo nos trouxe aqui para descobrirmos que estamos todos nas mãos do redentor.   Assim, como podemos nos tornar instrumentos nas mãos do redentor?   Consciência da soberania divina em tudo.   

    A soberania de Deus nos dá estabilidade e consolo no enfrentamento de todos os obstáculos e provações.   A soberania de Deus não diz respeito apenas ao poder e à posição governante de Deus, mas também à execução de seu plano redentivo. Nada foge ao controle de Deus, tudo coopera para o nosso bem porque Deus está no controle de tudo! (Romanos 8.28). Isso é algo que precisamos saber e nisso descansar.   Muitos casais estão em pé de guerra por causa do desejo de controlar o outro. Mas quando sabemos que não controlamos nada nem ninguém, que Deus controla tudo, podemos apaziguar o coração e mudar nossa postura e conduta no casamento.   Consciência da realidade prática da graça de Deus.   

    Vivemos num mundo onde a graça existe para ser encontrada. Deus é soberanamente gracioso para conosco. A graça é tanto o meio da redenção quanto do fortalecimento espiritual e da capacitação para servirmos aos outros. A graça é sempre mais poderosa quando somos e estamos mais fracos (2 Coríntios 12).   Vivemos num mundo onde as pessoas só querem saber de seus direitos e do que desejam ter e ganhar. Quem foi alvo da graça, agora precisa aprender a dispensar a graça assim como a recebeu (Efésios 4.29 = transmita a graça). Sem a presença da graça não haverá mudança. É a graça abundante que nos transforma e nos faz úteis para Deus nos usar na transformação de outros.   

    Ser gracioso é não querer ser o centro das atenções o tempo todo. É ajudar a fazer festa para os outros.   Fomos feitos para a glória de Deus.   Fomos feitos para a sua glória e chamados para revelar a sua glória aos outros. O pecado faz de nós ladrões da glória de Deus. Estamos sempre conspirando para fazer com a glória seja nossa e tudo seja para nós. Quando buscamos apenas a nossa glória pessoal (traduzido na linguagem moderna por – realização pessoal, sucesso, não desistir de seus sonhos, etc.) acabamos nos tornando competidores e perdemos de vista a união em torno do Deus criador!   

    Uma vida que vale a pena ser vivida é viver para a glória de Deus. Para sermos instrumentos nas mãos do redentor, precisamos nos submeter à sua glória, confiarmos na sua graça e descansarmos na sua soberania.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

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