Informativos / Boletins

  • Boletim 264 - Um Servir que Transforma
    08/07/2018

    Cada relacionamento pessoal é uma oportunidade para servir. Queremos aprender que Deus nos transforma e santifica enquanto nos usa na transformação de outros (1 Coríntios 3.6-9). Primeiro somos lavoura de Deus; depois nos tornamos trabalhadores na lavoura. Como se dá essa mudança? Primeiro recebemos cuidado, depois passamos a ajudar no cuidado de outros!

    A dinâmica da vida cristã é que pessoas que precisam de transformação servem a pessoas que precisam ser transformadas.

    Esse entendimento nos faz saber que servir é mais que uma função designada oficialmente na igreja e que ao percebermos isso, teremos muito mais oportunidades de sermos úteis e eficazes na igreja do que damos conta de fazer.

    Servir é algo maravilhoso e sério ao mesmo tempo.

    Efésios 4.15,16 afirma que é pelo serviço de cada parte, que o corpo efetua seu próprio crescimento. Deus nos chama para sermos seu povo e para sermos seus servos. Devemos deixar de ser apenas consumidores da fé, para nos tornarmos participantes comprometidos.

    Ser membro de uma igreja é mais do que participar de eventos e estar ligado a uma organização, é um chamado que modela toda a nossa vida!

    Como posso o exercitar na minha vida cristã o servir os outros? (como um cristão que é ao mesmo tempo marido, pai e irmão na fé).

    Qual a melhor resposta? O que me faz levantar de manhã? O que e quem o motiva durante o dia? O que vale tanto a pena que você está disposto a dar-lhe do seu tempo, talento e energia?

    Esta pastoral diz respeito à melhor notícia que a humanidade jamais poderia receber. É sobre algo tão significativo que faz com que tudo valha a pena, apesar de sermos pessoas imperfeitas num mundo despedaçado. Essa notícia não tem nada a ver com fantasias, sonhos, ou expectativas não realistas. Mas penetra na mais dura condição humana com a esperança de mudança de vida.   O Evangelho é a única coisa pela qual vale a pena viver (1 Timóteo 1.11b-17).

    Como seres humanos, não podemos caminhar por nossa própria conta. Precisamos de transformação, cura e perdão. Resumindo, precisamos de Deus. Precisamos das Boas Novas do Evangelho, a notícia do rei que veio, tornando possíveis as mudanças permanentes. A nossa esperança pessoal é somente essa e também a base do nosso serviço para com os outros.

    A melhor prática do reino não é a isenção de dificuldades, sofrimento e perda. Antes, é a notícia do Redentor que veio resgatar-nos de nós mesmos. O Redentor torna rebeldes em discípulos, tolos em ouvintes humildes. Ele faz com que paralíticos voltem a andar. Nele podemos encarar a vida e reagir com fé, amor e esperança. À medida que Ele nos modifica nos permite ser parte do que está fazendo na vida de outras pessoas. Ao responder ao trabalho de Cristo em nossa  vida,  aprendemos a sermos instrumentos em Suas mãos, para servirmos os outros com muita gratidão por tudo o que Ele fez em nós.

    Então, o Evangelho nos ajuda a lidarmos com os nossos pecados pessoais. E consequentemente, ele nos remete a lidarmos com os pecados dos outros em nossa experiência cristã  de serviço(pais, filhos, amigos).  O que te motiva a levantar-se de manhã? A graça de Deus recebida, a boa nova do Evangelho, ou todos os seus compromissos seculares (trabalho, dívidas, família, status).

    Portanto, o Evangelho gera o entendimento de que na obra do Senhor há uma dinâmica – pessoas que precisam de transformação ministram a pessoas que precisam ser transformadas. Quando o povo de Deus aprender que cada relacionamento é uma possibilidade de ministério pessoal, dependerá menos de uma indicação para um função, e entenderá , de fato, que tem sempre muitas oportunidades para servir.

    O meu desejo com esta pastoral  é que ela seja um tremendo encorajamento para que você seja um poderoso instrumentos nas mãos de Deus para servir àqueles que Ele colocar em seu caminho.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 263 - A Missão é Sua, Pare de Transferir...
    01/07/2018

    Paulo percebeu que os coríntios haviam se tornado espiritualmente fracos. Eles queriam receber as recompensas sem nenhum esforço; preocupavam-se mais com o ambiente agradável do que com as condições para um treinamento adequado. Paulo tinha uma metáfora pronta na mão, para exemplificar o seu grande temor: O temor de Paulo não era que poderia perder a salvação, mas que poderia perder a sua coroa, recompensa, galardão, por não satisfazer ao seu Senhor (conforme I Coríntios 9. 27; 3.15). Quanto aos que correm para agradar a Deus têm a promessa de II Timóteo 1.12 “... porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.”

    O principal esporte na cidade de Corinto era os "Jogos Ístmicos", que só perdia para os Jogos Olímpicos, que era a competição por excelência. Os Jogos Ístmicos eram realizados a cada três anos. Era um antigo jogo da Grécia em honra a Poseidon (deus do mar). Istmo é uma língua de terra apertada entre dois mares e que une duas terras. Como um cabo de guerra, os homens puxavam a corda amarrada em uma embarcação. A luta desses atletas era trazer a embarcação até a terra.

    Veja os pronomes que o apóstolo usa nos versículos 24,25 e 26, que culminam no seu eu, como forma de reconhecimento e valorização de sua identidade construída pela graça divina. E com muita responsabilidade ele chama a atenção de todos para a sua própria conduta (vs. 26,27). Ele não aceita o banco de reserva e não passa a sua vez. “Fazem isso para receber uma coroa perecível, mas nós uma coroa imperecível.” A mudança da terceira pessoa do plural, todos e eles, para a primeira pessoa do plural, nós, contrasta o objetivo dos atletas com o dos cristãos. Assim, o apóstolo Paulo (nos versículos 24 e 25 de I Coríntios 9) muda da segunda pessoa do plural, vocês, para a primeira pessoa do plural, nós, para incluir-se entre os que recebem a coroa imperecível; Da primeira pessoa do plural, ele agora (I Coríntios 9.26) procede à primeira pessoa do singular, eu, e chama a atenção para a sua própria conduta. Ele faz isso usando duas ilustrações emprestadas da arena de esportes: da corrida e da luta de boxe.

    Assim, entendemos que a individualidade é a identidade de cada um. DEUS criou-nos com identidades distintas. Cada um é um. Identidade fala de características específicas que cada indivíduo tem.

    Sempre ouvimos falar de substituição. No mundo moderno substitui-se coisa, objetos, móveis, valores e até pessoas. Nos jogos se o atleta não está bem física e tecnicamente, ele pode ser substituído.

    Todavia, em nosso serviço a Deus, ele através do Espírito Santo nos capacita, para que com a nossa individualidade instrumentada, usada pelo poder do Espírito, cumpramos o grande chamado de Deus, para o servimos não no banco de reserva e, aliás, na missão de Deus para o seu povo ninguém pode ficar no banco de reserva ou passar a sua vez. Acreditamos que na obra de Deus não há exceções, todos têm que agir com a sua individualidade transformada por Jesus Cristo, para serem instrumentos de transformação. Olhe o que Deus disse a Ester através de Mordecai: “Então, lhes disse Mordecai que respondessem a Ester: Não imagines que, por estares na casa do rei, só tu escaparás entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?” (Ester 4. 13,14). Saia do banco de reserva e faça a vontade de Deus!

    E em 1 Coríntios 9. 27 “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” Paulo não fere o ar, mas o seu adversário é o "próprio Paulo", que quer atrapalhá-lo no serviço do Senhor. Paulo não quer ser um "desqualificado", isto é, trabalhar, mas não receber o prêmio; ajudar os outros, mas acabar sendo desmerecedor do prêmio. Portanto, o galardão é um prêmio individual e deve ser "ambicionado" por todos os cristãos (v.26). Ele não poupou nenhum esforço para servir ao Senhor, pregar o evangelho e viver honradamente diante de Deus e do homem.

    Portanto, como Paulo não acreditemos jamais que na vida cristã, podemos ficar no banco de reserva ou passando a nossa vez para os outros. Não dizendo a Deus “Eis-me-aqui” e sim “Ei-lo-aqui”, use este outro e me deixe em paz! Todavia, prossigamos com esforço, rumo a recompensa imperecível. Cumpramo-nos dia-a-dia nossas responsabilidades para conosco, para com os outros e para com próprio Senhor.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 262 - Ser cristão é ser o reflexo de Cristo
    24/06/2018

    “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10.31); “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (II Coríntios 3.18)

    Espelho é um objeto refletor que mostra com nitidez o reflexo das coisas ou nossa própria imagem. Porém em alguns casos os espelhos não mostram algumas sujeiras escondidas. É preciso ter cuidado com as paixões passageiras, elas são enganosas tais como: Enganoso é o coração e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr. 17, 9). Qual a principal motivação para você ir à igreja? É simplesmente por uma questão de praxe, para ver os amigos ou pela necessidade de encontrar-se com o sagrado. Já sentiu saudades de Deus? Quando não se sente saudades perde se o contato por completo, e as ou pessoas coisas caem no esquecimento. Muitos não conseguem refletir Deus, por colocarem a própria Vontade à frente da vontade de Deus.

    Diz a Palavra: “buscai em primeiro lugar o reino de Deus”. (Mateus 6: 33) Tudo quanto fizer faça para a glória de Deus: seja no local onde estiver ou na situação em que se encontrar, viva para a glória de Deus. Mesmo quando a ação de Deus é tirar, ou inibir alguma coisa, Ele está manifestando a sua Glória. Deus tira o emprego, negócio, casa, coisas, alegria, amizades, saúde, para Sua glória. Somos em geral pessoas ansiosas, queremos as coisas ou o milagre de maneira imediata, assim também alguns pensam que o mar vermelho se abriu num instante, como nos filmes. Observe o texto (Êxodo. 14. 21). A bíblia diz que “O vento soprou a noite toda”. No tempo exato para que o povo passasse. Por isso faça alguma coisa, se mova, Deus vai fazer tal como fez com o povo de Israel e como fez com Moisés, refletir em você a Sua glória. Confira (Êxodo 34. 29).

    Chegamos a ficar chocados, quando se faz necessário entender que tudo é no tempo de Deus Geralmente em nosso imediatismo, não deixamos Deus trabalhar. E aí geralmente, queimamos etapas. O agir de Deus acontece quando demonstramos amor pelas pessoas, não adianta falar de humildade precisamos ser humildes. Talvez conheçamos todos os métodos de evangelismo, no entanto, não basta conhecer é preciso evangelizar e entender que a igreja tem um papel surpreendente no mundo, quando nos envolvemos no serviço do reino. Tal como alguns doentes, muitos cristãos sabem que caminho tomar, mas preferem ficar parados. Não vão ao médico, não procuram ajuda, jamais vão ser reflexo da glória de Deus. Lembre se sempre do espelho e viva de maneira que em qualquer coisa que você fizer ou em qualquer lugar em que você estiver você estará refletindo a glória de Deus. Uma grande aplicação para a sua vida: Viva o melhor da sua vida, viva o melhor dos seus sonhos, mas viva para a gloria de Deus.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)
     

  • Boletim 261 - Os meus atos revelam o meu conhecimento de Deus
    17/06/2018

    “Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra.” Tito 1.16

    Infelizmente vemos uma geração de cristãos que não influenciam muito o seu meio, porque não vivem o que creem.  Estão por toda parte e pode ser eu e você, que afirmamos que cremos em Deus, mas vivemos como se ele não existisse. Como também, Paulo fala em sua carta a Tito que os que vivem assim, são: “detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra.” Frequentam igrejas, congressos, acampamentos, seminários... Há de todas as idades, raças e profissões – alguns até leem a Bíblia todos os dias. Nas igrejas, sempre se fala de cristãos e não cristãos, mas nunca ninguém comenta sobre quem está no meio-termo. A maioria dos homens e mulheres parece se encaixar nesse grupo intermediário dos que creem em Deus, mas vive como se ele não estivesse por perto, como se ele não tivesse importância.

    Portanto, nesta pastoral nos voltamos diretamente para esse público, expondo as próprias dúvidas e receios, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para centenas de discussões fundamentais sobre quem é Deus e como ele age. Esta foi escrita para todo aquele corajoso o bastante para admitir a própria hipocrisia. Liberte-se da hipocrisia e leve uma vida que de fato glorifique a Deus. Sempre gostei da disposição do cristão em ser sincero quando sua vida não condiz com as Escrituras. Muita gente mais do que depressa encontra desculpas para si e para outros que se autodenominam “cristãos”. Este texto nos desafia a refletir profundamente, com sinceridade e cheios de temor, em como nossa vida pode contradizer nossa mensagem. Identificamos os altos e baixos da nossa caminhada diária com Deus. No entanto, Seu amor genuíno sempre convencerá o nosso coração com tranquilidade e encorajará a nossa alma.

    Esta mensagem tem como propósito promover a transparência, obrigando-nos a olhar com toda a franqueza para o contraste entre como vivemos e o que afirmamos crer. Pois, a nossa vulnerabilidade aliada ao frescor da nossa criatividade (ambas dadas por Deus), nos levará a realinhar comportamento com crenças. Talvez, como tantos outros, você seja membro da igreja, mas, em segredo, ainda se envergonha do seu passado. Talvez tenha ouvido falar do amor de Deus, mas ainda não está convencido de que ele o ama por completo. Ou, embora seja persuadido da existência de Deus, sua vida de oração é um fiasco. E quando ora reconheça que descarrega em Deus os seus desejos como se Ele fosse um empregado espiritual a seu serviço.

    Como muitos outros cristãos bem-intencionados, talvez você saiba o que Deus quer que faça, mas ainda age como bem entende. Ou é genuíno desejo de confiar em Deus como seu provedor, mas acha difícil demais viver de acordo com ele. É provável que você acredite em céu e inferno, mas compartilhar sua fé com as pessoas ainda lhe é algo estranho ou mesmo assustador demais. Ou talvez você acredite em Deus, mas não sinta muita necessidade de igreja. Dessa forma, você e eu podemos estar assim: CRENDO EM DEUS, mas vivendo como se ele não existisse. Todavia, creia que juntos então, com a ajuda de Deus, apreenderemos a conhecê-LO e a andar com ELE em maior intimidade. Porque os atos que praticamos revelam minha falta de conhecimento íntimo de Deus. De acordo com I João 2. 3,4: “Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele”. Severo demais? Prefiro considerar direto e honesto. Dito com sinceridade por ALGUÉM que se importa de verdade e quer o melhor para nós.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)
     

  • Boletim 260 - Em busca do verdadeiro troféu
    10/06/2018

    A Copa do Mundo começará no dia 14 de junho, a 21ª Copa Mundial de Futebol e, graças aos meios de comunicação social, atrairá a atenção da humanidade, durante um mês, até o dia 15 de julho, com 32 seleções. Vemos a FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado), a Rússia país sede e as demais seleções empenhadas em fazer o melhor mundial.  E também, na preparação das 32 seleções, notamos que todos os selecionados de seus países tiveram uma pré-temporada, com todo o suporte e recurso tecnológico, fisiológico, psicológico, gastronômico... Desde modo, preocupados para que  cada jogador venha mostrar em cada jogo o seu melhor.

    Ante este evento de campeonato mundial de futebol, não pretendemos entrar no mérito da relevância ou não de sua realização.  Todavia, por meio dessa copa do mundo futebolística, nos reportaremos um pouco aos ensinamentos do apóstolo  Paulo, pois  ele usa em vários textos bíblicos  a figura do atletismo para descrever a sua vida cristã. Ele é um homem que tem olhos abertos para ver o mundo ao seu redor e daí tirar ricas lições espirituais. Para um atleta participar dos jogos olímpicos em Atenas precisava primeiro ser cidadão grego. Ele não competia para ganhar a cidadania. Assim, também, nós não corremos a carreira cristã para ganhar o céu, mas porque já somos cidadãos do céu (Filipenses 3.20).

    Deste modo, iniciaremos neste domingo (dia 10 de junho) uma série nova com 5 sermões  pertinentes, que desafiarão  cada um de nós a viver  resolutamente “ EM BUSCA DO VERDADEIRO TROFÉU”. Portanto, exemplificaremos toda a preparação e ação do atleta como ingredientes relevantes, para a nossa atuação como servos do Reino dos Céus. Entendemos que o aspecto lúdico da vida é certamente parte integrante de toda personalidade humana e se manifesta particularmente no gosto e preferência por algum esporte.

    O competente e popular exegeta Carlos Mesters, no seu livreto, “Uma entrevista com o apóstolo Paulo”, faz esta pergunta: “Você, Paulo, é admirador de algum esporte?” A resposta  vamos encontrá-la em algumas de suas cartas que contém algo que nos revela a preferência e o gosto esportivo de Paulo. Paulo nasceu em Tarso, uma cidade grande com uma população que atingia cerca de 300.000 habitantes. Tarso tinha seu estádio e realizava cada quatro anos, diversos esportes como corridas, lutas, lançamento de discos, tiro ao alvo, etc. Eram os jogos olímpicos gregos.

    Quando menino e jovem, sem dúvida ele devia gostar de assistir a esses esportes, pois deles falará pelo menos em cinco das treze cartas que escreveu, como um meio de transmitir ensinamentos do evangelho de Cristo a comunidades que deviam muito bem entendê-lo. Assim, recordando duas modalidades das Olimpíadas, a corrida e a luta (uma espécie de pugilato), Paulo escreveu à sua comunidade grega da cidade portuária de Corinto, no Mediterrâneo: “Vocês não sabem que aqueles que correm no estádio, correm todos, mas um só  ganha o prêmio? Corram, portanto, de maneira a consegui-lo. Os atletas se abstém de tudo para ganhar uma coroa perecível; nós, porém, para ganhar uma coroa imperecível. Quanto a mim, é assim que corro, mas não ao incerto. É assim que pratico a luta, mas não como quem fere apenas o ar.” (1 Coríntios 9. 24-26).

    Dirigindo-se ao seu discípulo Timóteo, de origem grega, ainda inspirando-se nos jogos olímpicos, Paulo assim lhe escreveu sobre o seguimento de Cristo: “Um atleta não recebe a coroa se não lutou conforme a regras.” (2 Timóteo  2. 5). Na carta aos Gálatas, fazendo uma comparação com as corridas no estádio, escreve: “Expus-lhes o evangelho a fim de eu não correr ou ter corrido em vão... Vocês corriam bem; quem lhes pôs obstáculos para não obedecerem à verdade? (Gálatas 2. 2; 5. 7). Escrevendo aos Filipenses dirá: ...”Avançando para o que está na frente, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto”. (Filipense 3, 14). E prisioneiro em Roma, já ancião, condenado à morte, despede-se de Timóteo fazendo uma síntese-testemunho de sua vida: “Combati o bom combate, terminei a minha corrida, guardei a fé.” (2 Timóteo  4.7).

    Fico aqui comigo pensando: se Paulo vivesse nesse nosso tempo, não estaria usando também o esporte das multidões para evangelizar, como o fez com as Olimpíadas? Sim, Deus nos colocou nos estádios da vida para partidas bem mais importantes que o atraente futebol. Partidas que devem promover o que é essencial no cristianismo: o amor, a bondade, a justiça, a liberdade, a misericórdia e a paz. Nas partidas da vida, é fundamental abolir toda forma de egoísmo, individualismo e vedetismo. O que importa é “jogar” em conjunto, com humildade, solidariamente.

    Nesse estilo de “jogo” podemos ser autênticos atletas do Senhor, cooperando na construção de uma sociedade que se volte e creia em Cristo. Uma sociedade não só preocupada de ser politizada, mais, sobretudo cristianizada. Uma vez que, só assim pensando e buscando as coisas de Deus, que construiremos uma sociedade melhorada. Apesar de nossas limitações e falhas, conforta-nos a certeza da presença e ação daquele que é o Senhor do tempo e da história e garantia de bom êxito; daquele que se dignou entrar nos estádios da nossa vida, nascendo, morrendo e ressuscitando por nós.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)
     
     

     

     
     

     

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