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  • 248 - Uma igreja transformadora
    18/03/2018

    Vejo que, Deus está desafiando a nossa igreja – De sermos uma comunidade transformadora. Um lugar de salvação, cura, restauração, onde as pessoas possam ser transparentes e amadas como são.

    Dessa forma, desejamos que o Espírito Santo aplique a sua palavra em nossa comunidade, para que busquemos as verdadeiras bênçãos do Senhor. Pois, no Salmo 67.1,2 “Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.” vemos o desejo do salmista, que é o mesmo de qualquer pessoa que almeja a felicidade. Ele busca a bênção de Deus e afirma que isto é fruto da graça do Senhor.

    Sendo que, ao receber esta graça abençoadora ele compartilha conosco, seus leitores, o caminho desta graça. Em suas palavras o rosto do Senhor resplandecerá sobre todos os que creem, a terra conhecerá o caminho de Deus e as nações saberão que Deus é o Salvador. As palavras do salmista compreendidas à luz de toda a Bíblia são uma inspiração para nossa caminhada como cristãos. Não existe cristianismo sem estes elementos aqui descritos; Deus, graça, fé, bênção, salvação, relacionamento e missão. A igreja não é um clube santo, onde pessoas se reúnem socialmente para cantar e confraternizar. A igreja não é um partido político, onde ideologias de governo são discutidas e colocadas em prática. A igreja não é uma empresa movida pelo lucro financeiro com responsabilidades para atingir metas de um proprietário. Como uma indústria da fé. Todavia, ela é composta de cristãos sérios que compreendem e querem ser dizimistas fiéis, pois confiam que tudo vem das providencias DELE e ao contribuírem querem que não faltem recursos financeiros para a expansão do Reino de Deus.

    A Igreja de Cristo é um corpo, onde cada pessoa é um membro e desempenha uma função, para que este corpo se relacione de maneira completa com Deus. Quando olhamos para nossa história cristã, encontramos muitas igrejas em vários países que perderam sua visão e valores. Em alguns países a igreja se tornou um clube, um grupo político, uma empresa, onde alguns poucos queriam exclusividade de adoração. Resultado: a igreja nestes lugares morreu! Hoje, na Europa, vários templos se tornaram restaurantes e lojas. Interessante é que tudo isto foi feito em nome de Deus! Longas reuniões de orações e nenhum fruto, só sentimentos ruins! Deus nos chamou como igreja para vivermos a alegria, a beleza e a unidade de um corpo bem alimentado pela Palavra.

    “A vida cristã não é um assunto particular. Quando renascemos na família de Deus, não apenas Ele se torna nosso Pai, mas qualquer cristão no mundo, seja qual for sua nação ou denominação, torna-se nosso irmão em Cristo. No entanto, e inútil pensar que ingressar na Igreja de Cristo (com “I” maiúsculo) é suficiente; devemos pertencer a uma de suas ramificações locais (…). O lugar do cristão é em uma igreja (com “i” minúsculo), compartilhando sua adoração, sua comunhão e seu testemunho” John Stott. (Cristianismo Básico).

    Muitos cristãos se intitulam “sem igreja” ou “desigrejados”. Não querem ter compromisso com a igreja local. A igreja com “i” minúsculo é um lugar ao qual devemos pertencer e nos unir. Nunca encontraremos uma comunidade perfeita, mas mesmo nesta comunidade imperfeita, ali está o Senhor Jesus com sua plena perfeição para nos amar, nos curar, restaurar e usar os fracos e imperfeitos irmãos como instrumentos em nossas vidas.

    Entendemos que: “Há duas coisas que não podemos fazer sozinhos: a primeira é casar; a segunda é ser cristão” (Paul Tournier). Então, somos uma família. Não somos perfeitos. Temos desafios enormes a vencer e sabemos disso, mas, descansamos na graça de Deus. Somos obra d’Ele sim. Mas, estamos “em reforma”. Não caminhamos sozinhos! Venha fazer novos amigos e dividir as lutas. Ansiamos ser uma igreja inclusiva e aberta, unida na diversidade, uma comunidade de compaixão. A única igreja que realmente brilha aos olhos de Deus é aquela que fielmente cumpre sua missão onde ele a coloca. A que não cumpre também brilha: em seu nome colocado no letreiro. Nós, cristãos, estamos unidos não só por nosso compromisso com Jesus Cristo, como também por nosso compromisso com a igreja de Jesus Cristo. Entendemos biblicamente que o propósito de Deus não é salvar indivíduos e perpetuar seu isolamento. Deus se propôs a edificar a igreja, uma comunidade nova e redimida. Planejou-a na eternidade passada, e está levando a cabo no processo histórico do presente e vai aperfeiçoá-la na eternidade que virá. Deus nos deu a alegria de espalhar o evangelho, curar e salvar pessoas! Sua fidelidade a Deus comprova sua salvação e comunhão com Jesus Cristo através de Seu corpo que é a igreja. Vamos em frente pela graça de Deus e para a Glória de Deus!

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 247 - Reconhecer as dificuldades para enfrentá-las e superá-las
    11/03/2018

    No ano quarenta do seu reinado, Davi convoca todos os líderes do reino para uma importante reunião. O rei estava com a saúde comprometida e alguns temiam que ele não pudesse comparecer pessoalmente, mas fortalecido pelo Espírito ele presidiu a reunião e proferiu palavras que se tornaram inesquecíveis.

    As principais personalidades da nação compareceram ao evento. Os príncipes das tribos, os chefes militares, os administradores das propriedades reais, os filhos do rei, os chefes dos grupos de famílias e também os funcionários do palácio aguardavam expectantes os acontecimentos do dia. E Davi apresenta um modo estranho de começar um discurso de despedida. Davi não mencionou o que fez, mas o que queria fazer, mas não pode. “Eu tinha no coração o propósito de construir um templo para nele colocar a arca da aliança do SENHOR, o estrado dos pés de nosso Deus” (I Crônicas 28.2). 

    Davi em sua despedida apresenta uma esperança frustrada por Deus, na fala de uma parte de seu currículo quando salienta a soberania divina e seus defeitos, conforme I Crônicas 28.3 “Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue.” Ele apresenta  o lado negativo de seu currículo. 

    De modo que, ao ler sobre esta despedida de Davi, lembrei-me de Leandro Konder em seu artigo primoroso intitulado “O curriculum mortis e a reabilitação da autocrítica”, no qual ele afirma que “forjamos para nós imagens que nos ajudam a viver”. E diz: O autoritário se apresenta como enérgico e corajoso; o oportunista como prudente ou realista; o covarde como sensato; o irresponsável como livre”. Gosto da expressão que ele usa no título do texto:  curriculum mortis. Ele diz que o que nós chamamos de curriculum  vitae não é currículo de  vida inteira, porque só apresenta o lado positivo. É apenas a história dos sucessos.

    Ninguém inclui no curriculum vitae: reprovado no concurso em 1985 ou traído pela namorada na primavera  de 2002. Só se  faz referência aos acertos. E Konder  lembra que nós, humanos, não somos, em nossa imensa maioria, campeões invictos, heróis, etc. Não é necessário mudar o nome desse histórico  que apresentamos, só devemos sempre lembrar que há um curriculum mortis  - o lado do malogro, o lado do enfrentamento das dificuldades. E que há necessidade de reconhecer tais dificuldades, para enfrentá-las e superá-las, criticamente. Todos nós temos um curriculum mortis, embora ninguém goste de falar de seu, de revelá-lo.

    É duro admitir que falhamos, que somos incompletos e contraditórios. Portanto, pedir além do curriculum vitae e também o curriculum mortis, isto é, o que havia feito que dera errado. Porque é impossível conhecer alguém só pelo que ele fez e deu certo – ninguém é só assim. E alguém que se apresenta desse modo está forjando um curso de vida.  No mundo de trabalho, nas entrevistas de emprego, existe um procedimento muito usado pelos entrevistadores. Eles costumam fazer duas perguntas simples para os candidatos. A primeira é: “Quais são as suas principais virtudes?”. E a pessoas enumera várias delas. A segunda pergunta é: “E quais são os seus principais defeitos”?”. Quase sempre o patife diz: “Eu sou perfeccionista”.

    O perfeccionista é aquele que acha que não tem defeito. Por isso, acredita que seu único defeito é não tê-los. Porque ele não tem visão de si mesmo, não tem autocrítica. Nessa imagem está contida a clássica ideia da possibilidade, inclusive, da autocrítica, elemento indispensável para uma analise acurada da própria vida.

    Diante do exposto, aprendemos com a revelação bíblica que a relação do cristão e a autocrítica deve ser de equilíbrio. O cristão precisa entender que nossa vida não é uma vida sem norte! E para tanto vale lembrar que a Bíblia diz em I Coríntios 11.28 que o homem deve examinar-se, ou seja, faze um autoexame; afim de que esteja sempre refletido em suas atitudes. Sócrates diz: “uma vida não examinada não é digna de ser vivida”.         

    Aprendemos alguns objetivos da autocrítica: Levar o cristão a uma vida disciplinada; Levar o cristão a compreender a fragilidade humana; Levar o cristão a total dependência de seu criador.     

    Entendemos então que a autocrítica é fundamental para um ponto de equilíbrio entre nossas fragilidades, mas que não isenta nossas responsabilidades em procurar melhorar nosso modo de viver.

    Assim, compreendo que o começo do grande processo da nossa recuperação diante de Deus é admitirmos para Deus, para nós e para os outros a natureza exata dos nossos erros. O profeta Jeremias também nos desafia: “Examinemos seriamente o que temos feito e voltemos para o Senhor.” (Lamentações 3.40 NTLH).
     

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

  • 246 - Ter e ser amigos verdadeiros
    04/03/2018

    Apresento nesta pastoral uma reflexão sobre a relevância da amizade. Pois, compreendemos que ninguém pode dizer que se relaciona com Deus se não tem amigos, anda errante e solitário sem que ninguém o compreenda, sem compreender seus semelhantes. Amizade é o grande tema das Escrituras. Portanto, biblicamente devemos ter e ser amigos verdadeiros. Há uma voz e não um eco alardeando em nossa sociedade – Quero Amigos!   

    EARL C. WILLER conta à história de Jim e Philip, dois meninos que cresceram juntos e se tornaram os melhores amigos. Atravessaram a adolescência e a juventude juntos, e depois de formados na universidade decidiram se tornar marines, os fuzileiros navais norte-americanos.

    Por uma casualidade rara, foram enviados para a Alemanha e lutaram lado a lado em uma das mais cruéis batalhas da Segunda Guerra Mundial. No meio da batalha, sob o fogo cruzado, explosões e muitas perdas, receberam ordem do comandante para que recuassem. Enquanto corriam em fuga, Jim percebeu que Phillip não estava com os que voltavam. Entrou em pânico, pois sabia que se Phillip não retornasse em um ou dois minutos, provavelmente nunca mais o faria. Pediu ao comandante que o deixasse voltar para buscar o amigo, mas não obteve permissão, sob a justificativa de que seria suicídio.

    Arriscando a própria vida, Jim desobedeceu à ordem e voltou ao encontro de Phillip. Com o coração quase explodindo e sem fôlego, sumiu entre a fumaça gritando pelo nome do amigo. Poucos instantes depois, tinha o amigo ferido nos braços, e tudo quanto conseguiu foi presenciar o último suspiro de vida de Phillip.

    Ao regressar para juntar-se aos outros soldados, o comandante estava aos berros. Dizia que aquele fora um ato impensado, tolo, inconsequente e inútil. “Seu amigo estava morto, e não havia nada que você pudesse fazer.” “O senhor está errado”, replicou Jim. “Cheguei a tempo. Antes de morrer, suas últimas palavras foram: ‘Eu sabia que você viria’”.

    Esta história pequena e verídica, registrada por John Maxwell em seu livro Vencendo com os outros, conduziu-me a muitas reflexões a respeito da amizade genuína e despertou em mim alguns sentimentos extraordinários. Vivemos a era da tecnologia, em que o valor de todas as coisas deriva de sua funcionalidade e eficiência. Tudo ao nosso redor vai aos poucos se tornando máquina de manipulação a serviço de nosso conforto e conveniência. Experimentamos um tipo de tecnostress, tentando equilibrar uma parafernália eletrônica que nos oprime com seus botões e suas falsas promessas de facilitação e simplificação da vida.

    A maneira como nos relacionamos com os objetos é transferida para as pessoas. Organizamos a agenda como quem ajeita um painel de controle, colocando cada pessoa num lugar de fácil acesso, do outro lado de um botão do celular ou ao alcance da mão, na exata distância entre o mouse e a remessa do e-mail. Pessoas que acionamos quando bem desejamos ou delas necessitamos. Pessoas que se tornam biotecnoparafernálias com a missão literal de funcionar para nos suprir e servir.

    Talvez de tão acostumados a interagir com celular, WhatsApp já não saibamos o que fazer, com que tom falar, com que dosagem de afetividade temperar a fala quando alguém de carne e osso visivelmente fala conosco. E assim vamos tocando os dias: maridos usando esposas, filhos usando pais, patrões usando seus funcionários, empreendedores usando seus clientes, numa fila interminável de relacionamentos utilitaristas, que acontecem na dinâmica de um vice-versa sem fim.

    Com isso, perdemos a capacidade de estar ao lado desinteressadamente mesmo quando a única coisa que se pode fazer é estar ao lado.  Manipuladores de máquinas, celulares fomos mordidos pelo vírus da onipotência que a tudo pretende fazer funcionar, e já não admitimos que há momentos na vida dos amigos quando tudo o que podemos fazer é estar ao lado e ouvir: “Eu sabia que você viria”.

    Larry Crabb fala sobre a comunidade como “o lugar mais seguro da Terra”, e diz que nos tornamos consertadores – não podemos suportar um problema a respeito do qual nada possamos fazer. Nossa preocupação é melhorar as coisas. Ouvimos desabafos e confissões entre lágrimas e os rotulamos como se fossem problemas a resolver. Ocupamo-nos em diagnosticar, abrimos nossas maletas de frases feitas e chavões. Assim, não ajudamos e só perpetuamos as crises nas pessoas.  Com esta superficialidade, não nos identificamos e estudamos com profundidade e exatidão o problema do outro.   

    Chega de campanhas políticas, apelos institucionais, convocações para “obra do Senhor”, atividades religiosas e frenesi expansionista. Já é hora de pagar o preço, qualquer que seja ele, diz Crabb, de fazer parte de uma comunidade espiritual, e não de uma organização eclesiástica. Já é hora de nos lembrarmos que “não sois máquinas, homens é que sois”, como profetizou a pedra (Lucas 19.40) chamada Chaplin. Quero amigos. Amigos que voltem ao campo de batalha e arrisquem a vida por mim. Amigos que me tomem nos braços, ainda que seja quase tarde. E quero viver à altura de cada um deles. 

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 245 - Uma igreja cada vez mais bíblica
    25/02/2018

    Neste mês em que comemoramos mais um aniversário da nossa igreja, apresento aqui nesta pastoral, um apelo a cada membro da IPPI, que o mundo veja em nós o caráter de Cristo. Assim, conclamo e desafio os queridos a refletirem comigo a identidade bíblica da Igreja de Cristo e, com isso, questionar nosso modo de viver.

    Aprendemos que igreja tem de ser o meio através do qual Jesus atinge cada pessoa, um lugar de refrigério e humanidade. Portanto, nesse aniversário, Deus está presenteando a nossa igreja, com um grande desafio – De sermos uma comunidade transformadora. Um lugar de salvação, cura, restauração, onde as pessoas possam ser transparentes e amadas como são.

    A Igreja é o Corpo de Cristo, a presença de Cristo na terra. No Advento, ele chega para viver entre nós; e no Pentecostes, para viver em nós. Uma presença santa e divina se misturam à humanidade pecadora. Como se estivesse em seu templo, o Senhor da glória habita em nós. Somos convidados a caminhar com ele, estendendo nossas mãos aos famintos, sedentos, encarcerados, doentes e enlutados. Será que quando o mundo olha para nós vê um sinal da presença de Deus neste planeta?

    A Igreja do Senhor é portadora da mensagem de Deus, que amou o mundo de tal maneira que veio pessoalmente nos acolher, abraçar. É a comunidade de amor que tem um só coração e uma só alma, que espelha no mundo o mistério da diversidade e da unidade da Trindade. Assim, não somente pela qualidade de nossos relacionamentos entre nós, mas também pela capacidade de amar os inimigos, seremos conhecidos como discípulos de Cristo. Será que quando o mundo olha para nós vê um sinal do amor de Deus por todos os seres humanos?

    A Igreja é a comunhão daqueles que se arrependem e confiam no perdão e no amor do Deus Salvador. Daqueles que recebem a Palavra que afirma que Deus Pai conferiu ao Filho, Jesus Cristo, a honra, a força, o poder, o domínio e a glória.

    A Igreja é portadora dessa mensagem que estabelece Jesus Cristo como Senhor diante de quem todo joelho se dobrará. Para revelar esse senhorio aos homens, ela precisa viver segundo o coração de Deus, submetendo-se a ele, e seus membros, uns aos outros. Será que quando o mundo olha para nós vê um sinal do senhorio de Cristo entre os homens?

    A Igreja de Cristo é uma família na qual irmãos e irmãs vivem em sujeição e obediência ao Pai celestial. Uma família que tem apenas um Senhor e chefe, Jesus Cristo, por isso ninguém procura dominar ou controlar o outro: pelo contrário, cada um humildemente considera o outro superior.

    A Igreja é uma família de famílias. Cada um abriu mão do amor ao poder para se entregar ao poder do amor; para servir, em vez de controlar. Será que quando o mundo olha para nós vê um sinal de humildade e solidariedade?

    Nesta igreja não há mais escravo ou homem livre, judeu ou gentio, homem ou mulher porque todos são um em Cristo. Será que quando o mundo olha para nós vê uma comunidade inclusiva, livre de preconceitos e discriminações?

    Igreja que é santa, mas composta de membros pecadores. Santa à medida que se reconhece pecadora. Porém é noiva - ou virgem pura, como disse Paulo – pela ternura de Cristo por intermédio da presença santificadora do Espírito Santo. Somente uma Igreja que se reconhece pecadora e se quebranta diante de Deus pode ser resgatada e restaurada por ele. Será que quando o mundo olha para nós vê sinais de quebrantamento e santificação?

    As Escrituras são o espelho diante do qual a Igreja deve ver seu rosto verdadeiro. A cada encontro em que abrimos a Palavra, a cada estudo bíblico, a cada pregação, Deus estende esse espelho e nos pergunta se somos sinal do divino neste mundo caótico. Um sinal do senhorio de Cristo, um sinal de humildade e solidariedade, de santidade, um sinal de quebrantamento.

    A Igreja, ao longo da história, guardou viva sua relação com a Palavra. Ela sempre foi bíblica – esta é sua graça. No entanto, nem sempre foi suficientemente bíblica – esta é a sua falta. Porém, deve ser a cada dia mais bíblica – portanto, este é seu desafio. Cada vez que abrimos as Escrituras, e nosso coração a elas na presença do Espírito, a Igreja tem a chance de se tornar mais bíblica, mais conformada à imagem Daquele que nos criou e salvou. Parabéns amados membros da IPPI! Sua fidelidade a Deus comprova sua salvação e comunhão com Jesus Cristo através de Seu corpo que é a igreja. Vamos em frente pela graça de Deus e para a Glória de Deus! Que o mundo possa ver nossas obras e glorificar a Deus, que está no céu.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 244 - Uma combinação saudável: Temor e alegria
    18/02/2018

    O que acontece quando verdadeiros cristãos permanecem sob a influência do ensino bíblico, em uma comunhão espiritual, do viver com simplicidade, dedicados à oração? Atos 2.43 diz: “Em cada alma havia temor”. “Temor” fala-nos sobre um senso de reverência. É reservado para tempos especiais quando as pessoas são tomadas de admiração por causa de algo divino ou poderoso que desafia a explicação humana.

    A nossa igreja deve ser capaz de instilar um senso de temor em nossa comunidade. A igreja primitiva fez isso. O versículo 43 diz que em todos havia temor, por causa dos “muitos prodígios e sinais... feitos por intermédio dos apóstolos”. Deus cura as pessoas de suas feridas, une lares destroçados, liberta pessoas da escravidão do pecado.  Entendamos as palavras:  PRODÍGIO = “DUNAMIS” - Significa poder real. O milagre tipo prodígio demonstra o poder de Deus, e apela à nossa admiração, pasmo, reverência. É o exercício do poder divino na esfera deste mundo humano e natural. SINAL = “SEMEION” - Significa marca, prova. O milagre com este nome é um meio autenticador divino e apela à nossa razão. Como sinal fala do reino espiritual superior de Deus, cujas verdades são simbolizadas por estes sinais reveladores. Portanto, este termo destaca o aspecto teológico e doutrinário do milagre divino. Em resumo, Ele transforma vidas. Quando a igreja segue o plano de Deus, Ele fará coisas admiráveis e poderosas em vidas individuais diante de um mundo observador.

    Aprendemos (conforme o texto de Atos 2. 42-47) que o culto da igreja primitiva  era  alegre e reverente. Não se pode duvidar da alegria deles; está escrito que tinha alegria e singeleza de coração (46). Mas cada culto de adoração deveria ser uma alegre celebração dos atos poderosos de Deus através de Jesus Cristo. O culto público pode ser majestoso, mas é imperdoável que seja enfadonho. Ao mesmo tempo, a alegria deles nunca era irreverente. Se a alegria do Senhor for uma obra do Espírito, o temor do Senhor também será autêntico. Em cada alma havia temor (v.43), isso parece incluir tantos cristãos como não-cristãos. Deus havia visitado a cidade; estava no meio deles, e eles sabiam disso: curvavam-se diante dele com humildade, maravilhados. Entretanto, é errado imaginar que, no culto público, reverência e alegria sejam mutuamente excludentes. A combinação entre alegria e temor, dá um equilíbrio saudável à adoração.

    Mediante esta performance apresentada pela igreja primitiva, compreendemos que o temor a Deus nos empurra para viver da graça e pela graça de Deus. Temê-LO é estar cheio de Deus. Quando estamos cheios de Deus, nós experimentamos a Sua graça, e as pessoas veem em nós esta mesma graça.

    O temor a Deus é um dos frutos gerados pela comunhão cristã. Pois, a verdadeira comunhão frutifica, na vida da igreja como um todo e na vida de cada cristão em particular, um santo temor a Deus. Lucas destaca: “Em cada alma havia temor” (Atos 2.43). E o temor a Deus, como todos sabem, é o princípio do saber (Provérbios 1.7). 

    O temor, então, é uma trilha para o enriquecimento de nossa vida espiritual. Se, através do temor, aprendemos a reverenciar a Deus, certamente nossos pés serão postos no caminho que leva à sabedoria.

    O texto bíblico de Atos 2. 43, 46-47: ensina-nos   que devemos nos aproximar de Deus com gratidão, com louvor e com ação de graças. Mas o regozijo sem reverência se transforma em encenação espiritual, e estamos vivendo num período assim.  Precisamos mais do que nunca aprender a colocar a reverência em nosso regozijo. A reverência começa com o temor.  O temor é o caminho para a reverência. Na concepção bíblica temor e medo são sentimentos diferentes. Pois, o medo nos afasta de Deus. O temor nos coloca trêmulos aos Seus pés.

    O temor dá lugar à reverência, e com a reverência, a alegria se desperta novamente. A encenação espiritual dá lugar à verdadeira adoração. Por isso, que o seu regozijo seja cheio de reverência e temor piedoso.

    Eu anseio ver a nossa igreja viva para Deus e para a comunidade. Uma igreja que ensine doutrina com zelo e adore a Deus com fervor. Tema a Deus com regozijo, ame e acolha aos que se aproximam. Uma igreja que prega a verdade, mas vive em amor. Uma igreja onde a proclamação não está na contramão da comunhão.

    Que o meu e o seu anseio se torne motivo das nossas orações até que vejamos cair sobre nós essa bendita chuva da restauração espiritual. Aleluia!

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

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