Informativos / Boletins

  • Boletim 254 - O ministério de Cristo define nossa missão
    29/04/2018

    Está chegando mais um Dia da Comunidade, oportunidade valiosa para desenvolvermos o nosso papel de ser igreja viva de Jesus Cristo. Conforme instrumentos de transformação e evolução, por meio de uma evangelização ligada as ações sociais, educacionais e de cidadania, promovendo a restauração das pessoas em todas as suas dimensões.   Assim, entendemos que o Dia da Comunidade proporciona a IPPI uma ação com grandes implicações: na sua preparação; execução; resultados. Sendo, um grande aprendizado de unidade, mutualidade, pertencimento, interdependência, evangelização... Sempre com efetividade e afetividade, ensinada pelo evangelho de Cristo.

    Portanto, aprendamos com o evangelho de Cristo, com o intuito de crescermos em seus ensinamentos, visando sempre à qualificação e quantificação da dinâmica e exercício do Dia da Comunidade.    Logo, aprendamos com o ministério de Jesus Cristo, o qual define nossa missão.   Já no início de seu ministério, observe o que Cristo declarou: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres (os destituídos de condições mínimas de subsistência). Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos; recuperar a visão dos cegos (acometidos de enfermidades físicas) e liberar os oprimidos (vítimas de sistemas injustos e opressores).   

    Portanto, ele veio para evangelizar, liberar e curar, ministrando ao homem como um todo: agindo em suas dimensões espiritual, mental e física. Conforme Mateus 4. 23-24.   Além disso, Jesus Cristo multiplicou pães para atender os famintos. Seu ministério envolveu a biologia, o psiquismo e o espírito humano. Esta é a missão integral, onde se articula nestes três níveis, indo ao encontro das necessidades humanas, levando salvação, alívio, libertação e cura por meio do evangelho. Muitas vezes, usamos a expressão “salvar almas’’. Trata-se de um equívoco, pois as Escrituras afirmam que “gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo’’ (Romanos 8. 23).

    A vida eterna será vivida num corpo ressuscitado. O corpo é tão importante que até Deus se esvaziou e assumiu a forma humana em Cristo Jesus (Filipenses 2. 6-7).   As Escrituras também afirmam de que “a fé sem obras é morta” (Tiago 2.26). Somos chamados por Cristo a crescer na vida espiritual, nas disciplinas da oração e da leitura bíblica, envolvendo-nos com a missão d’Ele e praticando boas obras de justiça. As boas obras que Deus espera que pratiquemos estão relacionadas com o nosso envolvimento diante da humanidade, ouvindo o clamor daqueles que sofrem para irmos ao encontro deles, levando-lhes alívio e esperança.   

    Assim, por meio de ações humanitárias, que promovem o desenvolvimento e buscam justiça e dignidade, minoramos seu sofrimento. Em todas as circunstâncias, anunciamos o arrependimento e a fé em Cristo para a salvação eterna.   A Igreja é chamada a proclamar o evangelho a todo homem e ao homem todo, em todo lugar, espelhando as boas novas da salvação. Em nosso país, a Igreja certamente tem um papel fundamental como instrumento de transformação, desenvolvimento e justiça, por meio de uma evangelização acompanhada de ações sociais, educacionais e de cidadania, restaurando o homem brasileiro em todas as suas dimensões. 

    Jesus Cristo veio para reverter os efeitos da queda. Ele fez isto ao se encarnar, morrer na cruz e ressuscitar. Assim, não se trata apenas de salvar almas, mas de salvar homens e mulheres em sua completude. A missão integral de Cristo é resgatar o homem todo, e Ele a confiou à Igreja, ou seja, a todos nós.    Dessa forma, aproveitemos o Dia da Comunidade, como meio de Deus usá-lo para uma grande obra, em, através e por nós.  Porquanto, é o poder do evangelho, que nos capacita e credencia a fim de alcançar e transformar muitas vidas!

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 253 - O orgulho deve morrer em você, ou nada do céu poderá viver em você!
    22/04/2018

    Talvez, uma das maiores dificuldades do ser humano moderno, é ter uma medida mais precisa de si mesmo, aquilo que Paulo sugere em sua carta aos romanos quando diz: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu (Rm 12.3). Pensar acerca de si mesmo como convém, sem ir além, nem ficar aquém, é um bom princípio para compreender a virtude da humildade.

    Para Francisco de Assis, “abençoado é o servo que estima a si mesmo tanto quando é elogiado e exaltado pelos outros como quando é considerado sem valor e desprezado; porque somos o que somos diante de Deus, nem mais, nem mesmo”. O caminho da humildade não reside naquilo que fazemos ou deixamos de fazer, nem mesmo na forma como fazemos ou não, mas no retrato que temos de nós na presença de Deus. Uma pessoa humilde é aquela que se preocupa mais com a verdade a seu respeito do que com sua autoimagem.

    O mundo moderno é um mundo onde o que conta é a imagem, a aparência. Valemos o que mostramos. É assim que funciona no mundo dos negócios, dentro do espaço acadêmico, nas rodas de convívio social e na igreja. Precisamos impressionar os outros com frases de efeito, títulos pomposos, termos complexos, roupas de grife, sucesso profissional, poder econômico ou político, influência social, etc. O cartão de acesso ao mundo, aos relacionamentos, ao mercado profissional, sempre requer uma imagem que impressione.

    O problema é que esta dependência dos outros nos torna reféns das expectativas que alimentamos e que acaba nos transformando em pessoas irreais. Não sabemos mais o que se esconde atrás da maquiagem, qual o rosto verdadeiro que temos. Daí nos aplicamos cada vez mais em aprimorar nossas máscaras, intensificar nossa aparência, melhorar o desempenho social, que significa fazer com que os outros se convençam do que não somos, e isto envolve um custo emocional, físico e espiritual enorme, sem contar o custo financeiro.

    Esta imagem construída a partir das expectativas externas, seja dos  amigos ou da comunidade, ou mesmo das expectativas internas geradas pelos medos, rejeição ou ansiedade, acaba gerando outros conflitos como a desilusão e depressão porque, na medida em que insistimos naquilo que não somos e resistimos em reconhecer o que somos, acaba nos levando a não aceitar quem somos, e sobretudo, a não aceitar a bondade e cuidado de Deus. Quanto mais rejeitamos a nós, mais iremos, no final, rejeitar a Deus, ou pior, criar um deus que alimente nossas ilusões, que sacie a mentira e nos convença daquilo que é falso. Um ídolo.

    A cultura popular criou um padrão da humildade que quase sempre nos leva a identifica-la com algum tipo de atitude discreta, singela, quase simplória. Facilmente a confundimos com uma forma de falso, mas num conhecimento este que se dá a partir de Deus e na presença de Deus, que nos leva a aceitar aquilo que somos, a aceitar o mundo como o mundo é, a aceitar os outros como eles são e, por fim, aceitar a Deus como Deus é. Noutras palavras, a humildade e a verdade caminham sempre juntas.

    A pessoa humilde nada mais é do que uma pessoa verdadeira, alguém que conhece seu pecado e sua miséria, mas que conhece também a graça de Deus e seu perdão. Alguém que se vê como filho ou filha de Deus, reconhecido e afirmado pelo amor de Deus em Cristo. Alguém que não necessita mascarar suas deficiências, nem valorizar suas virtudes. Alguém que sabe reconhecer aquilo que é, e ser grato, sem soberba ou orgulho, mas que também sabe ouvir uma crítica ou uma censura sem se melindrar ou ofender. A humildade é a virtude que prepara o terreno para a vida cristã. Andrew Murray disse: “A verdade é esta: O orgulho deve morrer em você, ou nada do céu poderá viver em você”.

    A humildade é a virtude que nos permite viver verdadeiramente. Jesus disse que o reino dos céus pertence aos humildes. Isto significa que a presença de Deus em nós e o cultivo da amizade com ele, só será possível quando nos esvaziamos da arrogância e da soberba, para então recebermos a dádiva do seu amor. Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • Boletim 252 - Mentir para nós mesmos
    15/04/2018

    Quando olhamos a sociedade mergulhada na corrupção, violência, imoralidade, desonestidade pensamos numa ação humana pecaminosa, que é a mentira facilitadora de todo caos que vivemos.

    Portanto, a mentira é um grave problema das pessoas. Violamos a verdade em nossas conversas, nossas ações e nossos relacionamentos. Mentimos uns aos outros, para Deus e para nós mesmos.

    Em face deste grande problema, gostaria de destacar nesta pastoral, sobre quando mentimos para nós mesmos. Parece um absurdo, mas você pode concordar comigo, que uma das tarefas mais difíceis que temos é a de contar a verdade sobre nós para nós mesmos. Superficialmente, parece inacreditável que isto seja difícil. Quem sabe mais sobre nós mesmos do que nós?

    Todavia a pessoa que mais devemos querer que tenha uma boa opinião de nós, somos nós mesmos. É doloroso ao extremo enfrentar o lado escuro de nossas personalidades com a verdade cruel. Geralmente só o poder sobrenatural da convicção divina pode nos levar a enfrentar a realidade pessoal. Podemos nos considerar privilegiados porque o Espírito Santo não nos revela toda a verdade sobre nós de uma só vez. Quem poderia suportar tal autorevelação? Um vislumbre da santidade de Deus fez Isaías se maldizer. Jó e Habacuque quase pereceram quando Deus deu-lhes uma visão reveladora de si mesmos. Nós mentimos para nós mesmos.

    Nós vemos nossas próprias ações na melhor de todas as luzes possíveis. Onde somos rápidos para julgar os outros severamente, somos igualmente rápidos para nos desculpar. Somos mestres na arte de racionalização.

    Lembramo-nos de Davi, um homem segundo o coração de Deus. Quando caiu no pecado com Bate-Seba, recorreu a todas as suas astúcias para mascarar de si mesmo sua falta. Acrescentou assassinato por procuração ao seu crime, usando sua autoridade para enviar o marido de Bate-Seba, Urias, para as linhas de frente do combate.

    Após tomar Bate-Seba para si, Davi foi confrontado pelo profeta Natã. Natã abordou o rei com uma parábola aparentemente inofensiva: “ O SENHOR enviou Natã a Davi. Chegando Natã a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. Tinha o rico ovelhas e gado em grande número; mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha. Vindo um viajante ao homem rico, não quis este tomar das suas ovelhas e do gado para dar de comer ao viajante que viera a ele; mas tomou a cordeirinha do homem pobre e a preparou para o homem que lhe havia chegado.” 2 Samuel 12. 1-4

    Quando Davi ouviu esta história dos lábios do profeta, ficou furioso. O texto bíblico declara: “Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o SENHOR, o homem que fez isso deve ser morto. E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal coisa e porque não se compadeceu.” 2 Samuel 12. 5,6 Então Natã, com o risco de sua própria vida, colocou a espada profundamente na alma de Davi. Gritou para o rei: “Você é tal homem!”.

    Davi ficou despedaçado. Seu arrependimento foi tão severo quanto seu crime. Inundou seu travesseiro com lágrimas. A partir de uma consciência ferida, ele escreveu as linhas imortais do Salmo 51. Mas Davi não podia ver sua própria culpa diretamente. Somente quando Natã ergueu um espelho diante dele, disfarçando o pecado, Davi pode vêlo. Ele reconheceu claramente quando este foi encoberto na história do crime de outro homem. Contudo, ainda assim ele não fez a aplicação pessoal até que Natã apontou o dedo no seu rosto.

    Davi não estava só. Nesta tendência de autoengano, Davi representa cada homem.

    Temos que entender que a verdade é sagrada porque Deus é um Deus de verdade. Ele nada tem a ver com a falsidade. Podemos confiar totalmente na sua Palavra.

    Devemos nos espelhar nesse tipo de fidelidade à verdade. Devemos dizer a verdade, fazer a verdade e viver a verdade. Fazendo assim agradamos ao Deus da verdade.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 251 - O problema não está apenas no governo
    08/04/2018

    Nestes dias de tanta turbulência em nosso país, acredito que a parábola da figueira contada por Jesus (Lucas 13.1-9) pode nos ensinar uma preciosa lição.

    Jesus conta que um homem tinha uma figueira, foi procurar fruto nela, não achou, e mandou cortá-la. O agricultor pediu um ano para cuidar dela e, se no futuro, a figueira continuasse sem fruto, então poderia cortar. Jesus conta esta parábola no momento em que disseram a ele que Pilatos assassinara alguns galileus, enquanto eles faziam os sacrifícios exigidos pela Lei no Templo do Senhor. Jesus responde a isso, afirmando que esses galileus não eram mais pecadores do que os outros por terem sofrido desta forma, tampouco os dezoito que morreram quando caíram sobre eles a Torre de Siloé eram mais pecadores do que os outros habitantes de Jerusalém. 

    O que tem a ver o assassinato dos galileus, os dezoito que morreram na Torre de Siloé, o fato de serem mais pecadores ou não do que os outros que viveram e a parábola da figueira infrutífera? E o que isso tem a ver com o Brasil de hoje? 

    Precisamos voltar um pouquinho no texto. No capítulo 12 de Lucas, Jesus traz uma série de advertências e motivações, tais como: cuidado com o fermento dos fariseus; não tenham medo dos que matam o corpo, tenham medo daquele que pode matar o corpo e depois lançar no inferno; esta noite pedirão sua alma; não se preocupem quanto ao que comer e vestir, busquem o Reino de Deus e todas essas coisas lhes serão acrescentadas; façam tesouros no céu; estejam preparados, porque o Filho do homem virá; hipócritas! Vocês sabem interpretar o aspecto da terra e do céu, como não interpretar o tempo presente? 

    Neste contexto de olhar para eternidade, de pensar no juízo de Deus, de céu e inferno, de entender que esta vida é passageira e de que existe uma eternidade que pode ser vivida com ou longe de Deus, alguns chegam para Jesus e contam que Pilatos misturou o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles. Jesus parece que não dá a mínima para este acontecimento e diz que essas pessoas não eram as mais pecadoras por terem sofrido desta maneira, e o mais interessante, ele diz que se eles não se arrependerem, todos eles seriam destruídos! 

    Pilatos é uma autoridade romana, prefeito da Judeia, juiz que condena Jesus à morte, e que mata os galileus que estavam no templo oferecendo sacrifícios. Os dezoito que morreram ao cair a Torre de Siloé eram funcionários do governo romano que estavam construindo essa torre, possivelmente, com dinheiro desviado do templo. Josefo, o grande historiador judeu do primeiro século, relata que Pilatos teria se apropriado dos tesouros do templo para construir esta torre que servia para o abastecimento de água da cidade. Então são duas questões claramente políticas, mas Jesus, neste momento, não emite nenhuma palavra de condenação a Pilatos, ao governo romano, à corrupção. O que Jesus faz é chamar os próprios judeus ao arrependimento. Se não, todos perecereis! Essa resposta de Jesus é intrigante. Esperava-se que Jesus reagisse com uma denúncia violenta contra os dominadores romanos. Mas, o que Jesus faz é um apelo para que os judeus se arrependam!

    As pessoas chegam para Jesus e dizem que o problema está no governo, está em Pilatos, está com os romanos. Elas não ouvem todas as advertências e ensinamentos de Lucas 12. Tiram o foco de si mesmas e se justificam acusando Pilatos pelo grande mal que ele fez. Mas Jesus disse que elas precisavam olhar para dentro de si e encontrar frutos nelas mesmas! 

    A preciosa lição de Jesus para nós é que precisamos olhar para os nossos pecados ou para dentro de nós mesmos para ver em quê ou onde precisamos nos arrepender. O profeta em 2 Crônicas 7.14 diz: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra”. A solução para nosso país está quando o povo de Deus se humilha, ora, se arrepende! Depois de confessarmos a nossa corrupção pecaminosa, precisamos orar e jejuar para buscar o favor, a graça e a intervenção divina para o nosso país. É nosso dever orar pelas autoridades (1 Timóteo 2.2) para que tenhamos tempos de paz e prosperidade. Depois de orarmos, o outro passo inadiável é comprometer-nos com uma ação concreta, para declararmos à sociedade que a nossa IPPI está inconformada com o conformismo dos homens, para se conformar aos inconformismos de Deus.

    Jesus nos alerta que somos a figueira e precisamos frutificar. Que Deus traga um avivamento, despertamento a nós, nos limpando, alimentando nossa alma, e que em breve, Ele encontre muitos frutos em nós!

    Pr. Carlos Roberto (Bob) 

  • 250 - Páscoa, uma mensagem de reconciliação
    01/04/2018

    A grande ênfase da Páscoa está na morte e na ressurreição de Jesus e na mudança que sua presença provoca. Enfrentando mortes (simbólicas ou não) ou vitórias, a centralidade de nossas vidas pode estar na transformação de paradigmas (como no caso, a morte, até então, era invencível e a ressurreição, impossível) e na celebração de uma nova vida como proposta pela Páscoa: passagem de um estágio a outro, da desesperança para a esperança, do desânimo para o ânimo novo, da fraqueza para o vigor. 

    Sendo assim, Páscoa celebra e denota também o mistério da reconciliação! Mistério porque é Deus reconciliando a humanidade consigo numa iniciativa que partiu dEle (mesmo que não tenha sido o que optou pela autonomia e pela isolação de nós). E não foi um “plano B” para uma humanidade que escolheu ser independente do Pai (mesmo precisando de Sua orientação, de Sua direção) após a criação, mas como algo já planejado desde sempre, desde a eternidade, pois Deus já cria redimindo, salvando (o Cordeiro de Deus para a Páscoa – Jesus – foi morto “antes da fundação do mundo” – Apocalipse 13.8). Páscoa é passagem de uma vida independente dEle para uma vida com Sua presença, e é muito difícil não abrir a porta de nossa casa interior para essa reconciliação, não se constranger, não se curvar a isso, tendo em vista que Ele mesmo vem a nós e nos chama! 

    A reconciliação proposta pela Páscoa é algo fantástico, bárbaro! É uma proposta ampla demais, uma vez que se estende para uma reconciliação com a vida interior, com nossa vida – com nossos relacionamentos, com nossas tarefas profissionais, nossas esperanças, nossos sonhos, por ser uma proposta de vitória sobre a morte (nossa morte física e a dos que amamos é apenas isso: morte corporal, porque vida com o Senhor no além-físico, no metafísico; e a morte espiritual ou de emoções pode ser vencida por meio da reconciliação com o Criador). Tal proposição não é apenas hipótese, sugestão, é mais: é garantia! 

    Que você experimente essa novidade em sua vida todos os dias, que você vivencie a Páscoa – com toda a sua significação – cotidianamente! Sempre que vivenciando desespero, perdas, mágoas, brigas que parecem sem solução com pessoas estimadas e∕ou muito amadas e diversas outras intempéries, lembre-se que o terceiro dia vem! Cristo ressuscitou ao terceiro dia (entregou seu espírito a Deus às três da tarde e ressurge dos mortos na madrugada de domingo, exatamente como prometido: ao terceiro dia após sua morte – Marcos 14.58) e este tempo também chega para nós! Que o Espírito nos conceda “marcos simbólicos” que nos permitam perceber essa “passagem” de um momento a outro, de um tempo marcado por tristezas, choros, cansaço, para um tempo de refrigério, paz, alegria, marcado por reconciliação e que te dê a percepção da amplitude da vivência da Páscoa!

    Cristo celebrou a páscoa e instituiu a Santa Ceia e nós cristãos de todo o mundo devemos comemorar a sua Morte e a sua Ressurreição, pois o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo deu a sua vida em resgate de muitos. Ele foi crucificado, morto e sepultado, porém ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos; subiu ao Céu enviou o Espírito Santo está assentado á direita de Deus Pai Todo Poderoso, de onde há de vir julgar os vivos e os mortos.

    Portanto, a Páscoa é o anuncio que em Cristo temos a libertação dos nossos pecados, temos a vida eterna e podemos ser habitados pelo Deus Vivo! Crer assim muda inteiramente o nosso viver!  E o teu?

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

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