Informativos / Boletins

  • 233 - FAÇA DIFERENÇA ONDE VOCÊ ESTÁ
    12/11/2017

    Certa vez, um homem aproximou-se de Martinho Lutero anunciando com entusiasmo que recentemente havia se tornado cristão. Desejando esesperadamente servir ao Senhor, ele perguntou a Lutero: “o que devo fazer agora?”, como se dissesse: deveria tornar-me um pastor ou, talvez, um evangelista itinerante?

    Lutero lhe perguntou: Qual é o seu trabalho agora?
    “Sou um sapateiro.”
    Para a grande surpresa do sapateiro, Lutero respondeu: “Então faça bons sapatos e venda-os por um preço justo.”

    Ao nos tornarmos cristãos, não precisamos nos retirar do chamado vocacional que já temos. Nem temos necessidade de justificar este nosso chamado, qualquer que seja ele, em termos de seu valor espiritual ou de sua utilidade evangelista. Simplismente exercitamos qualquer que seja o nosso chamado como novos motivos, objetivos e padrões de glorificação a Deus – e com um compromisso renovando de exercitar nossa vocação com ainda maior excelência e mais altos objetivos.

    Uma forma de refletir nosso Criador é sermos criativos extamente no lugar onde estamos e com os dons que nos foram dados. Como diz Paulo, “Cada um permaneça na vocação em que foi chamado [...] Irmãos, cada um permaneça diante de Deus naquilo que você foi chamado” (1 Coríntios 7.20-24). Ao fazermos isto, cumprimos nossa vocação divina de reformar e embelezar nossas várias atividades para a glória de Deus.

    Certa vez, ouvi Os Guinness falar sobre o que tal reforma exigiria. Ele afirmou que a principal razão por que os cristãos não estão fazendo mais diferença em nosso mundo não é porque não estão onde deveriam estar. Em outras palavras, existe uma grande quantidade de artistas, advogados, médicos e homens de negócio que são cristãos. Ao contrário, a razão principal é que os cristãos não são quem deveriam serexatamente no lugar onde estão.

    Externamente, pode não haver nehuma diferença claramente discernível entre a atividade de um não cristão e aquela de um cristão. Muitos têm observado que uma abornagem de transformação da cultura não significa que toda atividade praticada por um cristão (projetando computadores, consertando carros, vendendo seguro de vida, ou qualquer outra) deva ser externamente diferente da mesma atividade praticada por um não cristão. Pelo contrário, a diferença é encontrada “no motivo, objetivo e padrão”. John Frame escreve: “O crsitão procura trocar seus pneus para a glória de Deus, ao passo que o não cristão não o faz. Porém, esta é uma diferença que não pode ser captada numa fotografia. Ao trocarem pneus, um cristão e um não cristão podem se parecer muito um com o outro”.

    Cristo não é apenas Senhor da igreja; ele é supremo também sobre a família, as artes, as ciências e a sociedade humana de modo geral. Nas famosas palavras de Abraham Kuyper: “Não há um único centímetro quadrado no domínio intregral de nossa existência humana sobre o qual Cristo, que é soberano sobre tudo, não afirme: ‘É meu!’"

    É por isso que não devemos nos retirar do mundo, mas, ao contrário, devemos trazer os padrões da Palavra de Deus para se relacionarem com todas as dimensões da cultura humana. Fazer diferença para Cristo significa colocar todas as áreas de nossas vidas sob seu senhorio. Devemos viver em apaixonada devoção a ele o tempo todo e em toas as circustâncias. Ao fazermos isto, o poder renovador de Deus é desencadeado por meio de nós.

    Portanto, ao passo que os cristãos devem se afastar de motivos que enaltecem sua própria pessoa e ignoram os objetivos de Deus, além de abaixar os padrões de trabalho do mundo (nossa separação espiritual), não devemos nos separar das pessoas, lugares e coisas do mundo (uma separação espiritual). Devemos ser moral e espiritualmente distintos sem estarmos culturalmente segregados.

    Em Lucas 16.9, Jesus encoraja seus discípulos a igualar a engenhosidade das pessoas do mundo na busca por alcançar seus objetivos, mas deixa claro que os objetivos que os critãos buscam são diferentes. Devemos focalizar a glória da era por vir, e não as buscas mundanas por prazer, lucro e posição. O velho ditado de que os critãos não devem ser tão focalizados no céu a ponto de não ter mais nenhuma atividade terrena é verdadeiro até certo ponto, mas no mundo de hoje, o bem terrestre do cristão depende de nossa mentalidade celestial. Isto me faz lembrar a observação de C. S. Lewis de que os cristãos que fazem mais pelo mundo atual são aqueles que pensam mais a respeito do próximo.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 232 - O PLANO DE DEUS PARA O GÊNERO SEXUAL, SEXO E CASAMENTO
    05/11/2017

    ...Continuação da Mensagem do Boletim 231 - "Confusão de gênero sexual e a mensagem do Evangelho".

    Acerca de todas estas confusões, a igreja deve ousadamente apresentar uma cultura alternativa aos valores da cultura dominante. A igreja deve ser a contracultura que reflita um conjunto alternativo de prioridades. Em outras palavras, a igreja deve ser um lugar onde o casamento é tido em alto estima tanto na prática quanto no ensino e na disciplina, e a igreja deve ser dessa maneira, por causa do seu compromisso com o evangelho. Uma contracultura moldada pelo evangelho deve proclamar e incorporar o evangelho de Jesus Cristo de tal maneira que o plano de Deus para gênero, sexo e casamento seja claro e irrefutável. Isso irá requerer tanto a mensagem contra cultural da igreja quanto a prática contra cultural entre as pessoas e famílias da igreja. Assim, permita-me destacar brevemente três contrapontos à visão de mundo anteriormente mencionada que devem estar no centro do testemunho evangélico a respeito dessas questões. 

    Verdade 1: o gênero sexual é algo que você é antes que aprenda qualquer coisa - As distinções entre homens e mulheres encontram a sua origem na boa criação de Deus, não no que aprendemos da cultura. Isso não é negar que as pessoas absorvem da cultura suas ideias sobre gênero sexual, sendo que algumas delas são totalmente inúteis. No entanto, esse fato não deve ser usado para suprimir a verdade que no início Deus diferenciou o ser humano como homem e mulher no seu plano original da criação. E nem deve obscurecer o fato de que Deus indubitavelmente chamou essa diferenciação “boa” (Gênesis 1.27,31). A reunião do primeiro homem e da primeira mulher foi à união mais saudável, completa e satisfatória que jamais existiu e envolveu um homem liderando a sua esposa e uma esposa seguindo a liderança do seu marido (Gênesis 2; 1Coríntios 11.3; Efésios 5.21-33). E, embora nenhum outro casamento possa alcançar essa perfeição antes da glória, os evangélicos precisam esforçar-se com integridade para chegar perto desse ideal. E precisam fazer isso mesmo quando isso vá contra costumes enraizados na cultura geral.

    Verdade 2: o sexo é para Deus antes que haja qualquer prazer duradouro - Deus não é um desmancha-prazeres cósmico quando o assunto é sexo. A intenção de Deus para as suas criaturas é que elas desfrutem desse grande presente para o bem dele. No entanto, quando as pessoas tratam o prazer como o objetivo do sexo, elas não apenas terminam na imoralidade, como também acabam com menos prazer. A única maneira de maximizar o prazer, que foi a intenção de Deus para a nossa sexualidade, é viver na luz da verdade que o nosso corpo não é para a imoralidade, mas para Deus. 

    Foi por isso que o apóstolo Paulo uma vez confrontou um grupo de viciados em sexo na igreja de Corinto que estavam visitandoprostitutas (1  Coríntios 6.15). Paulo explicou a eles que o Espírito Santo habita no corpo do crente e, assim, faz o corpo físico ser de suma importância na atual era. Pelo fato de o Espírito residir dento do templo do corpo do crente, o crente não tem o direito de afirmar que é dono do seu próprio corpo: “...fostes comprados por preço” (1Coríntios 6.20). Desse modo, Paulo lembra-nos que não somos os donos de nós mesmos. Pertencemos a Deus porque ele nos comprou pelo preço de seu Filho e porque o Espírito de Deus habita em nós como garantia da redenção final. Como Paulo argumenta em outro ponto, a presença do Espírito é a base da nossa esperança de que Deus ressuscitará nosso corpo físico da sepultura (Romanos 8.11).

    Dessa forma, o que fazemos com nosso corpo em relação ao sexo importa para Deus. É por isso que em 1 Coríntios 6 Paulo conclui com um imperativo enfático: “...glorificai a Deus no vosso corpo” (1Coríntios 6.20). Quando Paulo fala de glorificar a Deus com o nosso corpo, ele tem em mente especificamente como o corpo é sexualmente usado. Podemos até mesmo parafrasear Paulo, dizendo: “Glorifique a Deus com o seu sexo”. Isso significa que o compromisso de união do casamento é o contexto prazeroso e que glorifica a Deus, no qual desfrutamos da nossa sexualidade. A ética sexual cristã não afasta as pessoas do prazer, mas as leva a ele.

    Verdade 3: o casamento é universal, não cultural - A Bíblia ensina que o casamento foi planejado e criado por Deus, não pela cultura humana. Na verdade, é interessante observar como o Novo Testamento prova esse fato à luz do Antigo Testamento. Quando Jesus e Paulo estabeleceram novas normas de compromisso matrimonial, eles não apelaram aos reis polígamos como Davi ou Salomão ou aos patriarcas polígamos como Abraão, Isaque e Jacó. Apesar de toda a importância que essas figuras têm na história da redenção, Jesus e Paulo não olham para nenhum deles como paradigma para entender o casamento. Em vez disso, Jesus e Paulo olham. Sem exceção, para a união monogâmica pré-queda da Adão e Eva em Gênesis 2 como a norma humana de sexualidade e casamento. “Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2.24; cf. Mateus 19.5; Marcos 10.7-8; 1 Coríntios 6.16; Efésios 5.31).

    O apóstolo Paulo diz que o grande “mistério” do modelo de casamento em Gênesis 2 (um homem e uma mulher em união de aliança) é que Deus o entendeu sempre como sendo uma sombra de uma realidade maior. A partir do jardim do Éden, a intenção de Deus para o casamento era que fossa uma parábola vivida na prática de outro casamento: o casamento de Cristo com a sua igreja (Efésios 5.31- 32). Assim, o casamento não é definido pela cultura, mas pelo próprio evangelho. Jesus ama a sua noiva com exclusividade e com sacrifício próprio; e a noiva de Jesus deve respeitar seu noivo e submeter-se a ele. Dessa maneira, o casamento pretende retratar um arquétipo do evangelho que tem raiz nos eternos propósitos de Deus. O evangelho que molda esse arquétipo é também a esperança para a humanidade e o contexto no qual a felicidade humana alcança o seu pleno potencial. Aqui está o significado profundo do casamento e as igrejas fiéis deverão se envolver com a cultura com a proclamação dessa verdade e a prática que a confirma.

    Portanto, o que a nossa sociedade precisa mais do que qualquer coisa é que nós como cristãos apresentemos um fiel contratestemunho a respeito dessas questões (Gênero Sexual, Sexo e o Casamento). As mensagens vindas da cultura são claras. A mensagem da igreja deve ser mais ainda.

    Pr. Carlos Roberto (Bob) 

  • 231 - Confusão de Gênero Sexual e a Mensagem do Evangelho
    29/10/2017

    “Eu beijei uma menina e gostei” era o título de uma música que dominou a onda da música pop durante o verão de 2008. Embora a letra tenha escandalizado muitos ouvintes, adoslecentes ao redor do país adotaram a música em ritmo de rock como hino oficial da nova geração. Katy Perry escreveu e gravou essa canção acerca de uma garota que vai a uma festa, bebe demais e decide faszer experiência com sua sexualidade. Perry narra a experiência na primeira pessoa e descreve sua ambivalência sobre o acontecimento dizendo: “Parecia tão errado, parecia tão certo”. Ela se preocupa sobre se seu namorado ficará ou não ofendido com o seu comportamento. Aparentemente, ao não se declarar lésbica. Ela simplesmente diz que fez o que fez “apenas para experimentar”.

    Não conto essa história para ofender Katy Perry. De qualquer modo, o melhor que os evangélicos fariam seria simplesmente orar por ela. Conta à história dela porque, de algum modo, esta esboça a confusão de gênero sexual presente em nossa atualidade, tanto na cultura mais ampla como também dentro de alguns setores da subcultura evangélica. Há ainda para muitos um “ponto de interrogação” sobre o que eles pensam que significa viver com homem ou mulher.

    De ídolos da cultura popular a livros sobre sexualidade humana escritos por acadêmicos, a cultura ocidental contemporânea confronta cristãos com uma visão mundial que conflita com os ensinamentos da Bíblia sobre masculinidade e feminilidade. Essa visão de mundo tem implicações para quase todo o setor da sociedade, e os cristãos dificilmente podem se manifestar sobre essas questões fora dos limites de sua preocupação com o evangelho. De fato, no meio da cultura de confusão de gênero, é mais necessário que o cristão nunca personifique uma contracultura formada pelo evangelho. Em outras palavras, os cristãos deveriam estar no mundo, mas não ser o mundo, para o bem do mundo nas questões de gênero e sexualidade.

    Viver no mundo exige dos cristãos que sejam como os homens de Issacar, que conheciam sua época e sabiam o que o povo de Deus devia fazer (1 Crônicas 12.32). Isso porque a igreja é, afinal de contas, o pilar e a base da verdade (1 Timóteo 3.15). É a igreja que Deus designou para evangelizar o mundo (Mateus 28.19-20). E é a igreja que deve ver a cultura de confusão de gênero sexual como ela é, para que a contracultura do evangelho possa prosperar nela. 

    Nestes últimos anos tem se falado muito em nossa sociedade da “guerra de culturas”, uma guerra entre evangélicos e humanistas seculares sobre temas como o aborto, a educação pública e a religião, a homossexualidade e outra quantidade de temas controvertidos. Um autor cristão, ao comentar sobre esta guerra de culturas, faz a observação perspicaz de que os evangélicos perderam essa guerra faz tempo. Observa que os evangélicos tem criado sua própria subcultura, com os mesmos valores da cultura dominante! Têm seus próprios programas e canais de televisão, sua diversão e entretenimento, sua publicidade paga, seus noticiários, revistas e ofertas especiais. Claro que ainda tem valores e princípios especiais, mas na realidade representam uma cópia da cultura que atacam. Tornaram-se uma subcultura e tem perdido a possibilidade de ser verdadeiramente uma contracultura. Entendemos que os evangélicos com a sua subcultura ficam em seus guetos, espaços, estruturas... Portanto, isolados e, não oferecem alternativas para esta cultura pecaminosa que impera em nossa sociedade. Em contrapartida o Evangelho nos desafia a tarefa de vivermos uma contracultura, de ser resposta e alternativa a esta cultura imperante, e não nos conformamos em sermos subcultura, um fragmento a mais, uma opção a mais no supermercado de filosofias, seitas e religiões. 

    “Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor”, não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las.” John Stott. 

    Uma contracultura moldada pelo evangelho deve proclamar e incorporar o evangelho de Jesus Cristo de tal maneira que o plano de Deus para gênero, sexo e casamento seja claro e irrefutável. Isso irá requerer tanto a mensagem contracultural das igrejas quanto a prática contracultural entre as pessoas e familias nessas igrejas.

    Vemos claramente o quanto à cultura mundana se posiciona em oposição à visão de mundo cristão. Mas a resposta dos cristãos a essa oposição não deve ser simplesmente a de amaldiçoar as trevas e retirar-se da cultura. Em vez disso, o que a cultura precisa mais do que qualquer coisa é que a igreja de Cristo se envolva com a proclamação do projeto de Deus para a sexualidade e o casamento humanos e demonstre na prática essa verdade de maneira totalmente saudável. A igreja deve ser a contracultura que reflita um conjunto alternativo de prioridades. Em outras palavras, a igreja deve ser um lugar onde o casamento é tido em alto estima tanto na prática quanto no ensino e na disciplina, e a igreja deve ser dessa maneira por causa do seu comprimisso com o evangelho. 

    No final, Katty Perry e toda esta confusão de gênero sexual presente em nossa sociedade não são o problema principal. Eles são um sintoma de um sistema maior estabelecido contra Cristo e seus propósitos no mundo (1 João 2.15-17). E que nossos amigos e vizinhos precisam mais do que qualquer coisa é que nós como cristãos apresentemos um fiel contratestemunho a respeito dessas questões. As mensagens vindas da cultura são claras. A mensagem da igreja deve ser mais ainda. Crendo que o poder do evangelho é maior do que qualquer paixão inflamada de uma sexualidade pecaminosa. Se o evangelho não for capaz transformar essa área, como poderemos confiar em sua ação em nossa ressurreição n último dia?

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

    Continuaremos esta pastoral semana que vem...

  • 230 - Neste mundo desanimador, sejamos fortes e corajosos!
    22/10/2017

    ‘’Voltem-se para mim e sejam salvos. Todos vocês, confins da terra; Pois eu sou Deus, E não há nenhum outro. “Por mim mesmo eu jurei...” Isaías 45.22,23

    Em Isaías acima citado, Deus diz aqui: ‘’Eu sou o único Deus, por isso voltem-se para mim e vocês serão salvos’’. Ele fez também uma declaração: ’’Por mim mesmo eu jurei’’. Algumas traduções dizem: ‘’Eu jurei a mim mesmo’’. Não se deve jurar. Eu não defendo jurar. Não jure. Mas o que dizem as pessoas maliciosas que juram? Elas dizem: ‘’Juro por Deus’’, certo?

    Deus mesmo diz: ‘’Juro por mim mesmo’’. Isso é impressionante. Pelo que você juraria? Queremos jurar pelo maior poder que existe. É maravilhoso - temos um Deus no céu que diz: ‘’Juro por mim mesmo, porque não há nada maior. Eu sou o único Deus’’. 

    Ele continua: “A minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada”. Em outras palavras, ele diz: “Quando digo algo irá  contecer, isso acontecerá”. Quando você e eu dizemos que algo irá acontecer, a probabilidade é de 50%. Não temos, no final das contas, o controle.  Mas Deus tem. Ele diz: “Quando digo algo, isso acontece. Juro por mim mesmo. É a minha boca que está dizendo, por isso saiba que acontecerá.”

    Deus continua: “Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará”. O que ele está dizendo aqui é: “Juro por meu próprio nome e, quando digo algo, isso acontece. Um dia todas as coisas criadas se dobrarão perante a mim. Todos reconhecerão que eu sou Deus”.

    Não sei o que isso representa para você. Houve um tempo e minha jornada cristã em que eu quase tinha medo desse poder. Agora, essa é a minha maior segurança. Se Deus é por mim, quem pode ser contra mim? Quando não falarmos sobre o poder de Deus, perdemos nossa segurança. Parecerei um tanto simplório enquanto viver neste mundo. Em razão da minha moralidade, daquilo em que creio, e pelo fato de eu confiar na Bíblia, parecerei tolo para muitas pessoas. Falarei a respeito desse Jesus que morreu por nossos pecados, e muitas pessoas o rejeitarão. Mas sei que chegará o dia em que esse Deus virá. Eu estou ao lado dele, por isso me curvo agora. Deus é poderoso. Ele colocou seu Espírito em nós, como filhos, devemos ser corajosos.

    Em Josué 1. 6-9 diz: “Seja forte e corajoso... [ ] Seja forte e corajoso!...”

    Deus diz a Josué repetidas vezes: “Seja forte e corajoso. Seja forte e corajoso. Seja forte e corajoso. Seja forte e corajoso. Não se apavore”. Força e coragem devem tipificar-nos, caracterizar-nos e definirnos. Por causa do Espírito que está em nós, não devemos ter medo.

    Há dias em que me sinto desencorajado, até mesmo derrotado. Meus amigos colocam o braço a minha volta, choram comigo e dizem coisas como:

    - Sinto muito. Sei que é difícil.
    - Por que você não tira umas férias?
    - Talvez você precise de mais tempo com a família.
    - Você deveria dormir mais.

    Anseio pelo dia em que, em vez disso, alguém me diga: “Bob, sabe de uma coisa? Você é uma pessoa ousada. O Espírito Santo de Deus está em você. Sei que as coisas não são fáceis. Mas seja forte e corajoso”.

    Não conheço muitos cristãos que se reúnem e encorajam uns aos outros. Pedro e João deixaram as pessoas surpresas por sua intrepidez; todavia, quando saíram da prisão, oraram por mais intrepidez! Em Efésio 6.19,20, Paulo, o sujeito mais destemido da terra, pede: “Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que [...] eu fale com coragem, como me cumpre fazer”. Os membros do Corpo de Cristo precisam mais uma vez impor as mãos uns sobre os outros, orando por intrepidez e força. Devemos lembrar uns aos outros que servimos a um Deus todo-poderoso. Ele voltará, e todo joelho se dobrará. Ele jurou por si mesmo que isso acontecerá. Podemos parecer tolos agora, mas precisamos permanecer a seu lado e fazer tudo o que sua Palavra diz. Vivamos isso. Andemos nisso. Insistamos uns com os outros na direção da intrepidez, do poder e da força. Assim, diante deste mundo desanimador, sejamos conhecidos como fortes, intrépidos e corajosos.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 229 - A RAZÃO DE SER DA MISSÃO CRISTÃ
    15/10/2017

    Quanto mais eu vivo, mais me certifico de quanto à humanidade carece do conhecimento da verdade pela fé cristã. Há três realidades sobre a vida que nos pressionam e se tornam especialmente insuportáveis para seres que pensam: a vida é curta, a vida é dura e a vida é incerta. E a mensagem cristã mostra ser ainda mais fundamental quando percebemos que essas três verdades se somam a nossa falta de amor ao próximo – que se evidencia, por exemplo, nas nossas relações trabalhistas, nas normas que criamos e nos modelos políticos que concebemos. Forjamos um mundo no qual não podemos viver.

    Estou certo, mais do que jamais estive em toda a miha vida, de que a causa dos nossos infortúnios reside nas trevas que nos envolve e nos impede de saber quem somos, de onde viemos, para onde vamos e, consequentementete, quais as causas reais do mal-estar da civilização. Ainda não encontrei mensagem que sastisfaça o espírito de criaturas sensíveris e inteligentes, exceto a proclamada por Cristo: o evangelho. É uma mensagem completa. E necessária.

    Dedicar os anos de vida que me restam à proclamação do cristianismo é o que mais almejo. Desejo viver de modo que tudo o que eu fizer ornamente a verdade, criando ao mesmo tempo uma plataforma que me permita pregar Cristo para o maior número possível de pessoas.

    Uma das passagens bíblicas mais significativas sobre a razão de ser da missão cristã está em Mateus 9.35-38.

    Aqui vemos um fato aparentemente evidente, mas bastante significativo: Jesus tinha contato com as pessoas. Se ele viu as multidões é porque estava próximo delas. Não há nada que supere a experiência de campo. Não pense que você pode ter ideia exata sobre os problemas sociais do Brasil. Por exemplo, apenas lendo o jornal; é preciso ir lá onde os problemas acontecem. Essa relação permite que se forme uma opinião pessoal bem sólida, além de criar oportunidades para conhecer e amar pessoas reais.

    Jesus se compadecia das pessoas. A condição humana é trágica: todos estamos expostos a uma vida dura, curta e incerta; sujeitos a uma cultura religiosa que põe na boca de Deus o que ele nunca falou – milhões estão à mercê da bandidos que assumem os mais altos postos de governo. Cristo vê esse quadro calamitoso e se compadece. 

    O homem carece de direção, pois está aflito, exausto e sem saber o que fazer da própria vida. Ovelha sem pastor! Isso vale para o pobre, o rico, o culto, o inculto, o idoso, o jovem. Sim, a condição humana é trágica. 

    Em seguida, vemos que Jesus se dirigiu a seus discípulos, a quem disse: “A seara, na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos” (V. 37). A cena é belíssima, pois retrata Cristo abrindo o coração com os seus amigos. Por que Jesus se dirigiu aos discípulos? Porque é de se esperar que a igreja entenda o coração de Deus. E por que a seara é grande e os trabalhadores, para todo lado, e você e eu somos viciados em nós mesmos. Vivemos focados na nossa felicidade. Por isso, ignoramos os homens. Desaprendemos a amar. Se a igreja, a comunidade daqueles que foram tornados sensíveis à voz de Deus, não atender ao apelo de Cristo, o que será das ovelhas alfitas e exaustas?

    Diante disso, precisamos orar. “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (v. 38). Só Deus para nos fazer incorporar a vida do próximo ao nosso conceito de felicidade. Precisamos daquela obra do Espírito que nos envia para onde jamais iríamos se o amor de Deus não nos vessse movido. Observe que a oração é para que Deus envie trabalhadores para a sua seara, e não vagabundos. 

    Em Mateus 9.35-38 começa com uma explicação importante sobre a forma como Jesus realizava a missão. A missão cristã aponta que devemos primeiro, ensinar, isto é, explanar o conteúdo do evangelho e aplicar suas consequências práticas à vida dos convertidos. Segundo, pregar, mostrar ao homem o caminho que leva ao céu. Terceiro, curar, ajudar as pessoas a se livrarem do que as limita, a fim de que sirvam a Deus e ao próximo na plenitude de seus ser. 

    Ensinar, pregar e curar pressupõe amar. São três modos de servir à humanidade que só podem ser praticados com beleza, autencidade e eficácia por aquele que teve acesso ao coração de Cristo e passou a sentir o que Jesus sente por um mundo aflito e exausto, que mais se parece com um rebanho de ovelhas que não têm pastor.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

    Adaptado do livro Teologia da Trincheira de Antônio Carlos Costa

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