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  • 244 - Uma combinação saudável: Temor e alegria
    18/02/2018

    O que acontece quando verdadeiros cristãos permanecem sob a influência do ensino bíblico, em uma comunhão espiritual, do viver com simplicidade, dedicados à oração? Atos 2.43 diz: “Em cada alma havia temor”. “Temor” fala-nos sobre um senso de reverência. É reservado para tempos especiais quando as pessoas são tomadas de admiração por causa de algo divino ou poderoso que desafia a explicação humana.

    A nossa igreja deve ser capaz de instilar um senso de temor em nossa comunidade. A igreja primitiva fez isso. O versículo 43 diz que em todos havia temor, por causa dos “muitos prodígios e sinais... feitos por intermédio dos apóstolos”. Deus cura as pessoas de suas feridas, une lares destroçados, liberta pessoas da escravidão do pecado.  Entendamos as palavras:  PRODÍGIO = “DUNAMIS” - Significa poder real. O milagre tipo prodígio demonstra o poder de Deus, e apela à nossa admiração, pasmo, reverência. É o exercício do poder divino na esfera deste mundo humano e natural. SINAL = “SEMEION” - Significa marca, prova. O milagre com este nome é um meio autenticador divino e apela à nossa razão. Como sinal fala do reino espiritual superior de Deus, cujas verdades são simbolizadas por estes sinais reveladores. Portanto, este termo destaca o aspecto teológico e doutrinário do milagre divino. Em resumo, Ele transforma vidas. Quando a igreja segue o plano de Deus, Ele fará coisas admiráveis e poderosas em vidas individuais diante de um mundo observador.

    Aprendemos (conforme o texto de Atos 2. 42-47) que o culto da igreja primitiva  era  alegre e reverente. Não se pode duvidar da alegria deles; está escrito que tinha alegria e singeleza de coração (46). Mas cada culto de adoração deveria ser uma alegre celebração dos atos poderosos de Deus através de Jesus Cristo. O culto público pode ser majestoso, mas é imperdoável que seja enfadonho. Ao mesmo tempo, a alegria deles nunca era irreverente. Se a alegria do Senhor for uma obra do Espírito, o temor do Senhor também será autêntico. Em cada alma havia temor (v.43), isso parece incluir tantos cristãos como não-cristãos. Deus havia visitado a cidade; estava no meio deles, e eles sabiam disso: curvavam-se diante dele com humildade, maravilhados. Entretanto, é errado imaginar que, no culto público, reverência e alegria sejam mutuamente excludentes. A combinação entre alegria e temor, dá um equilíbrio saudável à adoração.

    Mediante esta performance apresentada pela igreja primitiva, compreendemos que o temor a Deus nos empurra para viver da graça e pela graça de Deus. Temê-LO é estar cheio de Deus. Quando estamos cheios de Deus, nós experimentamos a Sua graça, e as pessoas veem em nós esta mesma graça.

    O temor a Deus é um dos frutos gerados pela comunhão cristã. Pois, a verdadeira comunhão frutifica, na vida da igreja como um todo e na vida de cada cristão em particular, um santo temor a Deus. Lucas destaca: “Em cada alma havia temor” (Atos 2.43). E o temor a Deus, como todos sabem, é o princípio do saber (Provérbios 1.7). 

    O temor, então, é uma trilha para o enriquecimento de nossa vida espiritual. Se, através do temor, aprendemos a reverenciar a Deus, certamente nossos pés serão postos no caminho que leva à sabedoria.

    O texto bíblico de Atos 2. 43, 46-47: ensina-nos   que devemos nos aproximar de Deus com gratidão, com louvor e com ação de graças. Mas o regozijo sem reverência se transforma em encenação espiritual, e estamos vivendo num período assim.  Precisamos mais do que nunca aprender a colocar a reverência em nosso regozijo. A reverência começa com o temor.  O temor é o caminho para a reverência. Na concepção bíblica temor e medo são sentimentos diferentes. Pois, o medo nos afasta de Deus. O temor nos coloca trêmulos aos Seus pés.

    O temor dá lugar à reverência, e com a reverência, a alegria se desperta novamente. A encenação espiritual dá lugar à verdadeira adoração. Por isso, que o seu regozijo seja cheio de reverência e temor piedoso.

    Eu anseio ver a nossa igreja viva para Deus e para a comunidade. Uma igreja que ensine doutrina com zelo e adore a Deus com fervor. Tema a Deus com regozijo, ame e acolha aos que se aproximam. Uma igreja que prega a verdade, mas vive em amor. Uma igreja onde a proclamação não está na contramão da comunhão.

    Que o meu e o seu anseio se torne motivo das nossas orações até que vejamos cair sobre nós essa bendita chuva da restauração espiritual. Aleluia!

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

  • 243 - O lugar mais seguro da terra
    11/02/2018

    Com a ideia de fazermos uma pastoral pensando no aniversário de nossa igreja, resolvi fazer um resumo e uma adaptação do livro de Larry Crabb, “O lugar mais seguro da Terra”, que faz uma alusão à igreja.

    O presente livro, como o próprio nome já diz, trata sobre a comunidade cristã, o Lugar mais seguro da Terra, lugar aonde as pessoas podem se conectar e se transformarem para sempre. Lugar onde essa comunidade tem a capacidade de exercer uma função terapêutica, capaz de transformar a vida de muitos cristãos que estão longe de vivenciar as bênçãos da unidade do Corpo de Cristo. 

    O autor nos convida a virarmos nossas cadeiras enfileiradas, arrumadas, onde nenhuma se toca, a deixarmos de olhar para as “lindas nucas” de nossos irmãos, sairmos da nossa zona de conforto, do estado de dormência e torpor que permanecemos durante anos, para derramarmos a nossa vida na vida de outras pessoas que necessitam ser aceitas, e necessitam conhecer a transformação que ocorre quando os Filhos de Deus resolvem deixar de lados suas vidas egoístas, individualistas, e se voltam ao Espírito de Deus e andam no caminho estreito, trilhado por aqueles que entendem e celebram sua total dependência de Deus e dos outros, permanecendo firmes em Espírito e em Verdade.

    Larry Crabb tenta mostrar e nos dar imagens claras e brilhantes do único caminho que leva a vida, que desencadeia à verdadeira comunidade espiritual, do local mais seguro da Terra, onde as almas aflitas podem se conectar e serem transformadas pelo poder do Espírito para sempre.

    Muitas experiências vividas por Crabb, com sua esposa, como crises pessoais, momentos com amigos e irmãos em Cristo, depois de refletir sobre a aflição humana e sua importância, o autor, mesmo sendo psicoterapeuta, relata em toda a sua obra o grande significado da comunidade espiritual, enfatizando em muitos momentos que não haveria psicólogos, não haveria tratamentos para muitos problemas e distúrbios da alma se houvesse mais e verdadeiros amigos de alma dentro das comunidades cristãs. 

    O autor nos auxilia a uma compreensão da importância dos amigos nos momentos de dificuldades e lutas.  Assim, também, define uma maneira mais prática de nos expormos a outras pessoas no mundo em que vivemos.

    Compartilhar de uma comunidade espiritual não será fácil. Não é cômodo e agradável reconhecer nossa condição de aflitos, nossa confusão quanto às muitas questões que vivenciamos, mas será de grande valia acolhê-la com sabedoria em nossa caminhada, rumo à verdadeira estatura de co-herdeiros de Cristo. Muitas vezes a decepção baterá a nossa porta. O cristianismo não nos promete somente felicidade, mas a dor e o sofrimento certamente virão para nos provar e nos moldar para sermos verdadeiros amigos de alma, conselheiros e amigos espirituais.

    A comunidade clama por pessoas que abram seus corações, que não coloquem para debaixo do tapete suas deformidades morais, mas a revelam em seus piores momentos, com desejo de serem aceitos e mudarem de rumo, de alvo.

    Relacionamentos verdadeiros, ricos em profundidade com um oceano, coesos e dinâmicos como uma barreira de coral, só podem ser formados, para Larry, por pequenos grupos, sendo levados a voltarem suas cadeiras uns para os outros, conseguem se conhecer verdadeiramente, se facilita a conhecer as mazelas uns dos outros, aprender a viver em conjunto, em união, rumo à dinâmica que Jesus nos ensinou.

    Larry Crabb nesse maravilhoso e intrigante livro, com uma linguagem simples e didática nos convida a fazermos parte dessa comunidade, a invertermos a ordem do mundo, a expormos as dificuldades, os medos, mergulharmos no mundo problemático e difícil dos relacionamentos, admitir nosso fracasso, identificar as tensões, explorar nossas falhas, a não sermos simples gerentes de nossa vida, mas sim verdadeiros discípulos.

    Nosso Senhor Jesus orou para que nos tornássemos um, como Ele e o Pai são um, não há como esperar, já é tempo de edificar a igreja, uma comunidade de pessoas que se refugiam em Deus e encorajam umas às outras a não fugirem em busca de outro socorro, uma comunidade de amigos que sabem que a única maneira de viver neste mundo é se dedicando à vida espiritual.

    Queridos da IPPI que a nossa comunidade possa também ter este retrato de vida cristã, para que deixemos os não-cristãos curiosos e querendo experimentar desse presente, dessa dádiva. “...onde as pessoas se conectam e se transformam para sempre”

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

  • 242 - Da comemoração à responsabilidade
    04/02/2018

    Estamos caminhando para o quinto (5) ano de aniversário da nossa amada igreja e, por isso, hoje iniciamos aqui na Igreja Presbiteriana do Parque Industrial, os nossos 25 Dias de Oração por uma igreja que cresça em sua responsabilidade de contribuir para o crescimento do evangelho. Um tempo de uma vida sensível na presença do Senhor. Pois bem, nesta pastoral comemorativa desenvolvemos um tema, que expressa um movimento saudável para todos os cristãos, que é: da COMEMORAÇÃO à RESPONSABILIDADE. Apesar da grande felicidade por mais um ano de cuidado, ajuda, proteção, sustento... do Senhor, estamos conscientes de que fizemos pouco neste período.

    Dessa forma, acreditamos que as experiências advindas destes anos, não devem ficar nas páginas amareladas da história ou simplesmente na nossa lembrança. Deus quer também, colocar para cada membro da IPPI uma indagação relevante – O que a nossa igreja pode fazer mais pelo nosso bairro e região? 

    Recorramos à Bíblia. O capítulo 11 de Mateus (versículos 28 a 30) nos diz: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração: e achareis descanso para vossas almas porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” O que Jesus propõe é uma antítese à deturpada vida da cidade. Acreditamos que a nossa igreja, na qualidade de Corpo de Cristo, tem de incorporar este texto como estratégia de ação. Jesus está se propondo como solução para a sobrecarga e o cansaço do indivíduo. Ora, não há melhor maneira de definir o que a cidade produz na sociedade, senão pelo cansaço e sobrecarga. Até os vitoriosos estão assim, pois, a vitória, custou-lhes um alto preço que, certamente, a exemplo dos vencidos, também os fez ficarem exauridos.  

    A Igreja, portanto, percebendo isto, tem – o exemplo do Senhor – apresentar-se à cidade como antítese da vida urbana. Um lugar de refrigério e de descanso para estes esgotados. Isto quer dizer que, se na cidade há competição, na igreja deve haver cooperação; se lá, há perda de identidade, aqui, deve haver pleno autoconhecimento; se naquela, há solidão, nesta, deve haver comunidade.  

    Na Igreja a pessoa deve ser valorizada pelo que é e deve ter acesso aos valores que a cidade escamoteia (furta com habilidade, esconde, faz desaparecer sem que se perceba). A proposta de Jesus é que aprendamos dele. Você sabe qual a ideia de jugo neste texto? A figura que está sendo evocada é a do carro de boi. Jesus se apresenta como um dos bois que puxam o carro e está convidando a cada um de nós para que sejamos o outro, para dividirmos com Ele a carga. 

    À medida que caminhamos com Jesus na estrada da vida, aprendemos a viver com Ele, a enxergar a vida sob o Seu prisma, relacionando-nos com as pessoas como Jesus se relaciona. A ideia é mesmo a de um aprendizado. Jesus disse que haverá descanso àqueles que andarem lado a lado com Ele, pois é humilde de coração. De fato, só os humildes encontram descanso, pois não precisam provar nada a ninguém...

    Realizam-se naquilo que são, não naquilo que têm. Apenas os que descobrem que o sentido da vida é ser e não, ter, são capazes de abrir mão da fome e sede de poder; do egoísmo; do orgulho e da vaidade; encontrando, então, descanso para as suas almas. Toda essa disciplina não é fácil para o ser humano, pois é um confronto direto com a sua natureza. Precisamos aprender com Jesus. Ele disse que não precisamos nos assustar porque a carga é leve. Aqueles que estavam sobrecarregados deixaram seu fardo quando se uniram a Jesus e, agora, carregam um fardo novo, o fardo Dele, cujo peso não exige esforço porque, como a Bíblia nos ensina, é Ele quem carrega as nossas ansiedades (1 Pedro 5.7). A palavra de Cristo é que Ele não veio “esmagar a cana quebrada nem apagar a torcida que fumega” (Mateus 12.20). Jesus não tem nenhuma intenção de acabar com aqueles que já estão sendo destruídos, pelo contrário, a ideia é a de restauração. 

    Portanto, se a nossa igreja quer ganhar os bairros circunvizinhos, tem de oferecer aquilo que Jesus ofereceu, isto é, descanso e paz às almas. A Igreja tem de ser o meio através do qual Jesus atingirá cada pessoa, um lugar de refrigério e humanidade. Neste aniversário, Deus está presenteando a nossa igreja, com um grande desafio – De sermos uma comunidade transformadora. Um lugar de salvação, cura, restauração, onde as pessoas possam ser transparentes e amadas como são.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 241 - O até aqui e o daqui em diante de Deus
    07/01/2018

    Ao iniciarmos 2018 firmemos numa grande convicção: é sempre a fidelidade do Senhor, que faz com que perseveremos a despeito de quaisquer dificuldades. Portanto é a bondade divina, que nos ajuda a sermos fiéis no comprometimento deste excelente e prazeroso alvo. E neste ano, mediante há tantos desafios, como brasileiros e acima de tudo como servos de Cristo, creiamos e pratiquemos a declaração do profeta Samuel “Ebenézer” – “Até aqui o Senhor nos ajudou”. A nossa confiança é de que o Senhor que sempre nos ajuda, também há de acompanhar-nos por toda a jornada proposta por Ele!

    Assim como a declaração “Ebenézer” foi um portal de ânimo verdadeiro e durável para o povo de Deus, também a nossa oração é que esta mensagem bíblica igualmente gere ânimo dobrado em nossa comunidade, a fim de que tenhamos uma atuação reflexiva, relevante e próspera na cidade de Campinas.

    Desta forma, compreendamos um pouco da historicidade da expressão Ebenézer. Samuel foi o profeta mais importante desde Moisés, e também o último juiz de Israel. No final do período dos juízes, ele se projeta como aquele que ajuda Israel a se regozijar com o Senhor. Por meio dele, entramos na posse de uma palavra que é agora a senha para o poder de Deus que nos conduz ao caminho da perseverança: Ebenézer!

    Em hebraico, Ebenézer significa a pedra de ajuda. Samuel a usou numa época de vitória sobre os filisteus. Ele colocou uma enorme pedra entre Mispá e Sem, e a chamou Ebenézer, ao declarar: “Até aqui o Senhor nos ajudou”. Através dos séculos, o vocábulo se associou tanto com a oração de Samuel: “Até aqui o Senhor nos ajudou”, que o significado passou a ser quase sinônimo. Samuel tornou-se um dos grandes do Antigo Testamento porque fez de seu caráter um exemplo, ensinando a Israel à verdade libertadora do relacionamento inseparável entre a gratidão e a grandeza. Depois de ganhar a batalha, Samuel, em gratidão a Deus, construiu um altar e o chamou Ebenézer, a pedra da recordação. Diante de todo o povo ele disse: “Até aqui o Senhor nos ajudou”. Ana, sua mãe, teria ficado satisfeita, pois a sua gratidão se tornou o poder da grandeza de seu filho. O agradecimento nos prepara para um futuro triunfante.

    Todos nós precisamos dar graças pelo que passou e pelo que virá. A nossa capacidade de recordação, dada por Deus, deve ser preenchida com a Sua graça e com a nossa gratidão para recompensar as severidades de nossos fracassos. Quanta sensibilidade da parte de Samuel ao chamar de Ebenézer o seu altar de louvor!

    A expressão “até aqui” aponta também ao futuro. Ela não sugere que o povo de Israel já o tivesse alcançado, mas que o Deus que os trouxe até ali lhes reservava um futuro empolgante.

    Charles Haddon Spurgeon captou a dinâmica da expressão “até aqui”, ao afirmar: “A expressão [...] aponta para algo além. Pois, quando alguém chega a certo limite e escreve “até aqui”, ele não está ainda no fim; há ainda um longo caminho a ser percorrido. Mais provações, mais lutas, mais vitórias [...] Oh, tenha bom ânimo, cristão, e com grata confiança edifique o seu “Ebenézer”. Nossa confiança é de que o Senhor, que até aqui nos tem ajudado, há de acompanhar-nos por toda a nossa jornada!

    A estátua que Michelangelo esculpiu de Davi foi feita de um pedaço de mármore que outro artista havia rejeitado e jogado fora. Isso é o que Deus faz com o nosso passado. O que rejeitamos, ele transforma em algo de beleza duradoura. Ele nos dá poder para regozijar-nos com a nova pessoa que ele esculpiu a partir das experiências infelizes de nossos dias passados. Nossa atenção, agora, pode concentrar-se no que será, em vez de no que tem sido.

    O até aqui de Deus implica a promessa de daqui em diante. Samuel experimentou essa verdade. Os dias turbulentos dos últimos anos da vida de Samuel tiveram muitos Ebenézeres. Mas o que ele disse em sua primeira resposta ao chamado do senhor permaneceu como doutrina de sua vida. “Fala, pois o teu servo está ouvindo.”

    Pois bem, queridos da IPPI, nesta ação comparativa da intervenção de Deus no tempo, aprendamos com o sacerdote, último juiz, primeiro profeta Samuel a dar graças a Deus, pela grande ajuda divina na perseverança e, que ao iniciarmos 2018 continuemos a declarar: “até aqui nos ajudou o Senhor” e também, com muita fé ou como uma superlativa fé: “e Ele continuará a nos ajudar em 2018”! Assim, creiamos e trabalhemos por e para Ele em 2018!!!

    Pr. Carlos Roberto (Bob) 

  • 240 - Onde está a tua confiança para 2018?
    31/12/2018

    Diante das muitas mensagens desanimadoras recebidas para 2018, fiquemos com uma mensagem extraída de Jeremias 17.5,6: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.”. Cremos que ao interpretar estes versículos corretamente, responderemos uma pergunta que não quer se calar: “Onde está a tua confiança para 2018?”

    Porquanto, é compreensível que os seres humanos tenham uma tendência natural de colocar suas esperanças em outros seres humanos, essa confiança é normal (quando confiamos na honestidade das pessoas, na discrição de um amigo, no conselho de um familiar, na esposa) é totalmente saudável. Porém Deus reprova-nos quando trocamos a nossa confiança e fé Nele, pela confiança em nós mesmos e em outros homens. É o pecado do orgulho, da altivez, da autossuficiência, da descrença em Deus. “e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”! Deus através do profeta quer dizer que todos os recursos que precisamos vêm de Deus e não de nós mesmos. Logo, deseja que reconheçamos que não podemos fazer da carne mortal nosso braço, nem em relação a nós e nem em relação aos outros! Nunca apartemos o nosso coração de Deus, pois só Ele é digno de toda confiança.

    Jeremias 17.5, é um dos versículos mais mal compreendido da Bíblia. A maioria das pessoas gostam muito de citar o início do versículo, sem completá-lo, e utiliza-o fora do contexto para dizer que, não devemos confiar em nenhum homem. Mas essa ideia é contrária a Bíblia. (Pr. Bruno dos Santos)

    Como diz o pastor e escritor Jonas Madureira em seu livro “Inteligência Humilhada”, o versículo acima não é para quem foi traído por outro homem, ou seja, se você foi traído por alguém, não deveria usar esse versículo para dizer: “Viu só? Confiei no fulano, olha no que deu!”. O texto não fala de traição, mas de confiança. O texto se refere ao homem que confia em si mesmo, e não em Deus. Como disse muitos já sabem que deveriam depositar a confiança em Deus, entregar suas vidas a ele, e ter fé que ele está no controle de tudo. Muitos já sabem que não deveriam confiar em si mesmos, mas muitas vezes o “saber” não se reflete no agir. Desta forma, ao primeiro sinal de tempestade, vêm à ansiedade e o desespero. Isso reflete o quanto pensamos ter o controle, ou gostaríamos de tê-lo em nossas vidas. Os que confiam em si mesmos estão distantes de Deus, mas Deus está perto dos que nele confiam.

    O paralelismo do versículo é bastante elucidativo: o homem que confia no homem é aquele que confia em si mesmo, em seu próprio braço, em sua própria força, e que faz de si a fonte de sua confiança. Portanto, o homem que não é consciente de sua fraqueza confia cegamente na força que possui. Por isso, age como se fosse um ser independente e autônomo, mas, na verdade, ele está traindo a sua vocação original que não é outra senão confiar somente em Deus e em seu divino poder.

    Sobre isso Agostinho diz algo bastante interessante: “que esteja vigilante no amor da tua misericórdia e na doçura da tua graça, com a qual é poderoso todo o fraco, que por ela torna consciente da sua fraqueza”. Agostinho afirma que a graça torna o homem consciente de sua fraqueza, e, paradoxalmente, nisso está à força. A força dos que têm consciência da sua fraqueza está na confiança depositada em Deus e em sua maravilhosa graça.

    Que em 2018 continuemos certos de que a graça de Deus sempre encontra um meio de nos lembrar da nossa fraqueza. E cremos que isso é uma bênção, pois, confessamos que só Deus é digno de toda confiança. E todos os recursos que precisamos, para o próximo ano, vêm de Deus e não de nós mesmos. Mas também, aprendemos que se não existir da nossa parte “certa” confiança com as pessoas, nenhuma relação subsistiria, por exemplo: Se não houver nenhuma confiança do marido para com a esposa ou vice-versa, você acha que essa relação vai muito longe? Não! Se não houver “certa” confiança entre o patrão e o empregado você acha que essa parceria vai dar certo? Não! O que Deus nos adverte em Jeremias 17.5 é a respeito de fazer da carne mortal o nosso braço, a nossa força, a nossa fonte de recursos, por que quando isto acontece automaticamente à pessoa aparta o seu coração do Senhor.

    E hoje eu te convido a perseverarmos em 2018 na maravilhosa graça de Deus, para não deixarmos que a autoconfiança substitua a nossa confiança em Deus.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

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