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  • 239 - Mensagem natalina: Deus é maior que o nosso passado
    24/12/2017

    Neste natal estudemos novamente a genealogia de Cristo, escrita por Mateus (capítulo 1. 1-17). Porquanto, Mateus antes de começar a contar a história da vida de Jesus. Ele volta para o passado distante.
    Ele acha na história de um povo escolhido por Deus a destra do Senhor e um plano para sua salvação que vai se desenvolver através de séculos de história. Para percebemos que ele vem como o cumprimento de promessas e profecias.

    "As genealogias no contexto judaico eram importantes, pois comprovavam a descendência de alguém. Ao Mateus chamar Jesus de filho de Davi e de Abraão (v. 1) ele mostra que Deus é fiel à sua promessa.
    É digno de nota o fato de o evangelista dividir a sua genealogia em três grupos de 14 gerações (2-6, 6-11 e 12-16). Vale ressaltar que o terceiro grupo contêm somente treze nomes e no segundo grupo três
    gerações são omitidas (conforme 1 Crônicas 1-3). É sugerido por alguns teólogos que o número 14 tem um significado teológico, pois é atribuídos valores as consoantes hebraicas do nome de Davi (D [4] + V [6] + D [4]), caracterizando uma intencionalidade do profeta de demonstrar que Jesus é o novo Davi, o Rei de Israel" (Hugo Oliveira da Silva).

    JESUS SUPEROU AS TEORIAS DO COMPORTAMENTO HUMANO. Se dependesse das três teorias do comportamento humano, Jesus deveria ser a pessoa mais infeliz, triste, depressiva e mal-amada que já existiu. Visto que, Ele teve bons e maus exemplos em sua genealogia.

    Como também, todo ser humano possui em seu passado fatores genéticos, psicológicos e sociais que o influenciam positiva ou negativamente. Cada uma dessas teorias possui verdade, mas não determinam
    a vida do indivíduo. Jesus foi uma exceção a essas teorias, pois teve na sua família casos negativos e mesmo assim foi quem foi. Através de Cristo podemos vencer o passado negativo, pois através dele cada homem pode ser uma nova criatura independente do passado. 

    Fatores externos e internos podem ser vencidos. O seu passado pode ser sujo, fétido, feio e horripilante. Seus pais podem ter tido uma vida passada vergonhosa, onde você não teve nenhum bom exemplo
    na sua família. Parecemo-nos com os nossos pais, pois somos seus filhos. Temos lembranças do nosso passado porque vivemos em sociedade. Você tem medo que todas essas tragédias e fantasmas do
    passado floresçam na sua vida e você não consiga se desvencilhar dele. Cristo teve um passado nada animador, você pode ter um passado tão ruim quanto o dele, mas a vida dele foi um milagre e Ele também pode realizar um milagre na sua vida.

    E quando estudamos a GENEALOGIA DE CRISTO (que se encontra em Mateus 1. 1-17), podemos falar com toda assertividade, que ela ENSINA-NOS QUE A GRAÇA DELE É MAIOR. Porque ela é:
    Uma Graça que estabelece a base histórica da nossa fé. Até hoje pessoas educadas e bem instruídas, como professores de faculdade, dizem: “Jesus nunca existiu. Tudo isso é uma fantasia.” Pessoas inteligentes como cientistas e escritores dizem: “Jesus existiu, mas ele era apenas um fanático religioso.” “Jesus era um homem bom, talvez o melhor que existiu, mas essas histórias de milagres é invenção.” E assim vai. Mas, os relatos da genealogia de Jesus, fatos históricos que podem ser comprovados por fontes extra -bíblicos mostram que Deus fez sim milagres na história do nascimento do Cristo.

    Uma Graça que estabelece a base milagrosa da nossa fé. Jesus é o cumprimento de várias profecias a seu respeito. Estas profecias foram lançadas centenas de anos antes de seu nascimento. Mesmo assim, ele os cumpriu integralmente. Os registros históricos da sua descendência comprovam não somente que havia realmente um homem chamado Jesus de Nazaré, mas, que este homem foi da linhagem de descendentes que cumpriu as promessas divinas a respeito do Messias, o Cristo.

    Uma Graça que mostra que, tendo pessoas famosas ou bem religiosas na família não é documento para Deus. Havia membros de destaque e de grande fé na linhagem de Davi. Mas, havia pessoas
    também que cometeram grandes erros e pecados. Davi mesmo foi uma delas. Não devemos confiar num passado religioso de ninguém. A nossa confiança tem que ser no nosso relacionamento pessoal com Deus hoje e na graça e misericórdia dEle para conosco.

    Uma Graça que mostra que, apesar dos nossos erros ou dos nossos antepassados, Deus é capaz de usar todos e qualquer situação para realizar sua soberana vontade. Os antepassados de Jesus erraram,
    pecaram e cometeram atrocidades. Mas, nada disso impediu que Jesus fosse Rei, porque Deus é maior do que nosso passado.

    Jesus teve no seu passado familiar uma ascendência totalmente ruim, tudo conspirava contra Ele, mas venceu e saiu por cima quando tudo ia contra. O poder de Deus está ao nosso dispor para vencermos todas as influências negativas que conspiram contra cada um de nós. O Espírito Santo está ao nosso dispor para nos transformar em novas criaturas, pois através de Cristo tudo pode ser novo. Não deseja você deixar o passado para trás, e aceitar o poder de Deus para ser uma nova criatura?

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 238 - Hoje é o melhor dia do ano
    17/12/2017

    Mais uma vez declaramos como este ano passou tão rápido, já está aí à comemoração do natal e as festas de ano novo. Desta forma, tenho aprendido a olhar o ano todo com as lentes de Deus, para ver e aproveitar as oportunidades que Ele me dá, pois, assim as vejo acenando para eu agarrá-las.

    Portanto, queridos não sejamos uma pessoa que diz: “Preparar, apontar... apontar... apontar... apontar...” Não malhe o ferro a frio. Tão logo uma oportunidade se apresente, agarre-a! Não importa quão pequena seja a oportunidade, use-a! Faça o que precisa fazer, quando tiver de ser feito, quer goste disso ou não. “Aquele que hesita perde o sinal verde, acerta uma traseira e perde a vaga no estacionamento” (Herbert Prochnow).

    Os que têm uma vida improdutiva têm uma convicção enganosa: hoje não é um dia importante. Todo dia chega carregado de presentes. Desfaça o laço, rasgue o papel e abra-os. Escreva em seu
    coração todos os dias: Hoje é o melhor dia do ano. Até a pessoa indecisa aprender a jogar os jogadores já se dispersaram e as regras mudaram. Agarre a oportunidade quando e onde ela se apresentar. A vida é composta de chamadas constantes para a ação.

    John Maxwell observa: “Líderes de sucesso têm a coragem de agir enquanto outros hesitam”. Você nunca vai saber do que é capaz enquanto não começar. Lembre-se: no momento em que disser “eu desisto”, alguém está vendo a mesma situação e dizendo “nossa, que oportunidade formidável”.

    Em última análise, as oportunidades não são perdidas; alguém fica com as que alguém deixou passar. Um segredo de grandes conquistas na vida é ficar pronto para a oportunidade quanto ela surge. A habilidade de nada serve sem a oportunidade.

    O tempo voa. Se você vai pilotá-lo, a escolha é sua: “Tudo acontece àquele que é diligente enquanto espera” (Thomas Edison). Tenho observado que pessoas produtivas vão em frente durante o tempo que outros desperdiçam. Seja ligeiro para utilizar o momento.

    Já é mais tarde do que você pensa. Esteja pronto agora. O alarme do relógio da vida não tem botão de espera. Não faz bem algum “levantar e tomar ciência” se você se senta assim que a oportunidade se vai. Olhe para ela, faça uma estimativa e tome uma decisão. Você adia a vida quando não consegue direcionar a mente.

    William Ward tem esta receita pra o sucesso:Estude enquanto as pessoas estão dormindo; trabalhe enquanto elas estão ociosas; prepare-se enquanto estão se divertindo; e sonhe enquanto elas estão desejando.

    Não há nenhum tempo que se assemelhe ao presente, e não há nenhum presente semelhante ao tempo. Aqueles que se aproveitam de sua vantagem obtém as vantagens. Não se pegue no fim da vida dizendo: “Que vida maravilhosa eu tive! Só queria ter percebido isso antes”.

    Mediante esta exposição, observemos os imperativos (ordens) divinos que estão nos alertando constantemente, através das leituras bíblicas. Pois, nestes somos chamados para remir o tempo (Efésios 5.16) e despertar de nosso desânimo, apatia, (Efésios 5.14), para aproveitarmos as oportunidades que Deus coloca em nossas vidas. Lembrem-se queridos o tempo é hoje, “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.” (Hebreus 4.7).

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 237 - Experiência x Bíblia
    10/12/2017

    Hoje, dia 10 de dezembro, comemoramos o Dia da Bíblia e, por conseguinte, resolvemos escrever uma pastoral que retrate a sua importância. Pois muitos cristãos ainda se atritam quando falam dela. Se no começo do século 20 questionava-se a integridade dos textos canônicos, hoje esse debate já não desperta muita contenda. É pacífico, no mundo evangélico a crença nas Escrituras, sua inerrância (sem erro,
    infalível, incontestável) permanece como uma das grandes conquistas evangélicos, frente aos ataques da alta crítica e do liberalismo teológico. Entretanto, nesse século a tensão repousa na hermenêutica bíblica. Ou seja, a maneira como as pessoas leem as Escrituras, embora confessando acreditarem na sua inspiração, pode gerar tanta confusão quanto nos dias em que se desafiava a autenticidade da Bíblia. Quando alguém fala que crê em alguma doutrina, o que na verdade quer dizer com isso? Hoje é possível alguém recitar tudo o que crê, de acordo com os mais ortodoxos catecismos, mas desenvolve uma prática totalmente distante daquilo que confessa.

    Quantas igrejas pregam uma salvação pela fé, mas adotam uma prática legalista onde as obras contribuem também para a salvação. Dizem que só Jesus salva, mas tornam sua instituição corresponsável pela salvação de vidas, já que não toleram a ideia que uma pessoa possa ser salva em outra igreja. Afirmam que a Bíblia é única regra de fé e prática, mas convivem com doutrinas e práticas que dificilmente encontram respaldo bíblico.

    Portanto, a Igreja evangélica necessita, refletir biblicamente e teologicamente os conteúdos de sua fé. A Bíblia deve interpretar a própria Bíblia – Esse pressuposto admite que a Bíblia, contem em si mesma, os argumentos elucidativos de quaisquer dúvidas.

    Um dos principais reclames da Reforma Protestante no século XVI consistiu na recuperação do valor doutrinário da Bíblia. Quando a igreja católica teimava que a tradição deveria ser colocada em igualdade com a Escritura, os reformadores vociferavam (reclamar intensamente) com o dedo em riste; Sola Scriptura. Agora, no final do século XX o debate acontece entre os próprios protestantes e concerne o valor da experiência quando se quer  determinar doutrina. O axioma (verdade inquestionável) de que a Escritura julga a experiência e jamais a experiência deve julgar a Escritura ultimamente vem sendo fragilizado pela prática de algumas igrejas.

    A prática de permitir que as experiências adquiram valor teológico, mais uma vez vulnerabiliza a igreja pois os seus balizamentos doutrinários não dependem exclusivamente da Bíblia, mas dos acontecimentos cotidianos. A maneira com que se lê a Escritura, nesse caso, já vem determinado de antemão pela experiência.

    Há uma doutrina errada sobre a possibilidade do diabo possuir um verdadeiro cristão, fornece um exemplo típico. Aqueles que defendem essa posição partem da experiência para provar a doutrina. Argumentam que presenciaram um crente endemoninhado em certa reunião, daí procuram, na Bíblia, os versículos que provem o que observaram. Como há uma grande quantidade de textos que falam das ameaças de Satanás, tirados de seu contexto, esses versículos passam a servir de base para uma nova doutrina. Há muitos outros exemplos, todos aparentemente sem grandes perigos doutrinários senão o alastramento de práticas mais bizarras, menos ortodoxas.

    Há maior solidez, quando o método de comprovação doutrinária segue um caminho inverso. Alicerçados na doutrina bíblica as pessoas observarão aquela doutrina, confiantes que um cristão habitado pelo Espírito Santo não pode, ao mesmo tempo, ser possesso de um espírito imundo. A Bíblia julgará aquela experiência e determinará que aquela pessoa possessa, na verdade, não havia nascido de novo. Assim, a comunidade não vive à mercê de todo e qualquer modismo teológico, preserva-se a Palavra de Deus como única regra de fé e prática e poupam-se os crentes da apostasia (abandono da fé).

    O grande avivamento brasileiro só acontecerá de fato, se a Palavra de Deus permanecer como seu principal alicerce. Não se tem notícia de qualquer genuíno avivamento na história que não começasse por uma sede de estudar, meditar e pregar a Palavra de Deus. Todos os avivalistas foram pessoas que não só amaram como se mantiveram firmes à Palavra. Os movimentos religiosos que relativizaram a Palavra descambaram para o fanatismo e por fim, a heresia.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 236 - Vencendo as memórias amargas
    03/12/2017

    Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade..” Salmo 129.1

    Nesta pastoral estudaremos o Salmo 129. Esse “cântico de romagem”, entoado pelos que iam ao Templo adorar a Deus, foi, provavelmente, composto em dias nos quais Israel sofria com ataques de inimigos e em que o perigo estava literalmente ao redor. Na ocasião, ele serviu como oração por libertação e fonte de coragem e esperança para o povo. Para os peregrinos que entoavam o salmo, ele servia para lembrar
    que havia promessas a Israel a serem cumpridas, para as quais a história do seu povo fornecia razões de sobra para que confiassem nelas. Desse modo, apesar de narrar um pouco da sofrida história dos
    judeus e de pronunciar imprecações desconfortáveis para o leitor, trata- se de um salmo tremendamente prático com lições muito importantes sobre como vencer as memórias amargas. Então, vejamos em detalhes estas lições:

    DORES HISTÓRICAS

    O interessante é que a Bíblia descreve neste salmo algumas das angústias que marcam, definem e lancetam a vida de cada um de nós. Inicialmente ela diz que são angústia objetivas (são dores históricas);
    tão objetivas, que o salmista evoca um testemunho concreto de um observador presente. Talvez você próprio esteja vivendo nesta agonia concreta, real, insofismável. V.1 – Angústia passível de observação; tão grande que poderia ser historiável; tão grande que poderia ser narrável, observável, detectável, perceptível.

    RELAÇÕES AMARGAS

    Em segundo lugar, afirma a Bíblia que podem ser angústias resultantes de ódios contra nós dirigidos. Diz a Palavra: “Muitas vezes me angustiaram”. Eles me angustiaram. Este “eles” Davi desencapuza,
    dizendo no v. 4 que são “os ímpios”.

    ANGÚSTIAS FORTUITAS

    Em terceiro lugar, ele diz que podem ser angústias, e que elas a ninguém isentam em tempo algum. Elas não elegem pessoas; são por assim dizer socializadas com a espécie humana: é a socialização da dor.
    É interessante observar que ele diz: “desde a mocidade me angustiaram”. Pode ser uma realidade presente na vida até dos moços.

    DORES MARCANTES

    Em quarto lugar, diz a Palavra de Deus que essas angústias marcam para o resto da vida. Veja como o v. 3 é fortíssimo, de uma linguagem inimaginável, inimitável. Ele diz: “Sobre o meu dorso lavraram os aradores; nele abriram longos sulcos”.

    O que eu quero realmente dizer é que a palavra de Deus nos ensina a enfrentar as situações angustiosas da vida e a prevalecer sobre elas. Ela nos mostra como impactar, encarar, ficar face a face; estimula-nos a enfrentá-las, sobrepujá-las, vencê-las no nome de Jesus. E para que isso aconteça é preciso que tenhamos quatro visões, quatro perspectivas básicas da vida.

    1) Em primeiro lugar, é preciso ver a Deus como Salvador justo; e não só como Salvador, mas como Salvador-justo que advoga a minha causa, que vem ao meu encontro, que não concorda com o episódio definitivo feito sobre a minha vida – um Salvador das minhas brigas. O v. 4

    2) Em segundo lugar, para enfrentar essas situações angustiosas e prevalecer sobre elas eu preciso ver os meus inimigos como inimigos de Deus. O vs. 5

    3) Em terceiro lugar, para você enfrentar as situações angustiosas da vida e prevalecer sobre elas é preciso ver o futuro dos que se deixam mover pelo ódio.Entre os vs. 6 - 8 descreve como as coisas acontecem no futuro dessa gente:3.1) Primeiramente Davi diz que eles têm uma vida sem futuro algum. (v.6);3.2) Diz ainda que o que ele enxerga sobre o futuro desses homens é que eles têm uma vida absolutamente inútil. (v.7);3.3) E assim, ele olha para a frente e vê que a vida dessas pessoas é uma vida que não inspira ninguém. (v.8).

    4) Em quarto lugar, se você quiser aprender a enfrentar essas situações e prevalecer sobre elas é preciso ver a vida como cenário de bênção, e não de amargura. (8b)

    "Assim, a partir das gratas lembranças do passado, o salmista olha para o presente como ocasião de depender de Deus em oração e de crer que ele, que está no controle de tudo, tratará a maldade do inimigo como ela merece ser tratada" (Pr. Thomas Tronco). Vê-se que os israelitas tomaram a história da ação de Deus como um padrão para sua atuação no presente e no futuro. A gratidão pela proteção divina no passado se tornou, para eles, oração confiante no presente e esperança corajosa a respeito do futuro. Desta forma queridos, aprendamos com estas lições para vencermos sempre com o auxílio do Senhor, as nossas memórias amargas.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 235 - Uma missão ideal também para hoje
    26/11/2017

    Aprendemos com o apóstolo Paulo, que ele não se limitava em ensinar a Palavra de Deus apenas aos locais religiosos. O apóstolo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam, tanto em Corinto como em Éfeso (Atos 18 e 19) vemos este ideal missionário por parte dele. Era um evangelista que sentia cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um pregador fora dos portões.

    Lemos em Atos 19.8-20 que Paulo expôs o evangelho de modo sério, bem estruturado e persuasivo. Ele acreditava na veracidade do evangelho e por isso não tinha medo de enfrentar as mentes de seus ouvintes. Ele procurava convencer a fim de converter, e de fato, como Lucas deixa bem claro, muitos foram “persuadidos”. É claro que os argumentos não substituem o Espírito Santo. Mas a confiança no Espírito Santo também não substitui os argumentos. Nunca se deve jogar um contra o outro, como se fosse excludentes. Não, o Espírito Santo é o Espírito da verdade, e ele não leva as pessoas à fé em Cristo apesar da evidência, mas por causa da evidência, quando ele lhes abre a mente para ouvi-la.

    É interessante destacarmos que em Éfeso até às 11 horas da manhã, o apóstolo Paulo trabalhava fazendo tendas e Tirano dava aulas em sua escola. Das 11h às 16h (esse era o tempo de sesta entre os habitantes). Conjectura-se que Paulo pode usar esse espaço por um preço razoável, pois ele não era usado nessa parte do dia. Assim, Tirano repousava, a escola ficava desocupada, e Paulo deixava o couro para trabalhar com as palavras, durante cinco horas, parando apenas às quatro da tarde, quando toda cidade reassumia o trabalho. Não nos surpreende que Lucas afirme que “todos os habitantes da Ásia” ouviram a palavra do Senhor (Atos 19.10). Pois todas as estradas da Ásia convergiam paraÉfeso, e todos os habitantes da Ásia visitavam Éfeso de tempos em tempos, para comprar ou vender, visitar um parente, frequentar os banhos, ver os jogos no estádio, assistir a um drama no teatro, ou cultuar a deusa. E enquanto estavam em Éfeso, eles ouviam falar neste mestre cristão chamado Paulo, que falava e respondia perguntas durante cinco horas, todos os dias. Evidentemente, muitos passaram por ali, ouviram e se converteram.

    Em Éfeso, Cristo encorajou seu apóstolo e retificou seu ensino através de sinais e milagres que demonstravam o poder de Cristo sobre doenças, possessões demoníacas e magia. (Atos 19.11,12). Alguns religiosos ficam desconcertados com essa passagem e tendem a rejeitá-la como lenda. Pois, a atitude mais sábia perante os milagres não é a dos céticos, que os declaram espúrios; nem a dos imitadores, que tentam copiá-los, como aqueles televangelistas que oferecem aos doentes lenços abençoados por eles, mas sim a dos estudiosos da Bíblia que lembram que Paulo via seus milagres como credenciais apostólicas e que Jesus mesmo foi condescendente com a fé tímida de uma mulher, curando-a quando ela tocou a orla de sua roupa.

    Éfeso era famosa por suas “cartas efésias”, que eram “encantamentos, amuletos e talismãs escritos”. O fato de os recém-convertidos estarem dispostos a jogar seus livros no fogo, em vez de converter o seu valor em dinheiro, vendendo-os, era uma evidência notável da sinceridade de suas conversões. O exemplo deles levou a outras conversões, pois assim a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente (Atos 19.20).

    Pois bem, em Atos 19.20 aprendemos que quando os cristãos em Éfeso se tornaram realmente sérios sobre sua fé e viveram-na de fato, não somente a Palavra do Senhor se espalhou amplamente, mas também “cresceu em poder.” Foi neste momento que o povo da Ásia não só ouviu o evangelho, mas também acreditou e começou a seguir a Cristo. Esse é o desafio para nós. Será que estamos realmente levando a sério a nossa fé para que ela influencie, mais do que isso, determine a forma como vivemos? É só assim, que o evangelho que nós compartilhamos vai crescer no poder.

    Amados irmãos será que as lições contidas no texto de Atos 19. 8-20 são pertinentes à nossa igreja? Desejamos ardentemente ser uma comunidade ensinadora? Pois, com o aprendizado desta passagem bíblica somos desafiados a não perdermos a oportunidade de ensinar a Palavra nos templos, onde pessoas religiosas se reúnem. De igual Otáviomodo, compreendemos a estratégia dos espaços neutros, como fábricas, lares, salas de shopping, escolas, e hotéis. Com vistas a atingir pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para entrar num lugar religioso, mas não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar neutro. O certo é que os dois anos de ensino diários de Paulo resultaram na evangelização de toda a província.

    Encerro com a citação de George Fox: “Que todas as nações possam ouvir a palavra falada e escrita. Não poupe lugar, tampouco poupe a língua ou a pena; antes, seja obediente ao Senhor Deus e desempenhe a tarefa, e seja valente em nome da Verdade sobre a Terra”. É Cristo quem nos chama; também nos dará o poder!

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

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