Informativos / Boletins

  • 231 - Confusão de Gênero Sexual e a Mensagem do Evangelho
    29/10/2017

    “Eu beijei uma menina e gostei” era o título de uma música que dominou a onda da música pop durante o verão de 2008. Embora a letra tenha escandalizado muitos ouvintes, adoslecentes ao redor do país adotaram a música em ritmo de rock como hino oficial da nova geração. Katy Perry escreveu e gravou essa canção acerca de uma garota que vai a uma festa, bebe demais e decide faszer experiência com sua sexualidade. Perry narra a experiência na primeira pessoa e descreve sua ambivalência sobre o acontecimento dizendo: “Parecia tão errado, parecia tão certo”. Ela se preocupa sobre se seu namorado ficará ou não ofendido com o seu comportamento. Aparentemente, ao não se declarar lésbica. Ela simplesmente diz que fez o que fez “apenas para experimentar”.

    Não conto essa história para ofender Katy Perry. De qualquer modo, o melhor que os evangélicos fariam seria simplesmente orar por ela. Conta à história dela porque, de algum modo, esta esboça a confusão de gênero sexual presente em nossa atualidade, tanto na cultura mais ampla como também dentro de alguns setores da subcultura evangélica. Há ainda para muitos um “ponto de interrogação” sobre o que eles pensam que significa viver com homem ou mulher.

    De ídolos da cultura popular a livros sobre sexualidade humana escritos por acadêmicos, a cultura ocidental contemporânea confronta cristãos com uma visão mundial que conflita com os ensinamentos da Bíblia sobre masculinidade e feminilidade. Essa visão de mundo tem implicações para quase todo o setor da sociedade, e os cristãos dificilmente podem se manifestar sobre essas questões fora dos limites de sua preocupação com o evangelho. De fato, no meio da cultura de confusão de gênero, é mais necessário que o cristão nunca personifique uma contracultura formada pelo evangelho. Em outras palavras, os cristãos deveriam estar no mundo, mas não ser o mundo, para o bem do mundo nas questões de gênero e sexualidade.

    Viver no mundo exige dos cristãos que sejam como os homens de Issacar, que conheciam sua época e sabiam o que o povo de Deus devia fazer (1 Crônicas 12.32). Isso porque a igreja é, afinal de contas, o pilar e a base da verdade (1 Timóteo 3.15). É a igreja que Deus designou para evangelizar o mundo (Mateus 28.19-20). E é a igreja que deve ver a cultura de confusão de gênero sexual como ela é, para que a contracultura do evangelho possa prosperar nela. 

    Nestes últimos anos tem se falado muito em nossa sociedade da “guerra de culturas”, uma guerra entre evangélicos e humanistas seculares sobre temas como o aborto, a educação pública e a religião, a homossexualidade e outra quantidade de temas controvertidos. Um autor cristão, ao comentar sobre esta guerra de culturas, faz a observação perspicaz de que os evangélicos perderam essa guerra faz tempo. Observa que os evangélicos tem criado sua própria subcultura, com os mesmos valores da cultura dominante! Têm seus próprios programas e canais de televisão, sua diversão e entretenimento, sua publicidade paga, seus noticiários, revistas e ofertas especiais. Claro que ainda tem valores e princípios especiais, mas na realidade representam uma cópia da cultura que atacam. Tornaram-se uma subcultura e tem perdido a possibilidade de ser verdadeiramente uma contracultura. Entendemos que os evangélicos com a sua subcultura ficam em seus guetos, espaços, estruturas... Portanto, isolados e, não oferecem alternativas para esta cultura pecaminosa que impera em nossa sociedade. Em contrapartida o Evangelho nos desafia a tarefa de vivermos uma contracultura, de ser resposta e alternativa a esta cultura imperante, e não nos conformamos em sermos subcultura, um fragmento a mais, uma opção a mais no supermercado de filosofias, seitas e religiões. 

    “Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor”, não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las.” John Stott. 

    Uma contracultura moldada pelo evangelho deve proclamar e incorporar o evangelho de Jesus Cristo de tal maneira que o plano de Deus para gênero, sexo e casamento seja claro e irrefutável. Isso irá requerer tanto a mensagem contracultural das igrejas quanto a prática contracultural entre as pessoas e familias nessas igrejas.

    Vemos claramente o quanto à cultura mundana se posiciona em oposição à visão de mundo cristão. Mas a resposta dos cristãos a essa oposição não deve ser simplesmente a de amaldiçoar as trevas e retirar-se da cultura. Em vez disso, o que a cultura precisa mais do que qualquer coisa é que a igreja de Cristo se envolva com a proclamação do projeto de Deus para a sexualidade e o casamento humanos e demonstre na prática essa verdade de maneira totalmente saudável. A igreja deve ser a contracultura que reflita um conjunto alternativo de prioridades. Em outras palavras, a igreja deve ser um lugar onde o casamento é tido em alto estima tanto na prática quanto no ensino e na disciplina, e a igreja deve ser dessa maneira por causa do seu comprimisso com o evangelho. 

    No final, Katty Perry e toda esta confusão de gênero sexual presente em nossa sociedade não são o problema principal. Eles são um sintoma de um sistema maior estabelecido contra Cristo e seus propósitos no mundo (1 João 2.15-17). E que nossos amigos e vizinhos precisam mais do que qualquer coisa é que nós como cristãos apresentemos um fiel contratestemunho a respeito dessas questões. As mensagens vindas da cultura são claras. A mensagem da igreja deve ser mais ainda. Crendo que o poder do evangelho é maior do que qualquer paixão inflamada de uma sexualidade pecaminosa. Se o evangelho não for capaz transformar essa área, como poderemos confiar em sua ação em nossa ressurreição n último dia?

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

    Continuaremos esta pastoral semana que vem...

  • 230 - Neste mundo desanimador, sejamos fortes e corajosos!
    22/10/2017

    ‘’Voltem-se para mim e sejam salvos. Todos vocês, confins da terra; Pois eu sou Deus, E não há nenhum outro. “Por mim mesmo eu jurei...” Isaías 45.22,23

    Em Isaías acima citado, Deus diz aqui: ‘’Eu sou o único Deus, por isso voltem-se para mim e vocês serão salvos’’. Ele fez também uma declaração: ’’Por mim mesmo eu jurei’’. Algumas traduções dizem: ‘’Eu jurei a mim mesmo’’. Não se deve jurar. Eu não defendo jurar. Não jure. Mas o que dizem as pessoas maliciosas que juram? Elas dizem: ‘’Juro por Deus’’, certo?

    Deus mesmo diz: ‘’Juro por mim mesmo’’. Isso é impressionante. Pelo que você juraria? Queremos jurar pelo maior poder que existe. É maravilhoso - temos um Deus no céu que diz: ‘’Juro por mim mesmo, porque não há nada maior. Eu sou o único Deus’’. 

    Ele continua: “A minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada”. Em outras palavras, ele diz: “Quando digo algo irá  contecer, isso acontecerá”. Quando você e eu dizemos que algo irá acontecer, a probabilidade é de 50%. Não temos, no final das contas, o controle.  Mas Deus tem. Ele diz: “Quando digo algo, isso acontece. Juro por mim mesmo. É a minha boca que está dizendo, por isso saiba que acontecerá.”

    Deus continua: “Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará”. O que ele está dizendo aqui é: “Juro por meu próprio nome e, quando digo algo, isso acontece. Um dia todas as coisas criadas se dobrarão perante a mim. Todos reconhecerão que eu sou Deus”.

    Não sei o que isso representa para você. Houve um tempo e minha jornada cristã em que eu quase tinha medo desse poder. Agora, essa é a minha maior segurança. Se Deus é por mim, quem pode ser contra mim? Quando não falarmos sobre o poder de Deus, perdemos nossa segurança. Parecerei um tanto simplório enquanto viver neste mundo. Em razão da minha moralidade, daquilo em que creio, e pelo fato de eu confiar na Bíblia, parecerei tolo para muitas pessoas. Falarei a respeito desse Jesus que morreu por nossos pecados, e muitas pessoas o rejeitarão. Mas sei que chegará o dia em que esse Deus virá. Eu estou ao lado dele, por isso me curvo agora. Deus é poderoso. Ele colocou seu Espírito em nós, como filhos, devemos ser corajosos.

    Em Josué 1. 6-9 diz: “Seja forte e corajoso... [ ] Seja forte e corajoso!...”

    Deus diz a Josué repetidas vezes: “Seja forte e corajoso. Seja forte e corajoso. Seja forte e corajoso. Seja forte e corajoso. Não se apavore”. Força e coragem devem tipificar-nos, caracterizar-nos e definirnos. Por causa do Espírito que está em nós, não devemos ter medo.

    Há dias em que me sinto desencorajado, até mesmo derrotado. Meus amigos colocam o braço a minha volta, choram comigo e dizem coisas como:

    - Sinto muito. Sei que é difícil.
    - Por que você não tira umas férias?
    - Talvez você precise de mais tempo com a família.
    - Você deveria dormir mais.

    Anseio pelo dia em que, em vez disso, alguém me diga: “Bob, sabe de uma coisa? Você é uma pessoa ousada. O Espírito Santo de Deus está em você. Sei que as coisas não são fáceis. Mas seja forte e corajoso”.

    Não conheço muitos cristãos que se reúnem e encorajam uns aos outros. Pedro e João deixaram as pessoas surpresas por sua intrepidez; todavia, quando saíram da prisão, oraram por mais intrepidez! Em Efésio 6.19,20, Paulo, o sujeito mais destemido da terra, pede: “Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que [...] eu fale com coragem, como me cumpre fazer”. Os membros do Corpo de Cristo precisam mais uma vez impor as mãos uns sobre os outros, orando por intrepidez e força. Devemos lembrar uns aos outros que servimos a um Deus todo-poderoso. Ele voltará, e todo joelho se dobrará. Ele jurou por si mesmo que isso acontecerá. Podemos parecer tolos agora, mas precisamos permanecer a seu lado e fazer tudo o que sua Palavra diz. Vivamos isso. Andemos nisso. Insistamos uns com os outros na direção da intrepidez, do poder e da força. Assim, diante deste mundo desanimador, sejamos conhecidos como fortes, intrépidos e corajosos.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 229 - A RAZÃO DE SER DA MISSÃO CRISTÃ
    15/10/2017

    Quanto mais eu vivo, mais me certifico de quanto à humanidade carece do conhecimento da verdade pela fé cristã. Há três realidades sobre a vida que nos pressionam e se tornam especialmente insuportáveis para seres que pensam: a vida é curta, a vida é dura e a vida é incerta. E a mensagem cristã mostra ser ainda mais fundamental quando percebemos que essas três verdades se somam a nossa falta de amor ao próximo – que se evidencia, por exemplo, nas nossas relações trabalhistas, nas normas que criamos e nos modelos políticos que concebemos. Forjamos um mundo no qual não podemos viver.

    Estou certo, mais do que jamais estive em toda a miha vida, de que a causa dos nossos infortúnios reside nas trevas que nos envolve e nos impede de saber quem somos, de onde viemos, para onde vamos e, consequentementete, quais as causas reais do mal-estar da civilização. Ainda não encontrei mensagem que sastisfaça o espírito de criaturas sensíveris e inteligentes, exceto a proclamada por Cristo: o evangelho. É uma mensagem completa. E necessária.

    Dedicar os anos de vida que me restam à proclamação do cristianismo é o que mais almejo. Desejo viver de modo que tudo o que eu fizer ornamente a verdade, criando ao mesmo tempo uma plataforma que me permita pregar Cristo para o maior número possível de pessoas.

    Uma das passagens bíblicas mais significativas sobre a razão de ser da missão cristã está em Mateus 9.35-38.

    Aqui vemos um fato aparentemente evidente, mas bastante significativo: Jesus tinha contato com as pessoas. Se ele viu as multidões é porque estava próximo delas. Não há nada que supere a experiência de campo. Não pense que você pode ter ideia exata sobre os problemas sociais do Brasil. Por exemplo, apenas lendo o jornal; é preciso ir lá onde os problemas acontecem. Essa relação permite que se forme uma opinião pessoal bem sólida, além de criar oportunidades para conhecer e amar pessoas reais.

    Jesus se compadecia das pessoas. A condição humana é trágica: todos estamos expostos a uma vida dura, curta e incerta; sujeitos a uma cultura religiosa que põe na boca de Deus o que ele nunca falou – milhões estão à mercê da bandidos que assumem os mais altos postos de governo. Cristo vê esse quadro calamitoso e se compadece. 

    O homem carece de direção, pois está aflito, exausto e sem saber o que fazer da própria vida. Ovelha sem pastor! Isso vale para o pobre, o rico, o culto, o inculto, o idoso, o jovem. Sim, a condição humana é trágica. 

    Em seguida, vemos que Jesus se dirigiu a seus discípulos, a quem disse: “A seara, na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos” (V. 37). A cena é belíssima, pois retrata Cristo abrindo o coração com os seus amigos. Por que Jesus se dirigiu aos discípulos? Porque é de se esperar que a igreja entenda o coração de Deus. E por que a seara é grande e os trabalhadores, para todo lado, e você e eu somos viciados em nós mesmos. Vivemos focados na nossa felicidade. Por isso, ignoramos os homens. Desaprendemos a amar. Se a igreja, a comunidade daqueles que foram tornados sensíveis à voz de Deus, não atender ao apelo de Cristo, o que será das ovelhas alfitas e exaustas?

    Diante disso, precisamos orar. “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (v. 38). Só Deus para nos fazer incorporar a vida do próximo ao nosso conceito de felicidade. Precisamos daquela obra do Espírito que nos envia para onde jamais iríamos se o amor de Deus não nos vessse movido. Observe que a oração é para que Deus envie trabalhadores para a sua seara, e não vagabundos. 

    Em Mateus 9.35-38 começa com uma explicação importante sobre a forma como Jesus realizava a missão. A missão cristã aponta que devemos primeiro, ensinar, isto é, explanar o conteúdo do evangelho e aplicar suas consequências práticas à vida dos convertidos. Segundo, pregar, mostrar ao homem o caminho que leva ao céu. Terceiro, curar, ajudar as pessoas a se livrarem do que as limita, a fim de que sirvam a Deus e ao próximo na plenitude de seus ser. 

    Ensinar, pregar e curar pressupõe amar. São três modos de servir à humanidade que só podem ser praticados com beleza, autencidade e eficácia por aquele que teve acesso ao coração de Cristo e passou a sentir o que Jesus sente por um mundo aflito e exausto, que mais se parece com um rebanho de ovelhas que não têm pastor.

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

    Adaptado do livro Teologia da Trincheira de Antônio Carlos Costa

  • 228 - AMOR A CRISTO
    08/10/2017

    Eu amo a Cristo. Gostaria de falar sobre os motivos do meu amor pelo Senhor.

    Eu amo a Cristo porque ele me ama. Aos 16 anos o conheci, e nada mais importante que isso aconteceu na minha vida até hoje. Nesses anos de convívio com meu amado Senhor, percebo quanto sua mensagem e providência me protegeram.

    Eu amo a Cristo porque ele ama a verdade. Nem toda verdade tem o mesmo peso de importância para a nossa vida. Há grande diferença entre  conhecer muitas coisas e conhecer o essencial. De que vale você e eu sabermos discorrer sabiamente sobre o curso dos astros, se ignoramos quem somos, de onde viemos e para onde vamos? Cristo, em toda a sua vida pública, chamou o homem para tomar consciência de seu pecado, buscar reconciliação com Deus, receber perdão, aprender a amar e livrar-se da morte eterna. Há verdade mais importante que essa?

    Eu amo a Cristo porque ele ama os pecadores. No relacionamento bíblico, nós o vemos sempre em busca de gente problemáca e carregada de culpa. Jamais aconteceu de ele não tratar com candura o pecador moído pela dor do arrependimento. Com Cristo aprendemos a confiar mais na misericórdia de Deus do que na nossa inocência. 

    Eu amo a Cristo porque ele ama o oprimido. Os mais diferentes pos de seres humanos encontram abrigo no coração de Jesus, mas nas Escrituras vemos com clareza quanto Jesus dedicou sua vida aos pobres, doentes, mentalmente perturbados, deficientes físicos, solitários, “perdedores”. O Senhor Jesus jamais ignorou a dor humana.

    Eu amo a Cristo por que ele ama o Pai. Num mundo em que muitos menosprezam quem criou o universo, passou por este planeta alguém que podia dizer: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4.34). Ele foi obediente, por amor, até a morte. Nisto consiste a felicidade de Deus, na mútua contemplação da beleza das pessoas na Trindade.

    Que você proclame também os motivos de seu amor, tal como o apóstolo Paulo, que podia dizer: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20).

    Rev. Carlos Roberto (Bob)

    Adaptado do Livro Teologia da Trincheira de Antonio Carlos Costa

  • 227 - A PEDAGOGIA DE DEUS NO FRACASSO
    01/10/2017

    Encontramos nas Escrituras exemplos de fracassos. Por exemplo, Deus prometeu dar a terra de Canaã às doze tribos de Israel. Mas, em Juízes 1.19, lemos que “O SENHOR estava em Judá, e assim Judá ocupou a região montanhosa; mas não conseguiu expulsar os habitantes dos vales, pois eles tinham carros feitos de ferro”. Olhe para o que ele diz aqui: “O Senhor estava com os exércitos de Judá” – mas, a despeito desse fato, embora eles conquistassem a terra, fracassaram em derrotar o inimigo deles nas planícies, por causa dos carros de guerra feitos de ferro que possuíam! Isto não parece fazer sentido: Deus estava com eles, e, todavia, fracassaram. Como devemos entender tal fracasso na vida do cristão?

    Deus nos prometeu estar conosco, dando-nos poder e ajudando-nos. Essa é a razão pela qual o exemplo em Juízes é tão enigmático. O Senhor estava com eles, mas ainda assim eles fracassaram. Dessa forma, é difícil explicar como nós fracassamos em coisas que decidimos fazer na força Dele. 

    Desse modo, fui conduzido ao que era, para mim, uma nova compreensão radical em relação à vontade de Deus, a saber, que a vontade de Deus para nossas vidas pode incluir o fracasso. Em outras palavras, a vontade de Deus pode ser o fracasso, e ele pode conduzir você ao fracasso! Isso ocorre porque há coisas que Deus tem de ensiná-lo através do fracasso, coisas que ele nunca poderia lhe ensinar através do sucesso.

    Bem, qual aplicação prática que tudo isso tem para as nossas vidas? Dois pontos podem ser colocados.

    Precisamos aprender com nossos fracassos. Pergunte a si mesmo o que você teria feito de forma diferente em determinada situação ou o que você poderia fazer de modo diferente na próxima vez. Pergunte a si mesmo que espécie de reação Deus quer que você tenha, ou que traço do caráter pode ser desenvolvido em você como resultado da derrota. Aprenda a partir de seu fracasso.

    Um famoso psiquiatra certa vez observou que a palavra mais triste no vocabulário humano é “se”. Para ele, as pessoas que ficam presas em seus fracassos passam a vida toda dizendo: “Se – se eu tivesse tentado mais, se eu tivesse sido mais amável com meus filhos, se eu tivesse sido mais sincero, se...” A maneira de corrigir essa mentalidade é mudar o seu vocabulário, substituindo-o pelas palavras “da próxima vez” – “da próxima vez tentarei mais, da próxima vez serei mais amável com meus filhos, da próxima vez serei mais sincero”. O fracasso não é fracasso se você fizer melhor da próxima vez.

    Nunca desanime. Só porque fracassou não significa que tudo acabou para você. Você nunca ficará acabado somente por fracassar. Você estará acabado somente se você desistir. Mas não desista! Com a força de Deus, recolha os cacos de seu fracasso e, tendo aprendido com ele, prossiga.

     Assim, quando você se encontrar com o fracasso, não desista. Peça a Deus forças para continuar. Ele vai te fortalecer. Na verdade, há um nome bíblico para essa qualidade. Chama-se perseverança. Através do fracasso, se você responder de modo correto, Deus pode construir a virtude da perseverança em sua vida.

    Portanto, o fracasso na vida de um cristão não deveria nos surpreender. Deus tem coisas importantes para nos ensinar através do fracasso – e o verdadeiro sucesso, o sucesso que conta para a eternidade, consiste em aprender essas lições. Assim, quando você fracassar, não se desespere nem pense que Deus o abandonou; ao contrário, aprenda com seus fracassos e nunca desista. Essa é a fórmula para o sucesso. Ben Stein, autor, advogado, economista e ator, diz: “O espírito humano nunca se acaba quando é vencido. Ele se acaba quando se entrega”. Meu conselho é: nunca desista!

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

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