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  • 218 - QUAL É O SEU PROBLEMA?
    30/08/2017

    Você tem um problema? Talvez você esteja sentado em silêncio em sua casa, à mesa do café da manhã com sua família, e seu problema esteja sentado ao seu lado. Se você não tem um problema, procura-me após a leitura desta pastoral, que posso lhe atribuir um. 

    De uma forma muito significativa, você será definido pelo problema que tiver. Por seu maior problema. Se você quiser, pode escolher dedicar sua vida ao problema de “Como posso ficar rico?”. Ou “Como posso ser bem sucedido?”. Ou “Como posso desfrutar de boa saúde?”. Ou “Como posso viver em segurança?”. Ou então você pode dedicar sua vida a um problema mais nobre.

    Sua identidade é definida pelo problema que você adota. Diga-me qual é seu problema, e eu lhe direi quem você é.

    Gente de alma pequena adota problemas pequenos; como colocar um vizinho ou uma vizinha inconveniente em seu devido lugar, como tornar as rugas menos visíveis; como lidar com colegas de trabalho mal-humorados; como reagir à falta de reconhecimento. Gente pequena se ocupa com problemas pequenos.

    Gente que convive com a grandeza de alma se ocupa com grandes problemas. Como acabar com a extrema pobreza; como impedir o tráfico do sexo, como ajudar crianças em risco a receber uma boa educação; como levar beleza e arte para determinada cidade.

    Você precisa de um problema do tamanho de Deus. Se não tiver um, seu problema atual é não ter um problema. Viver é enfrentar e resolver problemas. Quando Deus chama as pessoas, ele as chama para enfrentar um problema. O termo exato para a condição de alguém verdadeiramente isento de qualquer problema é morto.

    Ichak Adizes escreve: “Ter menos problemas não é viver. É morrer. Saber lidar com problemas cada vez maiores e resolvê-los significa que nossas forças e capacidades estão melhorando. Precisamos nos emancipar de pequenos problemas para liberar energia a fim de lidar com problemas maiores.” Crescimento não é a capacidade de evitar problemas. Crescimento é a capacidade de lidar com problemas maiores e mais interessantes.

    Uma das grandes perguntas que se pode fazer a alguém é “Qual é o seu problema?”, e talvez você queira fazer isso agora mesmo. Você deve perguntar aos demais muito regularmente. “Qual é o seu problema?”. Com isso, quero dizer: “Você tem um problema digno de suas melhores energias, digno de sua vida?”.

    Muitas vezes, as pessoas se perguntam: “A que problema eu deveria me dedicar?”. Isso faz parte de querer saber “Qual e a vontade de Deus para a minha vida”? Esse é o grão de verdade que está por trás da ilusão da paixão espontânea. Não posso esperar uma explosão de emoção que me motive para sempre. Todavia, posso perguntar a mim mesmo que carência deste mundo produz em meu espírito uma genuína sensação de preocupação.

    Com muita frequência, uma sensação de vocação se manifesta quando as pessoas começam a prestar atenção ao que mexe com seu coração. Muitas vezes, quando uma pessoa vê um problema no mundo e se inflama, ela diz: “Alguém precisa fazer alguma coisa a respeito disso!”. Comumente, esse é o começo da vocação.

    Há um padrão na Bíblia. Moisés não suporta que os israelitas fiquem sob o jugo da opressão e da escravidão, e Deus diz: “Tudo bem. Vá dizer ao faraó: Deixa o meu povo partir”.

    Davi não suporta ouvir Golias zombando do povo de Deus, e Deus diz: “Tudo bem. Lute contra ele”.

    Neemias não consegue dormir por ouvir dizer que a comunidade de Jerusalém está em ruínas, e Deus diz: “Tudo bem. Reconstrua você o muro”.

    Ester não consegue suportar a ideia de que seu povo vai ser vítima de um maníaco genocida, e Deus diz: “Tubo bem. Ajude você a livra-lo disso”.

    Paulo não tolera a ideia de que os gentios não conhecem o evangelho de Jesus, e Deus diz: “Tudo bem. Vá você mostra-lo a eles”.

    O que comove seu coração? Neste mundo que nos cerca, muitas pessoas estão com as vidas doentias, partidas, infelizes, destruídas, perdidas...

    É criança com fome, é o aborto de vidas incontáveis, é o tráfico de drogas viciando e matando os nossos jovens, adolescentes e crianças é a extrema pobreza, são as milhões de pessoas que nem sequer conhecem o nome de Jesus. 

    Sua séria preocupação com os graves problemas deste mundo pode lhe ajudar a sair de um ostracismo, egoísmo, individualismo... Por conseguinte, Jesus Cristo está nos desafiando a sairmos de uma vida conformada pelas mentiras e alienada pelo medo. Onde afirmamos que tudo está tranquilo. Porém, não está. Paremos de fugir de problemas!

    Então... Qual é o seu problema? Se você não tem problema, precisa de um problema... Procura-me, que posso lhe atribuir um!

    Pr. Carlos Roberto (Bob) 

  • 217 - AS NOSSAS PRÓPRIAS TEMPESTADES!
    23/07/2017

    Nesta pastoral aproveito para compartilhar uma grande e relevante lição aprendida do livro bíblico de Jonas. Pois, em face às lutas, privações e tempestades vivenciadas por você e por mim. Compreendemos com a história do profeta, que as mesmas a princípio demonstram à afeição de Deus, que fez com que ele enviasse algumas tempestades interventivas em nossas vidas. Interpretamos que Deus logo no início confirma ao profeta fujão o quanto é impossível para qualquer um esquivar-se de sua presença: “Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar” Jonas 1.4.

    Pois, essa história não deixa margem de dúvidas sobre quem está no controle. A tempestade que Deus envia é descrita primeiro como um “forte” vento. O Deus de toda a criação é perfeitamente capaz de preparar uma enorme tempestade num piscar de olhos.

    Quando lemos pela primeira vez essa parte da história de Jonas, achamos, normalmente, que a tempestade é a punição de Deus pela desobediência. Mas a tempestade não é punição; é intervenção, trazida pela afeição de Deus e não por sua ira.

    Intervenções são para aqueles que estão em apuros e não se apercebem disso – para aqueles que estão se autodestruindo e que, mesmo assim, continuam no autoengano. Jonas não reconhece o grande problema em que está. Com a sua própria vida em perigo, ele dorme. Mas o maior problema de Jonas não é físico, é espiritual. Ele não está apenas correndo de Deus fisicamente; ele está fugindo espiritualmente.

    Teria sido melhor para Jonas se Deus o tivesse deixado em paz? Não, teria sido muito pior. Enviar a tempestade foi um ato de misericórdia de Deus. C.S. Lewis nos lembra “A inflexibilidade de Deus é mais amável do que a brandura dos homens, e sua compulsão é nossa libertação”.  

    Jonas precisa desesperadamente de uma intervenção. Essa tempestade foi enviada foi enviada por Deus para libertar Jonas de Jonas. Esse foi o modo que Deus usou para livrá-lo das cadeias da auto dependência.

    Agora olhamos para as nossas próprias tempestades. Até que vejamos as tempestades enviadas por Deus como intervenções e não como punições, nunca melhoraremos; somente nos tornaremos mais amargos. Alguma situação difícil que você enfrenta agora pode muito bem ser uma tempestade de misericórdia enviada por Deus com o propósito de intervir em sua vida. Você está em perigo e, ou você não percebe isso ou você está vivendo em negação. Como você está respondendo?

    Pode ser que você esteja frustrado, amargo, bravo. Você pode estar nervoso com você mesmo porque quer controlar melhor as coisas. Ou você está bravo com Deus, intuitivamente se não conscientemente. Ou talvez, como os marinheiros, você está enfrentando uma aflição causada por outra pessoa, e está bravo com ela. Qualquer que seja o seu caso, a questão é: você está se dirigindo a Deus para pedir ajuda e livramento?

    Enfim, não importa se sua aflição é culpa sua ou de outra pessoa. Você não precisa culpar a outros nem viver sob a culpa da autoincriminação. A questão verdadeira é: você está respondendo clamando ao Senhor por libertação.

    Quando uma dificuldade aparece temos a oportunidade de descobrir algo sobre nós mesmos: Entramos num relacionamento com Deus para que possamos servi-lo ou para que ele nos sirva?

    Precisamos ser capazes de verdadeiramente dizer: “Nada com Deus é igual a tudo; tudo sem Deus é igual a nada”. Precisamos ser capazes de dizer do fundo de nossos corações: “Estou com Deus porque ele é Deus e não porque ele pode fazer por mim coisas que eu quero que ele faça”. Precisamos ser capazes de dizer com sinceridade: “Eu não preciso obter nada do meu relacionamento com Deus agora”. Ao invés de sermos afetados por nossas circunstâncias sombrias, precisamos ser afetados pelo que Jesus realizou, gloriosamente, por nós na cruz.

    Somente então veremos essas tempestades de aflição como intervenções misericordiosas enviadas por Deus em nossas vidas, designadas para despertar-nos, abrir nossas cadeias e libertar-nos para que tornemos as pessoas que ele quer que sejamos.
     

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 216 - DA MURMURAÇÃO À CONFIANÇA EM DEUS!
    16/07/2017

    Tem gente que vê dificuldade em tudo, só dá contra, e diz: “eu sou realista”. O que você acha desta atitude? Em 1CORÍNTIOS 10, Paulo relembra alguns pecados cometidos por Israel, no deserto, e as consequências da infidelidade; no versículo 10 ele faz a seguinte advertência: “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador”.

    Este versículo é uma referência ao episódio narrado no livro de Números 14, quando os filhos de Israel foram duramente castigados pelo Senhor, por causa da murmuração. “Murmurar”, conforme o dicionário, é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, tomar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. Foi exatamente o que aconteceu com o povo de Israel, e o Senhor indignou-se ante a atitude do povo: “Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim”. Números 14.26.

    O objetivo desta pastoral é alertar do perigo da murmuração e incentivar a todos nós a uma vida de total confiança em DEUS, de gratidão e apoio aos irmãos. A murmuração é prejudicial para nós, primeiramente porque, uma vez iniciada, vai piorando cada vez mais. A murmuração é semelhante a uma ferida que se tornou pútrida. A carne infeccionada não pode receber tratamento; ela tem que ser cortada, caso contrário à infecção se espalhará por todo o corpo. E uma tendência à murmuração, se não for estancada, espalhará por toda nossa vida e arruinará tudo. Por que é tão grave reclamar? Porque é pecado, não são as circunstâncias e sim o coração mau que provoca murmurações. Uma vez que a murmuração é pecado, você cai neste pecado se quiser. Lembrando o que já disse John Piper: “Ninguém peca por obrigação. Pecado é o que você comete quando o coração não está satisfeito com Deus”.

    A murmuração não somente é pecado, mas também é tolice. Pois, ela torna as coisas ainda piores. Cristãos que reclamam são cristãos orgulhosos, que se recusam a se submeter à vontade de Deus para suas vidas. A murmuração provoca a ira de Deus. Ele se irou quando os israelitas murmuraram. Os israelitas foram punidos por causa da murmuração. E uma punição terrível é quando Deus retira seu cuidado e proteção daqueles que reclamam dele. Resmungar faz mal. É o primeiro passo numa estrada escorregadia e íngreme. Alguns dos israelitas que murmuraram no deserto jamais viram a terra prometida.

    Recentemente vi uma placa colocada abaixo de um enorme peixe empalhado, dependurado numa parede, que dizia: “Se tivesse ficado de boca fechada, não estaria aqui hoje”. Vemos que a atual geração de crentes, à semelhança dos israelitas, vive a murmurar. Deus abençoa, mas estão sempre murmurando; Ele acrescenta mais bênçãos ainda, as murmurações continuam. É algo terrível! 

    A murmuração é um grande entrave para qualquer família, qualquer igreja, qualquer ambiente social. Viver e conviver com murmuradores são um peso. Maridos que murmuram de suas esposas. Esposas que murmuram de seus maridos. Igreja que murmura de seus pastores. Pastores que murmuram de sua igreja. Pais que murmuram de seus filhos. Filhos que murmuram de seus pais. Patrões que murmuram de seus empregados. Empregados que murmuram de seus patrões. É impossível haver crescimento, saúde e paz num ambiente de murmuração. Se você é um murmurador, encorajo-o a rever essa postura e abandonar este pecado da sua vida.

    Precisamos peremptoriamente (decisivamente) dar um basta na murmuração em nossa vida. Murmurando, certamente, estamos desagradando a Deus, causando transtorno à obra de Deus e atraindo condenação para nossa vida e nosso lar. Renovemos a nossa mente pela Palavra de Deus e experimentemos qual a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.1). Abandonemos esse insidioso pecado e tenhamos somente palavras de gratidão a Deus (Colossenses 3.16,17).

    Além disso, tomemos uma posição de coragem diante das crises. Enquanto que o murmurador reclama e se foca no que é mal, NÓS DEVEMOS TER CORAGEM E ENFRENTAR OS DESAFIOS, não recuando e não lamuriando daquilo que talvez não seja do nosso querer. Mas, arregaçando as mangas para trabalhar com firmeza e alegria ao Senhor. Sendo e fazendo o melhor. “Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” (Números 13.30). A coragem faz calar os opositores!

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

  • 215 - NÃO DESPREZE OS HUMILDES COMEÇOS...
    09/07/2017

    “Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos do SENHOR, que percorrem toda a terra.” Zacarias 4.10

    Um dos mais incapacitantes pensamentos sobre Deus diz que ele se assemelha a um presidente de empresa, tão ocupado na administração de seu vasto negócio que as atividades de alguém tão pequeno e insignificante não podem ser objeto de sua atenção.

    Porém, não é isso que vemos nas Escrituras. No Antigo Testamento, um oficial chamado Zorobabel tentou empreender a reconstrução do templo após anos de exílio e negligência. Ele conseguiu apenas um mísero recomeço que logo foi sufocado pela oposição externa e pela depressão interna. O oficial sentiu-se desanimado e fracassado. Mas, daboca do profeta Zacarias, ele ouviu palavras que estilhaçaram quaisquer autocomiserações, conforme Zacarias 4.10.

    Um menino vai ouvir a palestra de um grande professor. Em termos humanos, não há nada de especial nesse garoto. Ele carrega um lanche normal, de cinco pães e dois peixes comuns, preparado por uma mãe nada especial. Ninguém na multidão parecia menos importante do que ele. E, no entanto, quando os discípulos estavam procurando alimento para ser compartilhado, uma ideia passou pela cabeça do menino. Ele poderia compartilhar o que havia trazido. Podia dar o que tinha. Sua pequena doação, nas mãos do Salvador, se multiplicou além de sua imaginação. Durante dois mil anos essa história tem sido celebrada.

    A Bíblia conta a história de uma viúva que passa diante de uma caixa de esmolas no templo. Deposita ali duas moedinhas; é tudo  que ela tinha. Ela sabia que aquela seria a menor de todas as doações; que humanamente falando, não podia fazer nenhuma diferença; que, de seu ponto de vista, é quase uma ousadia. Ela não poderia saber que um homem a estava observando; que ele diria que ela na verdade tinha doado mais do que qualquer outra pessoa. Ela não poderia saber que sua história inspiraria milhões de pessoas a dar bilhões em dinheiro no decurso dos séculos.

    Não devemos desprezar o dia das pequenas coisas, por certo, não sabemos o que é pequeno aos olhos de Deus. O tamanho espiritual não é medido pelos mesmos padrões com que se mede o tamanho físico. Quando Jesus disse que a viúva doou mais, não se tratava de palavras bonitas; tratava-se de uma mensuração espiritualmente correta. Pois, o seu gesto aparentemente humilde e pequeno, para Deus foi uma demonstração alardeante e explicita de um amor real, mais real do qualquer coisa, porque ela conseguiu evolver a sua ação com o seu coração. O seu gesto foi acompanhado pelo seu coração. Ação com intenção.

    Diante de nossos projetos, este versículo bíblico com todo o seu contexto, é uma ministração abençoadora e esclarecedora aos nossos corações. À vista disso, somos impactados a não desprezarmos o dia das pequenas coisas. Dessa forma, aprendi com tudo isto, que nenhum projeto é tão grande a ponto de não precisar de Deus. Nenhum projeto é tão pequeno a ponto de não interessar a Deus.

    Não despreze o dia das pequenas coisas. Uma admirável cristã Madre Teresa de Calcutá costumava aconselhar “Não tente fazer grandes coisas para Deus. Faça pequenas coisas com grande amor.”

    Não desconsidere o dia das pequenas coisas, pois assim é o reino de Deus. Uma pequena coisa é como uma semente de mostarda... É como o fermento... Bebês e manjedouras parecem pequenos e insignificantes, mas é assim que Deus vem até nós.

    Jesus geralmente fazia pequenas coisas. Conversava com indivíduos obscuros – uma mulher samaritana junto ao poço, uma prostituta desmoralizada, um coletor de impostos. Convivia com crianças tão insignificantes que seus discípulos tentavam enxotá-las. Seu último milagre antes do julgamento e da crucificação foi reimplantar uma orelha decepada.

    Por conseguinte, encerro novamente com a declaração, não fazemos ideia do que é grande ou pequeno aos olhos de Deus. Então, não despreze o dia das pequenas coisas, pois esse também é o dia que o Senhor criou. E esse é o lugar onde vamos encontra-lo.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

    Adaptado do Livro "O Deus que abra portas". De John Ortberg

  • 213 - O DEUS DE VALOR NOS FAZ SERVOS DE VALOR
    02/07/2017

    O DEUS DE VALOR NOS FAZ SERVOS DE VALOR

    Convido você a analisar um pouco da história de Gideão, pois ele é um exemplo bíblico clássico de uma pessoa comum, mediante a qual Deus realizou coisas extraordinárias. Um estudo de sua biografia em Juízes, capítulos 6 a 8, revela as provisões do Senhor que o desafiam em sua caminhada.

    O Gideão que encontramos em Juízes 6 destrói a ilusão de que alguns não são qualificados para a grandeza. Nenhum perfil biográfico nas Escrituras tem início com uma exposição mais honesta de inadequação e frustração. Encontramos o jovem Gideão num pequeno vale, às escondidas, malhando o trigo de uma colheita escassa. Podemos imaginar o seu medo, vigiando à sua volta com ansiedade. Isso nos diz muito acerca do homem e sua época. Ele não malhava o trigo num lugar visível, por causa do perigo dos saqueadores midianitas. 

    Numa época de desalento nacional, ele estava pronto para outro grande lance a favor de Israel. E Gideão, o tornava um candidato ao heroísmo, e isso faz sua história tão significativa, pois o que aconteceu a ele pode acontecer a nós. 

    O Senhor interrompeu Gideão em Ofra com uma saudação que deve tê-lo deixado aturdido: “O Senhor está com você, poderoso guerreiro”. Nada poderia estar mais longe da imagem que Gideão tinha de si mesmo. Na verdade, não era, de modo algum, uma afirmação de Gideão. A Septuaginta é muito mais fiel ao original: “O Senhor é contigo, sim, o Senhor de coragem” ou “O Senhor, que é valente e poderoso, é contigo”. O poderoso em coragem é o Senhor, não Gideão. A visitação divina lembrava a Gideão a grandeza de Deus.

     Diante da lamentosa consternação de Gideão (Juízes 6.13), note: ele afirma que tudo é culpa do Senhor. Muitas vezes nossas duvidas e indagações, exigindo que o Senhor nos preste contas de suas ações, expressam quão distantes estamos da comunhão com ele. Todavia, Deus olhou não para o homem frágil, mas para o homem de fé que ele se tornaria. Quanta bondade de Deus em não aceitar a nossa queixa a respeito de sua providência! Em vez disso, ele nos chama para mudar as muitas coisas que afligem tanto a nós quanto a nossa época. Gideão recebe um chamado irrecusável na sua circunstância insustentável.

    Em Juízes 6.34 vemos que Deus capacita Gideão com uma provisão poderosa. O Espírito Santo encheu o homem assustado e inadequado. A personalidade de Gideão, bem como a sua humanidade, se tornou a vestimenta de Deus! Talentos naturais foram aumentados ao máximo; dons extraordinários, acrescentados. A fé substituiu o medo, a coragem suplantou o comportamento e o carisma fluiu por meio da sua personalidade. Suas queixas foram substituídas por entusiasmo e vitalidade. O Deus de valor estava fazendo dele um homem de valor. 

     A seguir Deus apresenta ao servo Gideão uma estratégia, que não segue o padrão característico das demais. Gideão contava a princípio com 32 mil soldados e os midianitas e os amalequitas com 135 mil soldados. A proporção era de quatro por um. No entanto, o Senhor mandou que ele reduzisse as fileiras! Submeteu o seu exército a duas provas. Que restaram a Gideão 300 homens! 

    O Senhor sabia o que estava fazendo. Ele queria um grupo de homens ousados, vigilantes e totalmente dedicados. Mas havia uma razão mais profunda para a redução dos soldados: a vitória pertencia a Deus e ao seu poder (Juízes 7.3).

    O plano de ataque de Gideão (Juízes 7.15-18) foi brilhante. Estou certo de que os 300 soldados questionaram a sanidade dele quando ouviram pela primeira vez. Todavia, se consumou a vitória do povo de Deus, foi uma vitória completa do Senhor para Gideão e Israel. Esse relato revela a natureza real da coragem cristã. É a coragem do Senhor, não para o Senhor. Na qualidade de povo chamado e escolhido por Deus, recebemos nossa coragem da visão de seu envolvimento em nossas crises e aflições.

    Irmãos, quando levamos ao Senhor as nossas impossibilidades recebemos provisões para avançar. Quanto mais dependemos dele, mais nossa coragem aumenta. Não necessitamos justificar nossas ações, ficar na defensiva ou bater em retirada. Com a vida de Gideão, aprendemos que as provisões do Senhor são poderosas para vencermos as impossibilidades que surgem na caminhada. O que o Senhor realizou em e através de Gideão são ensinamentos para desvendar as impossibilidades de hoje e de todos os amanhãs.

    Pr. Carlos Roberto (Bob)

     

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