Não Basta Ser Pai, tem que ser Cristão!

Bom dia! Bem, podemos até não gostar de história, ou de saber a origem das nossas práticas comemorativas, mas se não conhecermos a história, ficaremos vivendo sob a força coercitiva que ela exerce sobre as nossas vidas, e isso quer dizer, que podemos viver a história sem fazer a nossa história!

                Quem inventou a palavra e o dia dos pais? O Dia dos Pais foi criado, assim como o Dia das Mães, para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida. Sonora Louise Smart Dodd, de Washington, foi quem primeiro propôs a ideia de comemorar a data, em 1909.

                O primeiro Dia dos Pais foi comemorado em 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington. A rosa foi escolhida como a flor oficial do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Pouco tempo depois, a comemoração já havia se espalhado por outras cidades americanas. Em 1972, o então presidente Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.

                No Brasil, a data é comemorada no segundo domingo de agosto e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953. A comemoração foi importada dos EUA pelo publicitário Sylvio Bhering e teve sua data alterada de junho para agosto por motivos comerciais.

                Falando sério: Geralmente vemos mães, abandonando seus filhos, jogando nos rios, terrenos baldios, abortando em clínicas clandestinas as crianças que são trituradas como carne moída… Mas, onde estão os pais dessas crianças? Já falei com muitos moradores de rua e usuários de drogas, e quando pergunto pelo pai, muitos não os conheceram, muitos conheceram e tem muito ódio, não suportam nem a lembrança do pai que trazem na memória. Você é pai? Então essa palavra é pra você assuma a sua paternidade. Se o filho é seu assuma! Assumir não é só financeiramente, dinheiro, geralmente é o que menos conta! É no carinho, na atenção, na palavra amiga, no estar e caminhar juntos, brincar juntos… Eu conheço muitos filhos que estão desesperados, por um pai! Desesperados por um abraço, um beijo! Cadê você pai? Pra mim um pai que não assumiu sua paternidade deveria morrer, não merece estar vivo!

                Assim, ser pai é um sublime privilégio, mas também uma imensa responsabilidade. Não basta gerar filhos, é preciso fazer grandes investimentos na vida deles para educá-los e prepará-los para a vida. Muitos homens tornam-se famosos e alcançam o apogeu do sucesso na carreira profissional, mas poucos têm êxito no recôndito do lar. A paternidade responsável é um grande desafio ainda hoje. Vamos observar, à luz da Palavra, alguns princípios importantes para os pais.

                Um pai que faz diferença é alguém que é um exemplo para os filhos. Antes de um pai ensinar os filhos, ele precisa viver o que ensina. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única eficaz.

                Um pai que faz diferença é alguém que encontra tempo para os filhos. Quem ama prioriza. Quem ama encontra tempo par a pessoa amada. Um pai jamais pode sacrificar o importante no altar do urgente. Tudo à nossa volta tem o apelo do urgente. Mas, nem sempre o urgente é importante. Os filhos são importantes. Eles merecem o melhor do nosso tempo, da nossa agenda, da nossa atenção.

                Um pai que faz diferença é alguém que equilibra correção e encorajamento. Os filhos precisam se sentir amados, protegidos, e orientados pelos pais. Correção sem encorajamento é castigo; encorajamento sem correção é bajulação. Ambas as atitudes estão fora do propósito de Deus.

                Um pai que faz diferença é alguém que cuida da vida espiritual dos filhos. Não basta dar teto, comida, roupa, educação e segurança aos filhos. O pai precisa prioritariamente conduzir seus filhos pelos caminhos do Senhor.

                Ontem conversei com uma irmã da Igreja Presbiteriana de Serra Negra e observe o que ela me disse sobre o seu pai (sobre a comemoração do dia dos pais, pois o pai dela faleceu e fazia aniversário em agosto - também chorei por causa de suas palavras e do grande amigo que seu pai foi para mim): “Pai, não tenho mais a sua presença física, mas tenho a presença de Deus todos os dias na minha vida mostrando que eu sou o que sou porque você um dia me ensinou quem era Deus. Obrigada Pai! Sempre te amarei!”

                Portanto, pensando biblicamente, aprendemos que o pai que zela pelo presente e futuro de seu filho,  a  sua maior preocupação,  é mostrar a ele a sua maior riqueza – Jesus  Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.  Assim, o pai vive um grande desafio: Crendo  no poder do Espírito Santo que usa eficaz e tremendamente o seu testemunho. Para receber do seu filho o maior presente, que é vê-lo  como homem segundo o coração Deus.

                Definitivamente, ainda vale aquela máxima da antiga propaganda: não basta ser pai, tem que participar. Todavia, com licença ao autor desta propaganda, pois de acordo com a proposta da nossa pastoral  lançamos outra: não basta ser pai, tem que ser cristão.

 

Rev. Carlos Roberto (Bob)