Viver com uma Decisão Errada Josué 9,10

Todos já tomamos decisões das quais nos arrependemos. Há numerosas más decisões. Algumas são sérias, e outras, não tanto. E todos já tomamos decisões insensatamente. O que fazer com essas decisões?

Até Josué tomou uma decisão precipitada. Assim que seu povo entrou em Canaã, ele vivera uma série de vitórias. Várias tribos se juntaram para lutar contra ele, mas caíram diante da sua perícia militar. Graças à fidelidade de Deus, ele conseguiu alcançar tudo.

Uma cidade  pagã decidiu usar uma estratégia criativa para salvar a vida de seus habitantes. Escolheu enganar Josué, enviando-lhe uma delegação, a qual o fez crer que vinha de uma país longínquo, tratando logo de fazer um pacto de paz com ele. Evidentemente, esse povo esperto sabia que Deus havia proibido  os israelitas de firmarem aliança com a população de Canaã (Êxodo 23. 31-33). Assim, se essa delegação de homens pudesse fazer Josué acreditar que era outro país, ele poderia cair na armadilha. Uma vez que o acordo fosse feito, seu povo seria poupado.

Por que Josué caiu na armadilha do inimigo? Para começa, ele agiu baseado na evidência superficial.  A observação humana não é capaz de nos apresentar sempre diagnóstico apropriado de uma situação. Na verdade, o que parecia óbvio era complexo. Algo escondido escapou dos atentos olhos humanos.

Raramente uma situação é o que aparenta ser. Só Deus,  que vê além dos disfarces, é capaz de nos guiar nas decisões da vida.

Quando interpretamos a situação de acordo com a observação humana, a possibilidade de erro é grande. Raramente algo é o que parece ser. Esta é a razão pela qual devemos buscar Deus, mesmo nos detalhes da vida.

Josué negligenciou a oração. Eles “não consultaram ao Senhor”. Por que não oraram? Certamente não porque fossem carnais ou rebeldes. Josué andava com Deus, obedecia ao máximo de sua capacidade.

Josué não buscou Deus porque sua decisão parecia tão certa, tão óbvia. E o assunto era trivial – deveríamos importunar Deus com tudo? As batalhas iam bem; não parecia haver razão para depender de Deus em uma decisão que parecia rotineira.

Frequentemente erramos porque fazemos o que nos parece ser o certo, o óbvio. Ou talvez não consultemos Deus porque temos medo de que ele diga “não” a algo que desejamos desesperadamente.

Josué arrependeu-se profundamente do seu juramento de paz, mas não havia nada que pudesse ser feito. Não há dúvida de Josué arrependeu-se muitas vezes por ter sido enganado e levado a fazer o acordo. Os gibeonitas eram um constante espinho na carne.

Apesar de Deus usá-los para bênção,a decisão precipitada de Josué teve sérias consequências.

Então vemos nesta história como a graça de Deus atuou em uma decisão insensata para trazer o bem.

Quais foram às consequências dessa decisão? Os gibeonitas foram amaldiçoados por Josué, mas graciosamente Deus escolheu misturar alguma bênção com a maldição. O Todo-poderoso nunca fica no prejuízo quando confrontado com as tolices humanas. Ele sempre toma uma situação difícil e a transforma em bênção. Toda nuvem tem o seu lado bom, e todo espinheiro, sua rosa.

Seja a nossa má decisão, seja de outrem. Deus é bem capaz de achar um lugar para nós dentro do grande círculo do seu amor e graça.

Josué aprendeu, e todos novos devemos aprender: Deus é maior que os erros que cometemos. Abençoados todos aqueles que podem ver as estrelas na noite mais escura.

Como vimos no texto de estudo, até Josué tomou decisão precipitada.

Nunca devemos subestimar a habilidade de Deus de transformar uma maldição em bênção.  Ele pode tomar o sofrimento e torná-lo uma glória, pondo alegria em meio ao sofrimento.

Rev. Carlos Roberto (Bob)